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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Domingos Xavier é candidato à União das Freguesias do Cartaxo e de Vale da Pinta

Opinião de Jorge Nogueira, presidente da concelhia do Cartaxo do PSD, que pode ser lida nesta edição do jornal O POVO DO CARTAXO. 

No âmbito das próximas Eleições Autárquicas, a Comissão Política do PSD Cartaxo tem a honra de anunciar que Domingos Xavier será candidato à presidência da futura União das Freguesias do Cartaxo e de Vale da Pinta.
Domingos António Caria Xavier, com 58 anos, casado e pai de dois filhos, fundou em 1982, conjuntamente com o irmão, a empresa Xavieres Lda. - Obras Públicas e Construção Civil, aliando a experiência e os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos para se iniciarem numa actividade que tem levado, de forma sustentada, o nome da empresa a todo o País.
O candidato à presidência das freguesias do Cartaxo e de Vale da Pinta está ligado desde há mais de 30 anos ao movimento associativo do Cartaxo. Destacando-se a sua presença nos órgãos sociais do Sport Lisboa e Cartaxo, Sociedade Filarmónica do Cartaxo (foi durante o seu mandato que foi construída a nova sede desta colectividade, bem como foram  constituídas as secções que ainda hoje existem), fundação do Núcleo Sportinguista do Cartaxo, bem como presidente do conselho fiscal do Ateneu Artístico Cartaxense. Actualmente, Domingos Xavier integra a equipa que  lidera o Núcleo Sportinguista do Cartaxo.
É assim com muito agrado que a Comissão Política do PSD do Cartaxo tem a honra de anunciar que as estruturas do PSD e da JSD, conjuntamente com o cabeça de lista à Câmara do Cartaxo, Vasco Cunha, confirmam o nome de Domingos Xavier como cabeça de lista à União das Freguesias do Cartaxo e de Vale da Pinta.
Domingos Xavier é exemplo da Coragem que PSD Cartaxo tem o privilégio de encontrar em cidadãos independentes. Com competência, rigor e transparência, o candidato agora anunciado dá a todos os cidadãos das freguesias do Cartaxo e de Vale a Pinta a confiança e a esperança necessária para a recuperação do nosso concelho.
Com a Paixão que sentimos pela nossa terra será possível encarar as próximas Eleições Autárquicas como um recomeço.

domingo, 26 de maio de 2013

As quatro prioridades de Vasco Cunha

Se for eleito presidente da Câmara, a primeira prioridade de Vasco Cunha é ‘atacar’ a situação financeira muito difícil do município. Isso passa por reduzir a despesa e “tentar encontrar a receita em falta para equilibrar o défice” que, referiu, desde há cerca de uma década, tem vindo a aumentar.
Na apresentação da sua candidatura, ocorrida ontem, no Mercado Municipal do Cartaxo, Vasco Cunha elegeu como segunda prioridade “tratar de tudo o que tem a ver com a acção social, onde o município intervém directa ou indirectamente, em parceria com a rede social e com todas as colectividades”. Outro dos seus trabalho prioritários é “ir à procura de investidores e de interessados em instalar-se no nosso município, para aqui estabelecerem  empresas, privilegiando o investimento, criando emprego e contribuindo para a riqueza local”. Finalmente, há que assegurar que “a qualidade de vida volta a ser uma prioridade neste município, desde logo pelo forte empenho na requalificação urbana e no avanço decisivo do Plano Director Municipal”.
Vasco Cunha aproveitou a oportunidade para criticar outros candidatos que, em tempos de grandes dificuldades financeiras, façam questão de “esbanjar rios de dinheiro em cartazes e outdoors exuberantemente espalhados por todo o concelho, como se disso dependesse a eleição de um presidente da Câmara”. Considera que se trata de “uma provocação a todos os munícipes” e, da sua parte, promete uma campanha muito contida, no que diz respeito à vertente financeira.


sábado, 25 de maio de 2013

Pedro Ribeiro e Paulo Varanda são as duas faces da mesma moeda

Vasco Cunha apresentou-se oficialmente como candidato do PSD à presidência da Câmara do Cartaxo. A cerimónia teve lugar esta tarde, no Mercado Municipal, "um dos edifícios mais típicos e incontornáveis desta cidade", que, no entanto, foi "vítima de erros de planeamento político" e a sua decadência simboliza bem, referiu o candidato, o que se passou em toda a cidade devido à gestão dos eleitos socialistas. Caso da Rua Batalhoz, que "teve intervenções atrás de intervenções, obras atrás de obras, mas o declínio do seu comércio e a morte de muitas casas comerciais é hoje a mais evidente demonstração dos resultados destas opções políticas". Uma situação agravada, na sua opinião, pelas obras do Parque Central.
Ao longo dos últimos 12 anos, acusou, os autarcas eleitos pelo PS "destruíram os sonhos de toda uma comunidade", tendo abalado o orgulho dos cartaxeiros na sua terra. Dois dos principais culpados da situação são Paulo Varanda e Pedro Ribeiro, que qualificou como "as duas faces da mesma moeda". O tempo, acrescentou, veio dar razão aos eleitos do PSD que sempre alertaram para o rumo "em direcção ao abismo" que o concelho e as contas da Câmara estavam a levar. Daí que se mostre convicto que nestas eleições haja a penalização dos infractores, que o mesmo é dizer, a vitória do PSD. Pela sua parte, garante "estar preparado para dirigir o município" apesar dos muitos problemas existentes,uma vez que é "autarca há mais de 20 anos", pelo que conhece bem a situação e os meios e instrumentos que vai ter ao seu dispor.
Vasco Cunha contou, nesta apresentação, com o apoio do presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, seu antigo professor universitário. Entre outras razões, justificou esse apoio por entender que Vasco Cunha "sabe dizer não e os próximos tempos são para os homens que sabem dizer não", em face  da situação financeira que se conhece no país e no concelho.

A seguir: As prioridades de Vasco Cunha

terça-feira, 21 de maio de 2013

Contas da autarquia em coma muito profundo

Texto de Vasco Cunha, candidato do PSD à presidência da Câmara do Cartaxo, publicado nesta edição do POVO DO CARTAXO, jornal que pode assinar aqui.

A apresentação das contas da Câmara do Cartaxo relativas ao ano de 2012 tornou ainda mais evidente que as finanças da autarquia estão "ligadas à máquina" em estado de coma muito profundo.
Ao longo dos últimos anos a situação financeira da Câmara Municipal do Cartaxo foi correctamente identificada pelos autarcas eleitos pelo PSD e, em resumo, a realidade traduziu-se no seguinte:
• As Despesas (sobretudo Correntes) não tinham cobertura pelas Receitas arrecadadas;
• O recurso aos empréstimos bancários serviu para disfarçar o problema num primeiro momento e o endividamento de Médio e Longo prazo cresceu;
• Quando a capacidade de endividamento se aproximou dos limites legalmente previstos, socorreram-se de Receitas extraordinárias e artificiais para fazer face ao sorvedouro que constituíam as Despesas (as "rendas da EDP", a venda do "Campo da Feira" ou as "contrapartidas da OTA" são exemplo disso);
• Como estas Receitas nunca se concretizaram mas as Despesas continuavam a crescer e era urgente o seu pagamento, a alie-nação de activos foi o passo se-guinte para encontrar novas Receitas, com a concessão das águas e do saneamento à Cartágua;
• Durante todo este espaço de tempo o Investimento Municipal foi escasso e normalmente o seu pagamento foi retardado aos fornecedores;
• Com o Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) já em exercício, recorreu-se ao Saneamento Financeiro, com a utilização extraordinária de 13 milhões de Euros para pagar aos fornecedores e liber-tar alguns recursos financeiros para a execução de projectos co-financiados;
• Ao longo destes anos, nunca se concretizou nenhum plano de contenção das Despesas nem nunca se conseguiu maximizar a Receita.
Os Resultados Operacionais do Município do Cartaxo são negativos há 6 anos. Desde 2007 com resultados negativos de 1,9 M€ que se tem vindo a comprovar a inacção e a incapacidade desta gestão socialista. Em 2010 voltou a suceder o mesmo. Os Resultados Operacionais voltaram a ser negativos em 4,148 M€. Porém, através do recurso aos Proveitos e Custos Extraordinários, bem como a Resultados Extraordinários (que sempre foram estáveis de 2002 a 2006) a Câmara do Cartaxo foi mascarando e maquilhando alguns resultados financeiros.
Em 2011 os Resultados Operacionais foram negativos na ordem de 3,457 M€ e em 2012 fica-ram-se pelos 1,457 M€ negativos.
Em resumo, os Resultados Operacionais de 2012 foram novamente negativos e tudo aponta para que em 2013 essa tendência se mantenha. O Executivo PS não consegue operacionalizar o Município. Ou seja, a operação do Município, não se paga a si própria… E já lá vai quase uma década!

Apesar dos sucessivos alertas, a maioria absoluta do Partido Socialista (PS) que governa a Câmara Municipal e que tem aprovado, também por maioria absoluta, a estratégia para a autarquia na Assembleia Municipal, foi sempre insensível e incapaz de reagir. Continuou a errar e conduziu o Município para o estado vegetativo em que hoje se encontram as contas municipais.

Na Assembleia Municipal do Cartaxo, ao longo da ultima década, só o PS errou ao conduzir o Município para esta situação. O projecto político que o PS tinha para o Município do Cartaxo faliu e está morto! Hoje em dia, o Município do Cartaxo já está a ser resgatado financeiramente. As Despesas continuam a ser superiores às Receitas e esta realidade está longe de ter uma solução. Já não é um problema momentâneo ou de circunstância. Trata-se de um problema estrutural.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Vasco Cunha apresenta-se no dia 25

Tem lugar no dia 25, Sábado, pelas 17h30, no Mercado Municipal, a sessão de apresentação pública de Vasco Cunha como candidato à presidência da Câmara do Cartaxo pelo PSD, que tem como slogan “Paixão pela nossa terra”. Como se sabe, Vasco Cunha vai ter como número 2 na lista Paulo Neves, o homem que há quatro anos encabeçou, como independente, a lista do PSD. Entretanto, em Vale da Pedra, os social-democratas deverão apresentar como candidata à presidência da Junta Cesaltina Sereno, presidente da Assembleia de Freguesia local eleita pelo Partido Socialista.

domingo, 14 de abril de 2013

Vasco Cunha é o candidato do PSD no Cartaxo


Vasco Cunha é o candidato do PSD à presidência da Câmara do Cartaxo. Em comunicado, aquele partido político diz que a decisão foi antecedida de "um aprofundado debate", através do qual se concluiu que a candidatura de Vasco Cunha "é a que melhor interpreta a situação que actualmente se vive no concelho do Cartaxo e a que reúne as melhores condições para ultrapassar os gravíssimos problemas que afectam o nosso município". Esta decisão, garante-se, foi apoiada por Paulo Neves, o homem que, há quatro anos, concorreu pelo PSD e que, em nome do 'Movimento Coragem', assina o comunicado, juntamente com o presidente da concelhia do PSD, Jorge Nogueira.
O primeiro objectivo desta candidatura, acrescenta-se, é "recuperar a esperança de todos os cidadãos no seu município e assim devolver a paixão e o orgulho que os cartaxeiros já sentiram pela sua terra". No documento destaca-se "a experiência autárquica" do escolhido, que, enquanto vereador e membro da Assembleia Municipal, "tem sido uma das principais vozes no combate ao caminho delineado pelos eleitos do Partido Socialista". Essa atitude e experiência autárquica tornam  "possível encarar as próximas eleições autárquicas como um recomeço, depois de um ciclo de governação apoiada pelo PS que levou à falência da autarquia e à necessidade de um resgate financeiro que, ao longo dos próximos 20 anos, custará cerca de 74 milhões de euros aos cartaxeiros".
Esta é a terceira candidatura à presidência da Câmara do Cartaxo. Pelo PS, já se apresentou Pedro Ribeiro e o actual titular do cargo, Paulo Varanda, também já avançou com uma candidatura independente. No próximo dia 25 será a vez da CDU apresentar o seu candidato.


terça-feira, 9 de abril de 2013

É urgente responsabilizar e traçar um rumo de esperança



Texto do presidente da PSD/Cartaxo, Jorge Nogueira, publicado nesta edição do POVO DO CARTAXO, jornal que pode assinar aqui.

É urgente responsabilizar e traçar um rumo de esperança
As Eleições Autárquicas são sempre um momento de partilha e de esperança… de partilha de resultados alcançados no anterior mandato e de esperança em relação aos desafios dos próximos quatro anos.
E desse ponto de vista, as próximas eleições no Cartaxo estão há muito marcadas pela partilha de resultados muito negativos, que levaram à falência da autarquia e à necessidade de um resgate que ao longo de 20 anos custará cerca de 74 milhões de euros. Bem como serão marcadas pela desesperança que muitos sentirão em relação aos autarcas eleitos pelo Partido Socialista que trilharam o caminho do abismo e que não souberam ou não quise-ram ouvir os social democratas para evitar o descalabro.
As próximas Eleições Autárquicas marcam o fim de um ciclo para muitos dos concelhos e freguesias do País. No caso do nosso concelho, as eleições autárquicas representam bem mais do que o fim de um ciclo até porque é hoje facilmente constatável por todos os cidadãos que a actual situação do concelho é bem pior do que aquela que existia no início da década de 2000. No Cartaxo vamos ter que recomeçar muitas coisas… coisas simples e concretas como é o caso do restabelecimento da confiança entre cidadãos e autarcas.
Ao longo dos últimos 12 anos, os autarcas do Partido Socialista, representados no próximo acto eleitoral por Pedro Ribeiro e Paulo Varanda, não conseguiram encontrar um modelo de desenvolvimento sustentável para o concelho e assim destruíram os sonhos e a esperança de toda uma comunidade.
O orgulho no Cartaxo, sentido por dezenas de milhares de cartaxeiros ao longo de décadas, foi completamente abalado nos últimos anos, sendo hoje imperioso recuperar a paixão pela nossa terra. É hoje recorrente ouvirmos os cidadãos recordarem com saudade o tempo em que o Cartaxo era por todos considerado como uma terra harmoniosa, limpa e em que a qualidade de vida imperava.
E não se pense que os problemas que deitaram por terra o orgulho no concelho são questões de grande magnitude. Se ouvirmos as pessoas sabemos bem que a resolução dos problemas da degradação das nossas estradas e ruas, do saneamento básico, da falta de limpeza das ruas e jardins, da falta de espaços verdes bem cuidados, a par da falta de investimentos que possibilitem o desenvolvimento, sem esquecer os problemas criados no coração da cidade, poderão contribuir decisivamente para recuperar o brio da nossa terra.
Nas próximas Eleições Autárquicas os cidadãos vão ser convocados a responder a algumas questões simples mas determinantes para o nosso futuro a curto e médio prazo.
A primeira dessas questões tem a ver com confiança. Estarão os eleitores disponíveis para confiar naqueles que, desde 2001, apresentaram projectos mirabolantes, fantasiosos e despesistas para o concelho, sem cuidarem de questões básicas e vitais para o dia-a-dia dos munícipes?
A segunda questão também incide na confiança. Acreditarão os eleitores que aqueles que contribuíram ao longo dos últimos 12 anos para a falência da Câmara Municipal e que foram obrigados a pedir um resgate financeiro no valor de 74 milhões de euros estarão em condições de recuperar o concelho?
A terceira questão tem a ver com esperança. Todos sabemos que os próximos anos serão de grande rigor e muito exigentes em transparência e competência. Só assim é que os cartaxeiros poderão ter esperança na recuperação do nosso concelho. E a esperança entronca, de uma forma muito concreta, naquilo que os social democratas do Cartaxo têm dito, pelo menos desde 2001, quando ano após ano afirmaram que as opções dos autarcas socialistas iriam fazer regredir o concelho e retirar a capacidade de incentivar um desenvolvimento sustentável.
A esperança e o optimismo estão do nosso lado. Do lado daqueles que sempre se bateram para evitar o caminho do abismo em que seguiram os autarcas socialistas desde 2001 e que tantos prejuízos estão e irão provocar a todos os cidadãos. Os social democratas do Cartaxo estão à altura dos próximos desafios. O futuro do nosso concelho tem de começar a ser reconstruído e em Outubro, connosco, começará a ser uma realidade.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Guerra dura até Outubro

E, pronto, está concretizado o que se previa, o anúncio público de duas candidaturas da área socialista à presidência da Câmara do Cartaxo. Pedro Magalhães Ribeiro vai defender oficialmente as cores do partido, enquanto que o actual titular do cargo, Paulo Varanda, pretende avançar como independente.
Para além destes dois, também o PSD, a CDU e o Bloco de Esquerda irão avançar, seguramente, com candidatos, enquanto que o CDS admite, igualmente, ir a votos. Se isso se concretizar, serão seis os candidatos à presidência de uma câmara que se diz estar falida. Recorrendo à ironia, pode dar-se graças a Deus, pois se estivesse em excelente situação financeira, provavelmente, apareceriam aí uns dez ou doze candidatos e isso já seria confusão a mais. E, mesmo assim, vamos ver como as coisas irão correr. Vai ser dura, muito dura a campanha, sobretudo o confronto entre Paulo Varanda e Pedro Magalhães Ribeiro. O actual presidente da autarquia vai fazer do candidato oficial do PS o seu principal adversário e lembrar mil vezes que ele já exerceu funções de grande importância na câmara e que, por isso mesmo, é um dos responsáveis pela situação financeira muito grave em que ela se encontra. Pedro Magalhães Ribeiro deverá responder na mesma moeda, pelo que se adivinham tempos de grande crispação. A juntar a isto, temos o Bloco de Esquerda que vai usar a sua habitual agressividade política, não perdendo uma hipótese para atacar Paulo Varanda.
Nesta altura, os dois grandes pontos de interrogação colocam-se na CDU e no PSD. Conforme já foi assumido, o homem que tem dado a cara pela CDU, Mário Júlio Reis, não vai avançar para nova candidatura, o que deixa a coligação numa situação difícil. Daí que não se estranhe ter aparecido nas redes sociais um movimento que pretende convencê-lo a fazer marcha-atrás e a ser, mais uma vez, o candidato da CDU. Duvido que tenha sucesso, mas a ver vamos.
Mas, nesta altura, a nível político, quase todos os olhares se voltam para o PSD. O maior partido da oposição tem, nas próximas autárquicas, devido à divisão entre os socialistas, teoricamente, uma boa hipótese de, finalmente, conquistar a Câmara. Mas, para isso, precisa, essencialmente, de um bom candidato. Na minha opinião, alguém que não esteja demasiado conotado com o partido, de forma a que não seja ‘contaminado’ pela impopularidade do Governo.
O presidente da concelhia já veio dizer que ainda não apresentou candidato porque, antes que isso aconteça, é fundamental conhecer a real situação financeira da autarquia. Espero que não leve esse argumento até às últimas consequências. Se o fizer, pode arrisca-se é a não ir a eleições...

(Opinião, Jorge Eusébio)

Paulo Neves já admite ir a votos

O actual vereador do PSD, Paulo Neves, confirmou à Rádio Cartaxo que já foi sondado pelo PSD para, eventualmente, avançar novamente como candidato à presidência do Cartaxo. No entanto, ainda não decidiu se quer ou não avançar, até porque, lembra, nas últimas autárquicas, "levei cinco meses a decidir" e agora não deverá levar "muito menos". Para além de que, adianta, "ainda é cedo" para o PSD apresentar um candidato, antes de conhecer a real situação financeira da Câmara e todas as consequências da adesão ao Plano de Apoio à Economia Local (PAEL) e do Reequilíbrio Financeiro. Lembra que, por exemplo, na última sessão de Câmara, Paulo Varanda disse que, em princípio, o alargamento dos prazos de pagamento é menor do que se previa. Em vez de 20, deverão ser apenas de 15 anos, o que implica que a factura mensal, ao longo desse período, seja mais pesada.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A JSD não vai exigir lugares ao PSD



(Excerto da entrevista a José Pato, líder da JSD/Cartaxo, que pode ser lida, na íntegra, na edição 864 do jornal O Povo do Cartaxo)

Tendo em conta as polémicas, as confusões e as divisões existentes no PS, acha que é desta que o PSD tem uma hipótese muito forte de chegar ao poder no caso do Cartaxo?
Será uma oportunidade muito boa, embora difícil pelo panorama nacional irá sempre afectar as eleições autárquicas pelo efeito de contágio. Agora, a área socialistas dividida por duas pessoas irá dividir o que é o seu eleitorado. Um PSD unido, forte e preparado poderá capitalizar essa situação. Embora seja difícil, esta pode ser um excelente oportunidade para o PSD tomar conta dos destinos do concelho.

Acha que vão aparecer duas candidaturas da área socialista?
Acredito que sim. Pedro Ribeiro não irá desistir, Paulo Varanda sente que é útil ao concelho e, quando uma pessoa se sente útil, logicamente quer tomar parte do que são as decisões, por isso, não tenho dúvidas que aparecerão duas candidaturas.

Vai impor elementos da JSD nas listas do PSD?
Não, a JSD não vai exigir lugares, queremos apenas participar no programa eleitoral do PSD. Se alguns membros forem convidados e sentirem que podem ajudar o PSD nessas funções, com certeza que terei todo o gosto em que os jovens sejam candidatos. Até porque a juventude é importante, são formas diferentes de ver e de estar na política, novas soluções, nova criatividade, por vezes uma certa irreverência que pode ajudar os mais experientes a ver novas soluções para o problema. 

 (Assine aqui o jornal O Povo do Cartaxo)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

PSD não será "barriga de aluguer" de Paulo Varanda


O PSD do Cartaxo qualifica os dois candidatos da área socialista, Pedro Magalhães Ribeiro e Paulo Varanda, como "dois galos no mesmo galinheiro", que desenvolvem uma "clara disputa pessoal de poder" e   revelam "desnorte e falta de bom senso". Em comunicado, o presidente da concelhia local dos social-democratas, Jorge Nogueira, assegura que o PSD vai apresentar-se como alternativa credível, "com as melhores soluções para o nosso concelho", com listas próprias para todos os órgãos autárquicos e que não precisa de "alugar candidatos para levar à população o seu projecto político", nem ser "barriga de aluguer de um qualquer presidente da Câmara em exercício".. 
No entanto, antes de avançar, diz ser "necessário conhecer em primeiro lugar qual é a verdade sobre a situação económica e financeira da autarquia e qual será o plano que o Tribunal de Contas aprovará para recuperar a Câmara do Cartaxo do estado de falência em que se encontra" É uma questão de "prudência e elementar bom senso conhecer primeiro a realidade e só depois apresentar soluções", pois, acrescenta, "só aos que querem o poder a todo o custo e aos que são movidos pela ambição pessoal é que não importa a realidade".
Jorge Nogueira mostra-se optimista quanto à possibilidade do PSD conseguir finalmente chegar ao poder, pois "a população do Cartaxo já percebeu que os últimos 12 anos de gestão socialista atiraram o nosso concelho para uma situação ruinosa e constata agora que os que participaram directamente no descalabro querem catapultar-se para a cadeira do poder com um claro intuito de continuar a esconder a verdade das contas, bem como com a velada intenção de garantir a continuidade das prebendas aos do costume".

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

PSD atrasado na escolha do candidato

(Excerto da entrevista a José Pato, líder da JSD/Cartaxo, que pode ser lida, na íntegra, na edição 864 do jornal O Povo do Cartaxo)

O PSD não se está a deixar atrasar um bocado na escolha dos seus candidatos para as autárquicas?
Considero que sim, isso já devia estar a ser preparado há algum tempo. Mas ainda vamos a tempo, desde que se comece já e durante o próximo mês, a planear o que vai ser a nossa estratégia para as eleições autárquicas. No que é o possível planeamento autónomo da JSD para as autárquicas, estamos a delinear uma série de acções e de iniciativas que pretendemos ver realizadas nessa altura, mas sempre viradas para a nossa juventude.

A que atribui este silêncio do PSD em relação à questão? Não tenho falado com os elementos do PSD sobre essa matéria. Vou primeiro sondar o que a minha comissão política e os meus militantes querem e depois é que irei abordar o presidente do PSD sobre essa matéria, porque se tem que tratar efectivamente do que vai ser a campanha. Se muitas vezes as decisões são difíceis, grave é não as tomar, seja elas boas ou más, o que importa é tomá-las. Temos que começar a trabalhar nisso, se há candidatos a mais, se há candidatos a menos, o PSD terá que resolver isso, se precisar da ajuda da JSD, contará certamente com ela, estaremos sempre disponíveis, mas o certo é que o tempo começa a escassear.

O PSD teve nas últimas eleições o melhor resultado autárquico de sempre, acha que seria uma boa opção voltar a apostar em Paulo Neves como candidato?
Paulo Neves fez um bom trabalho, também não sei se estará disponível, não sei se é intenção dele voltar ou não a ser candidato. As eleições autárquicas prendem-se muito nas pessoas e não nos partidos. 

(Assine aqui o jornal O Povo do Cartaxo)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dias de poder do PS no Cartaxo estão a chegar ao fim?

A situação interna do PS/Cartaxo parece uma novela que nunca mais tem fim. Nem Paulo Varanda, nem Pedro Magalhães Ribeiro atiram a toalha ao chão, ambos mantêm a ambição de virem a ser candidatos à presidência da Câmara do Cartaxo e acusam-se um ao outro de terem faltado à verdade ou à palavra dada.

Vão ser uns meses lindos daqui até às eleições de Outubro. Quem tem interesse em estudar as técnicas que os políticos usam para tentar chegar ao poder, deve mudar-se para o Cartaxo, pois todas essas técnicas e mais algumas vão ser utilizadas por cá.

Devido a essas guerras internas será que os dias do PS à frente da autarquia estão a chegar ao fim? Se olharmos para os números dos últimos actos eleitorias, em especial para o de 2009, para a evolução política e, sobretudo, económica que se deu daí para cá, podemos concluir que há essa forte possibilidade. Sobretudo, se acabarem por surgir duas candidaturas na área socialista.

O PS teve, em 2009, 5382 votos contra 3309 do PSD. Portanto, caso uma das candidaturas da área socialista tenha para aí uns 1500/2000 votos, o PS entra na linha vermelha que separa o poder da oposição. Mas, como se costuma dizer, uma equipa joga o que a outra deixa jogar. O resultado final dependerá, obviamente, da estratégia e do candidato do principal partido da oposição, o PSD, que, sobre esta questão, tem andado muito calado e não se sabe quando tomará uma decisão relativamente à candidatura.

Compreende-se que o partido laranja faça uma gestão muito pensada desta matéria, que procure não dar tiros nos pés, pois pode estar perante uma oportunidade única de conquistar o poder. O PSD tem sobretudo o problema que lhe é colocado pela situação nacional. Apesar da gestão socialista no concelho, ao longo dos anos, ter sido péssima, a verdade é que a maior parte dos problemas que os cartaxeiros enfrentam resultam da situação nacional e se quem está no poder é o PSD é natural que os seus candidatos autárquicos apanhem pancada por tabela.

Daí que seja muito sensível e importante a escolha do candidato à presidência da Câmara. Se for algum militante muito conotado com o aparelho, com Passos Coelho e Miguel Relvas, obviamente que terá maiores dificuldades em afirmar-se. Em vez de passar toda a campanha a atacar a gestão socialista no concelho, será obrigado a gastar boa parte do tempo a justificar a actuação do Governo, o que, convenhamos, não é uma tarefa muito fácil nem garante um número significativo de votos. Voltar a apostar num candidato independente, como fez há 3 anos, eliminaria este problema. O escolhido teria margem de manobra para dizer que estava a defender o partido no Cartaxo e não no país e até que não concordava com muitas das medidas do Governo e arrumava o assunto, passando, então, a focar-se nas questões locais.

Enfim, vamos ver qual a opção que o PSD scolherá. Mas a maior incógnita destas eleições é saber quantas pessoas ainda farão questão de se deslocar às mesas de voto. Ultimamente, os políticos, que a nível nacional, quer local, não lhes têm dado muitas razões para se disporem a isso.
 
(Opinião, Jorge Eusébio)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

"Não tive convite do PSD" para voltar a ser candidato



Entrevista a Paulo Neves, vereador na Câmara do Cartaxo, eleito pelo PSD

Tem sido fácil ou complicado o seu relacionamento com o PSD?

Sempre foi bom, mas eu também tenho as minhas regras, não sou facilmente influenciável, ninguém me consegue demover das minhas ideias. Podemos conversar, debater os assuntos, em alguns, tenho razão, noutros tenho menos razão, mas ninguém me consegue demover das minhas ideias. Isso foi uma coisa que deixei bem patente quando me candidatei pelo PSD.


Se o PSD o convidar, pretende voltar a candidatar-se à presidência da Câmara?

Há uma coisa que as pessoas se esquecem também, não é só o PSD que tem que querer, eu também tenho de querer e, neste momento, não estou preparado para dar uma resposta.


Ainda vai entrar em período de reflexão?

Vou entrar, vou, ninguém me disse nada, muito honestamente, não fui confrontado com nenhum convite por parte do PSD.

Há muita gente que me aborda na rua, uns já me chamam presidente, outros dizem que já levei com os pés do PSD… O poder é uma coisa que não me fascina, só dentro da minha própria empresa ou nas colectividades onde possa dar o meu contributo.


Não tem ideia se o PSD o quer como candidato ou não?

Nem tão pouco isso me preocupa.


Em face do que encontrou na última campanha eleitoral e no que aconteceu daí para cá, acha que agora teria boas hipóteses de ganhar?

É uma boa pergunta, não sei responder, mas poderia, eventualmente, ser o momento para ganhar. 

(Excerto da entrevista, que pode ser lida, na íntegra, na edição 861 do jornal O Povo do Cartaxo)