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sexta-feira, 17 de maio de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
As nossas entrevistas
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domingo, 7 de abril de 2013
Não somos candidatos nas próximas autárquicas

Texto de Pedro Mendonça e Odete Cosme, do Bloco de Esquerda, publicado nesta edição do POVO DO CARTAXO, jornal que pode assinar aqui.
Em 2009 fomos candidatos à Assembleia
Municipal pelo Bloco de Esquerda por termos a vontade de servir a comunidade,
de representar os nossos concidadãos, de fiscalizar a ação do poder, de tornar
mais transparente a gestão pública, de dar resposta às reais necessidades da
população, de lutar pelo respeito pelas leis da República e de provar que é
possível uma nova forma de fazer política local.
Eleitos,
tentámos cumprir os nossos compromissos, mais que representantes de um partido
ou de uma ideologia, fomos representantes de todos os cidadãos. A realidade é
que perdemos algumas batalhas em que nos envolvemos, não por falta de empenho
mas porque o Poder sempre se interessou mais em manter-se no Poder do que em cooperar
para o bem comum, atitude espelhada nos chumbos sem discussão das propostas por
nós apresentadas.
Apesar
do bloqueio da maioria absoluta eleita pelo PS, acreditamos ter ganho a guerra
de mudar a política no Concelho do Cartaxo. Hoje somos muitos cidadãos a querer
a transparência e somos mais cidadãos sem medo e com menos “respeitinho” a quem
não o merece. Acreditamos que estilhaçámos a parede opaca que separava os
cidadãos da gestão municipal e que lhes devolvemos algum do Poder que lhes foi
sendo tirado.
Por
termos sido eleitos também para fiscalizar, denunciámos publicamente os
negócios dúbios que se fizeram e as viagens e os regabofes pagos por todos nós.
Revelámos a dívida da Câmara, a sua irracionalidade e como ela levou a um
aumento generalizado dos nossos impostos. Lutámos sem tréguas contra o negócio
das águas e conseguimos realizar um referendo local que travou um leilão de
oitocentos lugares de estacionamento no espaço público. Em nome da ética
apresentámos dezenas de queixas às autoridades no sentido de julgar quem a
nosso ver praticou Gestão Danosa e de quem se usou dos seus cargos para ter
aquilo a que não tinha direito.
Muitas
foram as propostas chumbadas sem discussão, desde um plano de poupanças
imediatas, à renegociação com a Cartágua, passando pela gestão da dívida. Nunca
parámos de exigir o arranjo das ruas, estradas e jardins deixados ao abandono
propondo onde se deveria cortar para haver dinheiro para cuidar do concelho.
Procurámos
sempre consensos e estivemos sempre abertos ao diálogo com todos os que se
opuseram a Paulo Caldas e Paulo Varanda. Fizemo-lo porque consideramos que
foram os piores autarcas na história do Cartaxo e infelizmente os factos
dão-nos razão.
A
nossa luta foi e é um serviço cívico, não somos nem nunca seremos profissionais
da política e por essa razão não nos candidatamos nas próximas eleições
autárquicas. Acreditamos que é necessária uma mudança constante nestes cargos
para evitar esmorecimentos, tentativas de corrupção ou naturais vícios a que
constantemente assistimos em quem valoriza mais o cargo do que o dever para que
foram eleitos.
Agradecemos
o apoio que muitos cidadãos de vários quadrantes nos deram e ao Bloco de
Esquerda, continuamos crentes que a sua ação continuará a ser a da luta
intransigente pelo que é melhor para os cidadãos.
No
final deste mandato, reafirmamos o que sempre dissemos:
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Autárquicas,
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Política
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Palavra de político
Inaugura-se, nesta edição do jornal O POVO DO CARTAXO, um espaço de
opinião política. Pedro Mendonça e Odete Cosme, do Bloco de Esquerda, explicam as razões que os levam a não serem candidatos nas próximas autárquicas. No essencial são duas: não serem nem quererem ser políticos profissionais e defenderem "uma mudança constante nestes cargos".
Jorge Nogueira, líder local do PSD, diz que é preciso saber se os eleitores "estarão disponíveis para confiar naqueles que, desde 2001, apresentaram projectos mirabolantes, fantasiosos e despesistas para o concelho".
O socialista Pedro Ribeiro apresenta as razões que o levam a candidatar-se à presidência da Câmara. Uma delas é não se conformar "com o desmazelo, com o abandono, com a desorientação e com o declínio da minha terra". Ana Paula Inglês, presidente da concelhia do CDS, diz pretender fazer política sem politiquice e não garante que vá apresentar candidato à presidência da Câmara.
A concelhia da CDU lembra que no Cartaxo a escolha popular recaiu sempre no mesmo projecto, o qual "deixou o município com uma dívida cujo valor global consta ser de 50 milhões de euros" e que é preciso mudar de rumo.
Leia os textos completos nesta edição do jornal O POVO DO CARTAXO que já está nas bancas. Se preferir pode assiná-lo aqui e passar a recebê-lo em casa.
opinião política. Pedro Mendonça e Odete Cosme, do Bloco de Esquerda, explicam as razões que os levam a não serem candidatos nas próximas autárquicas. No essencial são duas: não serem nem quererem ser políticos profissionais e defenderem "uma mudança constante nestes cargos".
Jorge Nogueira, líder local do PSD, diz que é preciso saber se os eleitores "estarão disponíveis para confiar naqueles que, desde 2001, apresentaram projectos mirabolantes, fantasiosos e despesistas para o concelho".
O socialista Pedro Ribeiro apresenta as razões que o levam a candidatar-se à presidência da Câmara. Uma delas é não se conformar "com o desmazelo, com o abandono, com a desorientação e com o declínio da minha terra". Ana Paula Inglês, presidente da concelhia do CDS, diz pretender fazer política sem politiquice e não garante que vá apresentar candidato à presidência da Câmara.A concelhia da CDU lembra que no Cartaxo a escolha popular recaiu sempre no mesmo projecto, o qual "deixou o município com uma dívida cujo valor global consta ser de 50 milhões de euros" e que é preciso mudar de rumo.
Leia os textos completos nesta edição do jornal O POVO DO CARTAXO que já está nas bancas. Se preferir pode assiná-lo aqui e passar a recebê-lo em casa.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Parque da Cidade custou 800 mil euros à Câmara
Excerto da entrevista do ex-presidente da Câmara do Cartaxo ao jornal O Povo do Cartaxo e Rádio Cartaxo (II)
O Parque da Cidade era fundamental ser feito?
Tínhamos que fazer uma opção, se íamos ou não buscar aquele dinheiro a fundo perdido. Apenas investimos ali qualquer coisa como 800 mil euros de dinheiro da Câmara, o resto foi dinheiro a fundo perdido, na ordem dos quatro milhões de euros de investimento. Se não aproveitássemos para fazer a beneficiação da zona nascente e histórica da Ribeira e aquele Parque Central, o dinheiro era perdido.
Está a dizer que fez uma boa gestão, mas, nesta altura, a Câmara do Cartaxo é uma das mais endividadas do país. Como é que isso aconteceu?
Como é óbvio, não há só virtudes, a dívida avolumou-se por causa destes investimentos, 85% da dívida que existe do município é dívida de obra, a empreiteiros. Nós tivemos que construir obras que vão durar mais de cem anos com financiamentos de curto prazo, ou seja, entalando infelizmente, as empresas que não tinham culpa de nada disto e isto foi responsabilidade dos governos da administração central, que inviabilizaram a capacidade financeira dos municípios.
O Cartaxo em 2002, 2003 e até 2005, tinha capacidade de financiamento a médio e a longo prazo, isto resolvia-se tudo se permitissem fazer aquilo que está a ser feito hoje.
Acha que vai haver dinheiro para pagar a dívida?
Não tenho dúvida alguma que o município do Cartaxo tem capacidade financeira para suportar o pagamento da dívida de 40 milhões de euros a 20 anos. E digo-lhe mais, com os terrenos que foram comprados, as áreas empresariais a desenvolverem-se, espero que os próximos autarcas, efectivamente, garantam a conclusão das áreas empresariais, essa é a chave do futuro da nossa terra.
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sábado, 8 de dezembro de 2012
Paulo Caldas: “Há pessoas ligadas ao Bloco de Esquerda que têm ódio pessoal por mim”
Excerto da entrevista do ex-presidente da Câmara do Cartaxo ao jornal O Povo do Cartaxo e Rádio Cartaxo (I)
Foi absolvido num processo judicial que envolvia as obras na Casa das Peles e a utilização de uma viatura da autarquia por parte de uma funcionária. Foi uma decisão que, imagino, o deixou satisfeito e aliviado, não?
Eu não diria nem satisfeito, nem aliviado, fez-se justiça. A raiz destes e de outros casos foi uma inspecção da IGAL (Inspecção Geral da Administração Local), que decorreu durante o ano de 2008, a partir de denúncias anónimas, numa atitude de perseguição e sindicância à minha liderança e gestão. Felizmente foi tudo arquivado e ficou provado que aquilo que era denunciado e as suspeitas que existiam e que foram levantadas eram completamente infundadas.
Disse no final do julgamento que há políticos que procuram usar os tribunais para fazer política. Estava a referir-se a quem?
Há partidos políticos e pessoas que não conseguem nas eleições a confiança da população, que tentam, depois, por via destes artifícios, pelo levantamento de suspeitas e acusações, diminuir a confiança que a população tem nos eleitos. Isto não se faz, é péssimo para a democracia e para o concelho.
É público que há pessoas ligadas ao Bloco de Esquerda que têm um ódio pessoal pelo Paulo Caldas e pelas suas equipas, não sei de onde é que vem esse ódio. Estão permanentemente a criar mentiras e a levantar suspeitas sobre tudo e mais alguma coisa. Essas pessoas, na minha opinião e numa só frase, acabam por ser uns frustrados na sua vida pessoal, na sua vida profissional e, até diria mais, não têm vida, não trabalham, a vida deles está concentrada em criar mentiras, levantar suspeitas, perseguir as pessoas, é um sinal de frustração pessoal que não traz proveito algum para o município e para os cartaxeiros.
Mas acha que isso é uma questão de ódio e perseguição pessoal ou é a forma como entendem que deve exercer o seu cargo na Assembleia Municipal?
Uma coisa é isso a outra coisa são as peixeiradas, é entrar no campo das mentiras, dos ataques pessoais, das tricas e dicas e, muitas vezes, vão até ao ponto de tentarem, desculpem a expressão, lixar a vida de uma pessoa, de uma família e dos autarcas que estão ali de forma abnegada a contribuir para o bem comum, isso é entrar num campo muito triste.
Mas não é só o Bloco de Esquerda que tem levantado denúncias anónimas e situações junto das instâncias. Conforme é público e o próprio Tribunal da Relação de Évora fez questão de referir, há também outras pessoas, algumas delas ligadas a partidos ou que já estiveram ligadas a partidos políticos.
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