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sexta-feira, 12 de abril de 2013

As nossas entrevistas

 

Já está disponível mais uma edição digital do Vou Beber Café, do jornal e do Povo do Cartaxo, esta contendo as primeiras entrevistas publicadas ao longo de 2013. Se é assinante do Vou Beber Café e ainda não a recebeu, por favor, veja se tem a caixa de e-mail cheia ou verifique a pasta de spam. Se não é  e quer tornar-se assinante do blog basta preencher, gratuitamente, esta ficha de inscrição.

domingo, 7 de abril de 2013

Não somos candidatos nas próximas autárquicas



Texto de Pedro Mendonça e Odete Cosme, do Bloco de Esquerda, publicado nesta edição do POVO DO CARTAXO, jornal que pode assinar aqui.


Em 2009 fomos candidatos à Assembleia Municipal pelo Bloco de Esquerda por termos a vontade de servir a comunidade, de representar os nossos concidadãos, de fiscalizar a ação do poder, de tornar mais transparente a gestão pública, de dar resposta às reais necessidades da população, de lutar pelo respeito pelas leis da República e de provar que é possível uma nova forma de fazer política local.
Eleitos, tentámos cumprir os nossos compromissos, mais que representantes de um partido ou de uma ideologia, fomos representantes de todos os cidadãos. A realidade é que perdemos algumas batalhas em que nos envolvemos, não por falta de empenho mas porque o Poder sempre se interessou mais em manter-se no Poder do que em cooperar para o bem comum, atitude espelhada nos chumbos sem discussão das propostas por nós apresentadas.
Apesar do bloqueio da maioria absoluta eleita pelo PS, acreditamos ter ganho a guerra de mudar a política no Concelho do Cartaxo. Hoje somos muitos cidadãos a querer a transparência e somos mais cidadãos sem medo e com menos “respeitinho” a quem não o merece. Acreditamos que estilhaçámos a parede opaca que separava os cidadãos da gestão municipal e que lhes devolvemos algum do Poder que lhes foi sendo tirado.
Por termos sido eleitos também para fiscalizar, denunciámos publicamente os negócios dúbios que se fizeram e as viagens e os regabofes pagos por todos nós. Revelámos a dívida da Câmara, a sua irracionalidade e como ela levou a um aumento generalizado dos nossos impostos. Lutámos sem tréguas contra o negócio das águas e conseguimos realizar um referendo local que travou um leilão de oitocentos lugares de estacionamento no espaço público. Em nome da ética apresentámos dezenas de queixas às autoridades no sentido de julgar quem a nosso ver praticou Gestão Danosa e de quem se usou dos seus cargos para ter aquilo a que não tinha direito.
Muitas foram as propostas chumbadas sem discussão, desde um plano de poupanças imediatas, à renegociação com a Cartágua, passando pela gestão da dívida. Nunca parámos de exigir o arranjo das ruas, estradas e jardins deixados ao abandono propondo onde se deveria cortar para haver dinheiro para cuidar do concelho.
Procurámos sempre consensos e estivemos sempre abertos ao diálogo com todos os que se opuseram a Paulo Caldas e Paulo Varanda. Fizemo-lo porque consideramos que foram os piores autarcas na história do Cartaxo e infelizmente os factos dão-nos razão.
A nossa luta foi e é um serviço cívico, não somos nem nunca seremos profissionais da política e por essa razão não nos candidatamos nas próximas eleições autárquicas. Acreditamos que é necessária uma mudança constante nestes cargos para evitar esmorecimentos, tentativas de corrupção ou naturais vícios a que constantemente assistimos em quem valoriza mais o cargo do que o dever para que foram eleitos.
Agradecemos o apoio que muitos cidadãos de vários quadrantes nos deram e ao Bloco de Esquerda, continuamos crentes que a sua ação continuará a ser a da luta intransigente pelo que é melhor para os cidadãos.
No final deste mandato, reafirmamos o que sempre dissemos:
Acreditamos no Poder dos Cidadãos e por essa razão nunca deixaremos de o exercer.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Palavra de político

Inaugura-se, nesta edição do jornal O POVO DO CARTAXO, um espaço de
opinião política. Pedro Mendonça e Odete Cosme, do Bloco de Esquerda, explicam as razões que os levam a não serem candidatos nas próximas autárquicas. No essencial são duas: não serem nem quererem ser políticos profissionais e defenderem "uma mudança constante nestes cargos".
Jorge Nogueira, líder local do PSD, diz que é preciso saber se os eleitores "estarão disponíveis para confiar naqueles que, desde 2001, apresentaram projectos  mirabolantes, fantasiosos e despesistas para o concelho".
O socialista Pedro Ribeiro apresenta as razões que o levam a candidatar-se à presidência da Câmara. Uma delas é não se conformar "com o desmazelo, com o abandono, com a desorientação e com o declínio da minha terra". Ana Paula Inglês, presidente da concelhia do CDS, diz pretender fazer política sem politiquice e não garante que vá apresentar candidato à presidência da Câmara.
A concelhia da CDU lembra que no Cartaxo a escolha popular recaiu sempre no mesmo projecto, o qual "deixou o município com uma dívida cujo valor global consta ser de 50 milhões de euros" e que é preciso mudar de rumo.
Leia os textos completos nesta edição do jornal O POVO DO CARTAXO que já está nas bancas. Se preferir pode assiná-lo aqui e passar a recebê-lo em casa.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Parque da Cidade custou 800 mil euros à Câmara

Excerto da entrevista do ex-presidente da Câmara do Cartaxo ao jornal O Povo do Cartaxo e Rádio Cartaxo (II)
O Parque da Cidade era fundamental ser feito?
Tínhamos que fazer uma opção, se íamos ou não buscar aquele dinheiro a fundo perdido. Apenas investimos ali qualquer coisa como 800 mil euros de dinheiro da Câmara, o resto foi dinheiro a fundo perdido, na ordem dos quatro milhões de euros de investimento. Se não aproveitássemos para fazer a beneficiação da zona nascente e histórica da Ribeira e aquele Parque Central, o dinheiro era perdido.
Está a dizer que fez uma boa gestão, mas, nesta altura, a Câmara do Cartaxo é uma das mais endividadas do país. Como é que isso aconteceu?
Como é óbvio, não há só virtudes, a dívida avolumou-se por causa destes investimentos, 85% da dívida que existe do município é dívida de obra, a empreiteiros. Nós tivemos que construir obras que vão durar mais de cem anos com financiamentos de curto prazo, ou seja, entalando infelizmente, as empresas que não tinham culpa de nada disto e isto foi responsabilidade dos governos da administração central, que inviabilizaram a capacidade financeira dos municípios.
O Cartaxo em 2002, 2003 e até 2005, tinha capacidade de financiamento a médio e a longo prazo, isto resolvia-se tudo se permitissem fazer aquilo que está a ser feito hoje.
Acha que vai haver dinheiro para pagar a dívida?
Não tenho dúvida alguma que o município do Cartaxo tem capacidade financeira para suportar o pagamento da dívida de 40 milhões de euros a 20 anos. E digo-lhe mais, com os terrenos que foram comprados, as áreas empresariais a desenvolverem-se, espero que os próximos autarcas, efectivamente, garantam a conclusão das áreas empresariais, essa é a chave do futuro da nossa terra. 

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Há pessoas ligadas ao Bloco de Esquerda que têm ódio pessoal por mim 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Paulo Caldas: “Há pessoas ligadas ao Bloco de Esquerda que têm ódio pessoal por mim”

Excerto da entrevista do ex-presidente da Câmara do Cartaxo ao jornal O Povo do Cartaxo e Rádio Cartaxo (I)

Foi absolvido num processo judicial que envolvia as obras na Casa das Peles e a utilização de uma viatura da autarquia por parte de uma funcionária. Foi uma decisão que, imagino, o deixou satisfeito e aliviado, não?
Eu não diria nem satisfeito, nem aliviado, fez-se justiça. A raiz destes e de outros casos foi uma inspecção da IGAL (Inspecção Geral da Administração Local), que decorreu durante o ano de 2008, a partir de denúncias anónimas, numa atitude de perseguição e sindicância à minha liderança e gestão. Felizmente foi tudo arquivado e ficou provado que aquilo que era denunciado e as suspeitas que existiam e que foram levantadas eram completamente infundadas.
Disse no final do julgamento que há políticos que procuram usar os tribunais para fazer política. Estava a referir-se a quem?
Há partidos políticos e pessoas que não conseguem nas eleições a confiança da população, que tentam, depois, por via destes artifícios, pelo levantamento de suspeitas e acusações, diminuir a confiança que a população tem nos eleitos. Isto não se faz, é péssimo para a democracia e para o concelho.
É público que há pessoas ligadas ao Bloco de Esquerda que têm um ódio pessoal pelo Paulo Caldas e pelas suas equipas, não sei de onde é que vem esse ódio. Estão permanentemente a criar mentiras e a levantar suspeitas sobre tudo e mais alguma coisa. Essas pessoas, na minha opinião e numa só frase, acabam por ser uns frustrados na sua vida pessoal, na sua vida profissional e, até diria mais, não têm vida, não trabalham, a vida deles está concentrada em criar mentiras, levantar suspeitas, perseguir as pessoas, é um sinal de frustração pessoal que não traz proveito algum para o município e para os cartaxeiros.
Mas acha que isso é uma questão de ódio e perseguição pessoal ou é a forma como entendem que deve exercer o seu cargo na Assembleia Municipal?
Uma coisa é isso a outra coisa são as peixeiradas, é entrar no campo das mentiras, dos ataques pessoais, das tricas e dicas e, muitas vezes, vão até ao ponto de tentarem, desculpem a expressão, lixar a vida de uma pessoa, de uma família e dos autarcas que estão ali de forma abnegada a contribuir para o bem comum, isso é entrar num campo muito triste.
Mas não é só o Bloco de Esquerda que tem levantado denúncias anónimas e situações junto das instâncias. Conforme é público e o próprio Tribunal da Relação de Évora fez questão de referir, há também outras pessoas, algumas delas ligadas a partidos ou que já estiveram ligadas a partidos políticos. 

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Parque da cidade custou 800 mil euros à Câmara 
Paulo Caldas absolvido