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sábado, 20 de abril de 2013
O último Dia da Freguesia?
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Freguesias vão a tribunal lutar pela sua 'independência'
As quatro freguesias do concelho do Cartaxo afectadas pelo processo de reorganização administrativa vão interpor uma acção judicial para impugnação da lei que determinou a sua agregação. Essa decisão foi comunicada pelos presidentes das freguesias do Cartaxo, Vale da Pinta, Ereira e Lapa ao presidente da Câmara, no decorrer de uma reunião que teve lugar na quarta-feira. Paulo Varanda diz concordar com a decisão e tenciona "dar o maior apoio à iniciativa", até porque "já há muito que venho afirmando que é preciso que esta lei, feita nos gabinetes da Assembleia da República, por quem não conhece o país, seja impedida de entrar em vigor. Eu próprio teria tomado esta iniciativa, mas fico ainda mais agradado por ela estar a ser tomada por quem está ainda mais próximo das pessoas”.
sábado, 30 de março de 2013
Jantar do Rancho da Lapa
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A Associação do Rancho Folclórico da Freguesia da Lapa
leva a cabo, no próximo dia 6 de Abril, pelas 20h30, um espectáculo que conta
com a participação, entre outros, dos jovens acordeonistas Andreia Sofia e
Adriano da Lapa. O evento destina-se a angariação de receitas para que o Rancho
possa continuar a desenvolver a sua actividade.
As marcações devem ser feitas até ao dia
4 de Abril pelos tel.965 524 268/967 579 037/ 910 227 244.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Temporal de Fevereiro ainda tem efeitos na vida de um casal da Lapa
O temporal que assolou o país no dia 19 de Fevereiro ainda causa problemas graves na vida de Diogo do Nascimento e da sua esposa, habitantes na Lapa. A habitação em que viviam ficou praticamente destruída, o que fez com que tivessem de recorrer à boa vontade de um amigo para terem um tecto.
Acontece que, queixa-se Diogo do Nascimento, essa é uma situação que não pode continuar por muito mais tempo. Desde logo, porque o proprietário do imóvel cedeu-o provisoriamente, mas vai precisar dele e, por outro, porque, a casa - uma antiga barbearia - “não tem condições para nela vivermos”. Trata-se de um espaço de apenas uma sala, que “não tem luz, nem água e, muito menos, casa-de banho, temos de ir buscar água a outros sítios para nos lavarmos”.
(Reportagem completa para ler nesta edição do jornal O Povo do Cartaxo. Assine o jornal aqui e passe a recebê-lo em casa)
Acontece que, queixa-se Diogo do Nascimento, essa é uma situação que não pode continuar por muito mais tempo. Desde logo, porque o proprietário do imóvel cedeu-o provisoriamente, mas vai precisar dele e, por outro, porque, a casa - uma antiga barbearia - “não tem condições para nela vivermos”. Trata-se de um espaço de apenas uma sala, que “não tem luz, nem água e, muito menos, casa-de banho, temos de ir buscar água a outros sítios para nos lavarmos”.
(Reportagem completa para ler nesta edição do jornal O Povo do Cartaxo. Assine o jornal aqui e passe a recebê-lo em casa)
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Ainda há locais com falta de electricidade
Ficaram ontem resolvidos muitos dos problemas de falta de energia eléctrica no concelho do Cartaxo. No entanto, ainda há algumas situações por resolver, essencialmente nas freguesias da Lapa, Ereira e Pontével. Há casos em que uma casa tem energia e outra ao lado, não, e até algumas casas que numas salas têm luz e outras não têm.
Em declarações à Rádio Cartaxo, o presidente da freguesia de Pontével, José António Sobreira, lamentou a falta de diálogo que diz haver da parte da EDP. Entende que, enquanto a situação não volta ao normal, seria relativamente simples resolver muitos dos problemas, por exemplo, 'puxando' energia eléctrica de uns locais para outros. Outra das questões que coloca é a de saber quem paga os prejuízos que cidadãos e empresas têm tido pelo facto da EDP ter demorado demasiado tempo a repor a energia eléctrica.
Em declarações à Rádio Cartaxo, o presidente da freguesia de Pontével, José António Sobreira, lamentou a falta de diálogo que diz haver da parte da EDP. Entende que, enquanto a situação não volta ao normal, seria relativamente simples resolver muitos dos problemas, por exemplo, 'puxando' energia eléctrica de uns locais para outros. Outra das questões que coloca é a de saber quem paga os prejuízos que cidadãos e empresas têm tido pelo facto da EDP ter demorado demasiado tempo a repor a energia eléctrica.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Lapa e Ereira às escuras
Nesta altura, as freguesias da Lapa e da Ereira estão praticamente às escuras. A situação agravou-se a partir das 5 da tarde, com uma avaria numa sub-estação da EDP. Até aí apenas uma parte da população estava afectada, mas agora, segundo contactos efectuados com os presidentes das juntas locais, o problema atinge quase por completo aquelas freguesias. Há água nas torneiras, mas se a energia eléctrica continuar a falhar, dentro de algum tempo, esse fornecimento também será afectado. Nalgumas zonas das outras freguesias do Cartaxo continuam, igualmente, a registar-se problemas com o fornecimento de energia eléctrica. Entretanto, já está aberta a estrada que liga Valada à Ponte Rainha D. Amélia.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Multibancos à prova de assalto
Em Vale da Pedra, Vale da Pinta e Lapa vão ser
construídos autênticos bunkers, onde serão instalados os postos multibanco.
Trata-se de uma medida de segurança exigida pela Caixa Agrícola para voltar a
instalar definitivamente aqueles equipamentos e impedir o seu assalto por meio
de rebentamento.
Esse receio fez com que aquela instituição bancária tenha
desactivado os multibancos que tinha nas freguesias. Entretanto, o de Pontével
já voltou a estar operacional e os de Vale da Pinta e Lapa deverão, segundo os
respectivos presidentes de Junta, ser ligados a qualquer o momento, embora de
forma provisória, enquanto não são construídos os bunkers onde serão então
colocados, de forma definitiva, estes equipamentos. Apenas o de Vale da Pedra
não será ligado de imediato, por decisão do presidente da Freguesia. Joaquim
Edgar receia que haja uma tentativa de assalto por rebentamento e então
“ficávamos sem multibanco, sem junta de freguesia nem posto médico”. Mas, tal
como os seus colegas de Vale da Pinta e da Lapa, também ele pretende avançar
com a construção do bunker, uma estrutura de betão, com porta blindada,
praticamente à prova de assalto e de rebentamento. No caso de Vale da Pedra,
ficará situado no pequeno jardim existente em frente ao edifício da Junta.
No entanto, a construção poderá não avançar de imediato,
devido aos custos que acarreta para as freguesias. De acordo com Rogério
Santos, presidente da Freguesia da Lapa, os orçamentos que lhe chegaram “andam
na ordem dos oito a 10 mil euros”, o que, nesta altura de crise, é uma verba
significativa para estas autarquias, a quem competirá suportar a despesa. No
caso da Lapa, o bunker ficará situado no largo principal, também praticamente
em frente à Junta.
Fernando
Ramos, de Vale da Pinta, também está na expectativa de saber com que verbas
poderá contar no orçamento do próximo ano, de forma a poder avançar com a
construção do bunker, que ficará localizado na zona em que está hoje, no largo
junto aos semáforos.
(Jornal O Povo do Cartaxo, edição 861)
sábado, 24 de novembro de 2012
Todos contra a fusão de freguesias
Nos últimos dias têm-se multiplicado, no concelho do Cartaxo, as reuniões abertas para levar à população informação sobre o processo de reorganização de freguesias e debater acções de protesto. A ser aprovada pelos deputados a proposta que está em cima da mesa, o concelho vai passar de 8 para 6 freguesias. Vale da Pinta junta-se ao Cartaxo e a Ereira fica agregada à Lapa.
Nesta altura já se realizaram sessões na Ereira, Vale da Pinta, Lapa, Vale da Pedra e Cartaxo, e duas outras de âmbito partidário (PS e CDU) mas também abertas a todos os que nelas quisessem participar. Destes encontros resultou o aparecimento de abaixo-assinados em cada uma das freguesias, a que se vai juntar um outro de todo o concelho, que tem como objectivo ser assinado por 4 mil pessoas e assim converter-se numa petição que obrigará os deputados a terem de o debater.
Nesta altura já se realizaram sessões na Ereira, Vale da Pinta, Lapa, Vale da Pedra e Cartaxo, e duas outras de âmbito partidário (PS e CDU) mas também abertas a todos os que nelas quisessem participar. Destes encontros resultou o aparecimento de abaixo-assinados em cada uma das freguesias, a que se vai juntar um outro de todo o concelho, que tem como objectivo ser assinado por 4 mil pessoas e assim converter-se numa petição que obrigará os deputados a terem de o debater.
Vale da Pedra
Ereira
Vale da Pinta
Lapa
Cartaxo
domingo, 18 de novembro de 2012
Recriação de uma matança de porco à moda antiga
O Rancho
Folclórico da Freguesia da Lapa mostrou como se procedia, antigamente, à
matança de porco.
A iniciativa
teve como objectivo recordar uma tradição que, segundo o seu presidente, Luís
Paulo, tem vindo a perder-se. Até há alguns algum tempo atrás, uma vez por ano, todas
as famílias da zona “matavam o seu porquinho”. Uma parte da carne era
convertida em presunto, outra servia para fazer enchidos e a restante ia para a
salgadeira, pois frigoríficos eram luxos que ninguém tinha e só envolta em sal
é que se conseguia conservar a carne em boas condições. A família ia-se alimentando
dela até o próximo porco estar pronto para a matança e o processo se repetir.
Tudo, no animal, era aproveitado: carne magra, carne gorda, miudezas, tripas,
tudo. Agora, lamenta Luís Paulo, “a malta está mais fidalga, só quer os lombos,
tem medo do colestrol”. O presidente da freguesia da Lapa, Rogério Santos,
ainda se lembra como as coisas se processavam. No primeiro dia, matava-se o
porco, que ficava a enxugar e, no final, havia uma leva refeição. No dia
seguinte, família e amigos voltavam e desmanchavam, então, o animal e,
naturalmente, comia-se mais qualquer coisa. Uma semana depois, acrescenta Luís
Paulo, “fazia-se os enchidos e a refeição era composta, exactamente, de uma
parte dos enchidos frescos, para se provar e do bucho, era outro convívio”.

Enquanto vão falando, já o porco de pouco mais de 60
quilos foi sacrificado. Depois de morto, o seu couro é queimado com tojo a
arder e, de imediato, um conjunto de voluntários raspa, com facas e telhas, o
dorso do animal, até que ele fique branco. É então colocado em cima de uma mesa
de madeira e devidamente preparado para a fase seguinte. Para levá-la a cabo
são precisos vários homens que têm de levantar o porco e pendurá-lo na
vertical. É aberto com uma faca, tiram-lhe o fígado, rins e demais miudezas e também
as tripas que são colocadas num alguidar de plástico e entregues às mulheres a
quem cabe a pouco agradável tarefa de as lavar. Eram, posteriormente,
aproveitadas para os enchidos. Entretanto, a noite foi-se aproximando, mas há
apenas que cortar a cabeça do bicho e, para já, o trabalho fica praticamente
concluído. Segue-se a parte mais interessante: os ‘cozinheiros’ cortam o fígado,
os rins e alguma carne em pequenos
pedaços, fazem os temperos com cebola picada
e vinagre e colocam a carne sobre o grelhador de carvão que, entretanto, alguém
acendeu. Olhando para o animal, Luís Paulo e Rogério Santos dizem que
antigamente os porcos tinham outra dimensão, pois levavam o ano todo a
engordar, enquanto que agora, “em poucos meses, seguem para a matança”. Enfim,
outros tempos. Mas chega de conversa, vamos mas é ver se o petisco ficou saboroso.
(Reportagem, O Povo do Cartaxo, 16 Novembro 2012)
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