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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Multibancos à prova de assalto



Em Vale da Pedra, Vale da Pinta e Lapa vão ser construídos autênticos bunkers, onde serão instalados os postos multibanco. Trata-se de uma medida de segurança exigida pela Caixa Agrícola para voltar a instalar definitivamente aqueles equipamentos e impedir o seu assalto por meio de rebentamento.
Esse receio fez com que aquela instituição bancária tenha desactivado os multibancos que tinha nas freguesias. Entretanto, o de Pontével já voltou a estar operacional e os de Vale da Pinta e Lapa deverão, segundo os respectivos presidentes de Junta, ser ligados a qualquer o momento, embora de forma provisória, enquanto não são construídos os bunkers onde serão então colocados, de forma definitiva, estes equipamentos. Apenas o de Vale da Pedra não será ligado de imediato, por decisão do presidente da Freguesia. Joaquim Edgar receia que haja uma tentativa de assalto por rebentamento e então “ficávamos sem multibanco, sem junta de freguesia nem posto médico”. Mas, tal como os seus colegas de Vale da Pinta e da Lapa, também ele pretende avançar com a construção do bunker, uma estrutura de betão, com porta blindada, praticamente à prova de assalto e de rebentamento. No caso de Vale da Pedra, ficará situado no pequeno jardim existente em frente ao edifício da Junta.
No entanto, a construção poderá não avançar de imediato, devido aos custos que acarreta para as freguesias. De acordo com Rogério Santos, presidente da Freguesia da Lapa, os orçamentos que lhe chegaram “andam na ordem dos oito a 10 mil euros”, o que, nesta altura de crise, é uma verba significativa para estas autarquias, a quem competirá suportar a despesa. No caso da Lapa, o bunker ficará situado no largo principal, também praticamente em frente à Junta.
Fernando Ramos, de Vale da Pinta, também está na expectativa de saber com que verbas poderá contar no orçamento do próximo ano, de forma a poder avançar com a construção do bunker, que ficará localizado na zona em que está hoje, no largo junto aos semáforos.

(Jornal O Povo do Cartaxo, edição 861)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Processo das freguesias é "oportunidade perdida"

O deputado Vasco Cunha (eleito pelo distrito na lista do PSD) considera que se "perdeu uma oportunidade" de fazer uma verdadeira reorganização administrativa do território. Vasco Cunha votou favoravelmente, na generalidade, o projecto de lei de reorganização das freguesias apresentado pelo PSD e CDS, mas não se mostra entusiasmado com o que se conseguiu. Apesar do documento baixar agora à Comissão Parlamentar do Poder Local, para ser discutido na especialidade, manifesta, na sua declaração de voto, "o meu profundo cepticismo" em relação ao resultado deste processo, pois diz suspeitar que "vamos ficar aquém de uma verdadeira e significativa reforma". Para isso seria necessário juntar os três maiores partidos, o que não foi possível por o PS não se querer envolver no processo, apesar de, recorda, ter sido responsável pelo pedido de empréstimo à troika e respectivo memorando, no qual constava a obrigatoriedade de se avançar com a redução de municípios e freguesias.
Vasco Cunha assume que, independentemente desse aspecto, era importante fazer grandes mudanças a este nível. Isto porque, "há distritos que têm uma menor dimensão populacional do que alguns municípios" e freguesias que "são maiores que muitos municípios". Mas também havia que aproveitar a oportunidade para se aprovar "uma lei de atribuições e competências que possa aclarar e distinguir, em escalas e proporções diferentes, os seus desempenhos". Era, ainda, importante, na sua opinião, que se enquadrasse legalmente "as freguesias de natureza rural, nas suas especificidades e competências, que não são comparáveis a freguesias eminentemente urbanas e algumas delas mesmo de carácter metropolitano".
No final da sua declaração fez questão de deixar uma palavra de "homenagem" a João Mota, o presidente da freguesia da Ereira, a única liderada pelo PSD no concelho do Cartaxo e que, devido a esta lei, vai ser agregada à Lapa.