Leio nos jornais que há empresários que se suicidam por causa da crise e hospitais que já não têm dinheiro para comprar medicamentos. Mas, de acordo com os políticos que mandam nisto, é bom que o mundo saiba que Portugal não é a Grécia. Se fosse, seria uma desgraça. Provavelmente, já não teríamos verba para comprar medicamentos e as pessoas estariam tão desesperadas que veriam o suicídio como uma solução para os seus problemas.
(Opinião, Jorge Eusébio)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Bronca no PS/Cartaxo: Paulo Varanda fora das directas
Participaram nas eleições directas do PS/Cartaxo um total de 155 militantes, num universo de 232 que tinham condições legais para o fazer. Pedro Magalhães Ribeiro obteve 147 votos, houve seis que votaram no nome de Paulo Varanda e dois optaram pelo voto em branco.
Recorde-se que, pouco antes de se iniciar a votação, o actual presidente da Câmara, Paulo Varanda, emitiu um comunicado no qual dizia não participar nestas eleições directas. No entanto, o seu nome manteve-se nos boletins de voto.
Este acto eleitoral teve como objectivo a escolha do candidato do PS à presidência da Câmara nas próximas eleições autárquicas. Paulo Varanda e Pedro Magalhães Ribeiro haviam informado oficialmente o partido de que estavam interessados em assumir essa condição, pelo que, de acordo com as novas regras, havia que pôr o assunto à consideração dos militantes, através de eleições internas.
No entanto, Paulo Varanda decidiu não levar o seu nome à apreciação dos militantes por considerar que o processo lhe foi "deliberadamente omitido"´e que não recebeu qualquer informação da parte da concelhia sobre o processo e o calendário.Mas, curiosamente, refere no comunicado ser ele o "candidato a cabeça de lista do Partido Socialista às próximas eleições autárquicas".
Paulo Varanda assume partilhar da indignação dos militantes socialistas que subscreveram uma tomada de posição crítica em relação à concelhia que terá "violado o espírito de boa-fé que deve nortear toda a acção política, seja dentro, seja fora do PS". Mais à frente confessa não compreender os motivos que levaram a concelhia a "recusar o pedido" do Secretário Geral do Partido Socialista para que adiasse o ato eleitoral permitindo a participação dos militantes.
De forma que em face de tudo isto, diz que "não está disponível para legitimar com a sua participação um acto de votação que é por muitos considerado uma fraude que resulta de esquemas mafiosos assentes em sindicatos de voto, e que conduzirá a um resultado que é conhecido por antecipação. Sobretudo se for tida em conta a experiência em expedientes de secretaria e em golpes de teatro como aqueles a que se assistiu nas últimas eleições para a estrutura concelhia".
Para Paulo Varanda, a persistência da concelhia neste processo e neste calendário "vem demonstrar a obstinação dos seus dirigentes em concretizar a escolha de um candidato do PS a Presidente da Câmara do Cartaxo, independentemente da vontade dos militantes em participarem no processo, levando a concluir que a estrutura utilizou os seus meios a favor de um grupo, seguindo intransigentemente uma estratégia de ruptura com qualquer tentativa de conciliação que permitisse acrescentar transparência ao processo", o que entende não ser prática no PS.
O autarca pede a intervenção no processo do Presidente da Federação Distrital e do Secretário Geral do Partido Socialista, para que "desenvolvam todos os esforços no sentido de corrigir o grave atropelo à democracia" que entende ser o processo de realização de directas.
Processo polémico
Esta decisão de Paulo Varanda é o culminar de uma série de episódios de contestação em relação à forma como decorreu este processo. Um deles teve a forma de um documento no qual os presidentes de Junta acusavam a concelhia de estar a ser levada a cabo uma tentativa de assassinato político de Paulo Varanda. Também houve uma carta dirigida ao secretário-geral, pedindo a sua intervenção para adiar as eleições, de forma a que todos os militantes que quisessem, pudessem votar. Em causa estão as novas regras estatutárias que põem como condição para votar que os militantes tenham as quotas pagas 30 dias antes do acto eleitoral. Estes contestatários alegam que as eleições foram marcadas com uma antecedência inferior a esse prazo, pelo que não houve tempo para que os interessados pudessem pagar as suas quotas, o que levou a que muitos se vissem impedidos de exercer o direito de voto.
Da parte da concelhia, contesta-se estas alegações e diz-se que tudo foi feito de acordo com as regras. O seu presidente, Pedro Magalhães Ribeiro, garante que se limitou a cumprir as regras internas que "foram feitas a nível nacional e são válidas para todo o país". Para além disso, refere que em diversas reuniões com militantes esclareceu-os sobre os novos regulamentos, as suas regras e os calendários que impõem. Para além de que, desde 28 de Outubro, sabiam ser ele próprio candidato a candidato da presidência da Câmara pelo PS. Essa informação terá sido prestada pelo próprio na reunião da Comissão Política realizada nesse dia. A partir daí, alega, e tendo em conta que Paulo Varanda também queria ser indicado pelo partido, os militantes ficaram informados que iriam ter de ir para directas, e tinham tempo para pagar as suas quotas e assim poder votar.
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Os primeiros tempos da Humanitária de Pontével
Afonso Vital e José Inglês da Ponte são dois dos homens que estiveram na origem da Associação Humanitária da Freguesia de Pontével. Tudo começou com a organização das Festas de 1994, por um grupo de Quarentões, do qual faziam parte. Afonso Vital lembra que, na Segunda-feira, “já tínhamos a festa praticamente paga, na Terça-feira actuou o Quim Barreiros e foi a maior enchente de todos os tempos naquelas festas”. Graças a isso, no final, ao fazerem as contas, verificaram que sobrava muito dinheiro e começaram a pensar em como o haviam de aplicar. Um colega teve a ideia de adquirir uma ambulância para a freguesia, os outros concordaram e fez-se o negócio. A ideia original foi que a viatura ficasse ao serviço da Junta de Freguesia. Só que a autarquia “não tinha condições para trabalhar sozinha e pensou-se então em criar uma associação”. Mas quando avançaram com o processo, descobriram que as regras impunham a necessidade de terem mais do que uma ambulância.
Na altura, era Conde Rodrigues o presidente da Câmara e havia prometido, na campanha eleitoral, que, diz José Inglês da Ponte, “destacava para Pontével um núcleo dos Bombeiros”. Foi, então, a uma sessão da Assembleia cobrar essa promessa, a autarquia acabou por oferecer uma segunda ambulância e, assim, já foi possível avançar com a associação e colocá-la a funcionar. Mas, as coisas não foram fáceis nos primeiros tempos. Desde logo, para legalizar a Associação foi “uma burocracia enorme”. Para fazer transporte de doentes era necessário reunir um conjunto grande de condições. Também foi complicado legalizar as ambulância, perdendo-se cerca de dois anos até que todas as situações estivessem totalmente resolvidas. Outra questão que havia que resolver era a da sede. Afonso Vital recorda que ela foi instalada “numa adega velha, nós é que fizemos as obras, de forma a conseguirmos as condições mínimas para poder funcionar”. Uns cinco anos mais tarde, “aumentámos as instalações mais um bocadinho para criar uma pequena camarata e um escritório e estivemos nessas instalações precárias ao longo de 13 anos”. Os dois fizeram parte do núcleo de fundadores e dos primeiros órgãos sociais, ficando José Inglês da Ponte como presidente da Direcção e Afonso Vital como primeiro tesoureiro. A equipa foi, então, “de porta em porta, angariar sócios e fomos muito bem recebidos”. Fizeram questão de deixar bem claro que aquela seria uma instituição de toda a freguesia de Pontével, que “estava um bocado dispersa, em termos de comunicação e relacionamento, e nós tentámos fazer uma associação que abarcasse toda a freguesia”. Isso era visível até na lista dos primeiros corpos sociais que incluía moradores da sede de freguesia e de todos os restantes três núcleos populacionais de maior dimensão.
Mas, naturalmente, que, mesmo nessa altura, ninguém ‘nadava’ em dinheiro e lá voltou o grupo a ir a uma Assembleia Municipal para pedir apoio à Câmara. Ele chegou sob a forma do fornecimento de combustível o, que aliviou os apertos financeiros e possibilitou a continuação da sua actividade.
Uma actividade que já
salvou muitas vidas. Algumas, logo no ano da fundação, quando resolveram enviar
uma ambulância, para estar de prevenção, num rallye de angariação de fundos,
nos Casais Lagartos. José Inglês da Ponte diz que se tratava de uma iniciativa
praticamente clandestina, ninguém pediu a colaboração da associação, mas os
seus dirigentes tiveram “o bom-senso” de enviar a ambulância. E em boa hora o
fizeram, pois “deu-se um acidente muito grave e salvámos muita gente”.
Os dois confessam estar muito orgulhosos da evolução da instituição
que ajudaram a fundar e pedem para que a população continue a apoiá-la. Uma
evolução que Afonso Vital tem acompanhado por dentro, ao longo destes 15 anos,
uma vez que sempre esteve e se mantém nos órgãos sociais. No entanto, como em
tudo na vida, é preciso que haja um “refrescamento” e apela a que outras
pessoas se envolvam nos órgãos dirigentes, com “ideias novas e também para dar
descanso aos que já cá andam há muitos anos”.
(Reportagem completa na edição 860 do jornal O Povo do Cartaxo)
(Reportagem completa na edição 860 do jornal O Povo do Cartaxo)
Podemos fazer parte de Espanha?
Caros amigos espanhóis, sei que temos um historial que não se recomenda. Durante muitos séculos, volta não volta, andávamos às turras. Também sei que tentaram, por várias vezes, tomar conta deste cantinho lusitano e nós não deixámos. Sei, igualmente, que temos um frase pouco feliz, mas que já ninguém usa: de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento. Mas tudo isso são águas passadas. Agora, somos grandes amigos, hermanos, mesmo, pelo que vos pergunto: ainda vamos a tempo de fazer parte do vosso glorioso país? Prometo que não atrapalhamos, ficamos sossegadinhos no hall de entrada e voltamos a sair assim que conseguirmos pagar o nosso empréstimo à troika. É que, com a taxa de juro que nos aplicaram (algures entre os 3,5 e os 4,5%) a gente não vai lá. Já com o juro que vocês conseguiram sacar-lhes (0,5%) pode ser que a coisa dê.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Parque da Cidade custou 800 mil euros à Câmara
Excerto da entrevista do ex-presidente da Câmara do Cartaxo ao jornal O Povo do Cartaxo e Rádio Cartaxo (II)
O Parque da Cidade era fundamental ser feito?
Tínhamos que fazer uma opção, se íamos ou não buscar aquele dinheiro a fundo perdido. Apenas investimos ali qualquer coisa como 800 mil euros de dinheiro da Câmara, o resto foi dinheiro a fundo perdido, na ordem dos quatro milhões de euros de investimento. Se não aproveitássemos para fazer a beneficiação da zona nascente e histórica da Ribeira e aquele Parque Central, o dinheiro era perdido.
Está a dizer que fez uma boa gestão, mas, nesta altura, a Câmara do Cartaxo é uma das mais endividadas do país. Como é que isso aconteceu?
Como é óbvio, não há só virtudes, a dívida avolumou-se por causa destes investimentos, 85% da dívida que existe do município é dívida de obra, a empreiteiros. Nós tivemos que construir obras que vão durar mais de cem anos com financiamentos de curto prazo, ou seja, entalando infelizmente, as empresas que não tinham culpa de nada disto e isto foi responsabilidade dos governos da administração central, que inviabilizaram a capacidade financeira dos municípios.
O Cartaxo em 2002, 2003 e até 2005, tinha capacidade de financiamento a médio e a longo prazo, isto resolvia-se tudo se permitissem fazer aquilo que está a ser feito hoje.
Acha que vai haver dinheiro para pagar a dívida?
Não tenho dúvida alguma que o município do Cartaxo tem capacidade financeira para suportar o pagamento da dívida de 40 milhões de euros a 20 anos. E digo-lhe mais, com os terrenos que foram comprados, as áreas empresariais a desenvolverem-se, espero que os próximos autarcas, efectivamente, garantam a conclusão das áreas empresariais, essa é a chave do futuro da nossa terra.
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Uma janela de oportunidade
Filipe La Féria veio confessar que é o culpado por muitas das desgraças que nos estão a acontecer. Parece que o sonho de Passos Coelho era ser cantor, tentou participar num musical de La Féria mas foi rejeitado. Como vingança, tornou-se 1º ministro. Bom, há aqui uma janela de oportunidade para resolver parte do nosso problema. Vamos todos contribuir para financiar um novo musical do La Féria. Com a condição inegociável que Passos Coelho seja o protagonista e não possa acumular com qualquer outra actividade. Vai-nos seguramente sair mais barato fazer este esforço financeiro do que continuar a tê-lo como chefe do Governo.
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
domingo, 9 de dezembro de 2012
Cuidado com os apertos de mão
Ultimamente, tenho andado a evitar dar apertos de mãos. Foi desde que, no decorrer das minhas idas a casas de banho públicas, comecei a constatar que há uma quantidade impressionante de homens que de lá saem sem lavar as mãos. O que as pessoas fazem para poupar uns decilitros de água!
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
sábado, 8 de dezembro de 2012
Paulo Caldas: “Há pessoas ligadas ao Bloco de Esquerda que têm ódio pessoal por mim”
Excerto da entrevista do ex-presidente da Câmara do Cartaxo ao jornal O Povo do Cartaxo e Rádio Cartaxo (I)
Foi absolvido num processo judicial que envolvia as obras na Casa das Peles e a utilização de uma viatura da autarquia por parte de uma funcionária. Foi uma decisão que, imagino, o deixou satisfeito e aliviado, não?
Eu não diria nem satisfeito, nem aliviado, fez-se justiça. A raiz destes e de outros casos foi uma inspecção da IGAL (Inspecção Geral da Administração Local), que decorreu durante o ano de 2008, a partir de denúncias anónimas, numa atitude de perseguição e sindicância à minha liderança e gestão. Felizmente foi tudo arquivado e ficou provado que aquilo que era denunciado e as suspeitas que existiam e que foram levantadas eram completamente infundadas.
Disse no final do julgamento que há políticos que procuram usar os tribunais para fazer política. Estava a referir-se a quem?
Há partidos políticos e pessoas que não conseguem nas eleições a confiança da população, que tentam, depois, por via destes artifícios, pelo levantamento de suspeitas e acusações, diminuir a confiança que a população tem nos eleitos. Isto não se faz, é péssimo para a democracia e para o concelho.
É público que há pessoas ligadas ao Bloco de Esquerda que têm um ódio pessoal pelo Paulo Caldas e pelas suas equipas, não sei de onde é que vem esse ódio. Estão permanentemente a criar mentiras e a levantar suspeitas sobre tudo e mais alguma coisa. Essas pessoas, na minha opinião e numa só frase, acabam por ser uns frustrados na sua vida pessoal, na sua vida profissional e, até diria mais, não têm vida, não trabalham, a vida deles está concentrada em criar mentiras, levantar suspeitas, perseguir as pessoas, é um sinal de frustração pessoal que não traz proveito algum para o município e para os cartaxeiros.
Mas acha que isso é uma questão de ódio e perseguição pessoal ou é a forma como entendem que deve exercer o seu cargo na Assembleia Municipal?
Uma coisa é isso a outra coisa são as peixeiradas, é entrar no campo das mentiras, dos ataques pessoais, das tricas e dicas e, muitas vezes, vão até ao ponto de tentarem, desculpem a expressão, lixar a vida de uma pessoa, de uma família e dos autarcas que estão ali de forma abnegada a contribuir para o bem comum, isso é entrar num campo muito triste.
Mas não é só o Bloco de Esquerda que tem levantado denúncias anónimas e situações junto das instâncias. Conforme é público e o próprio Tribunal da Relação de Évora fez questão de referir, há também outras pessoas, algumas delas ligadas a partidos ou que já estiveram ligadas a partidos políticos.
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Assalto fiscal
O Governo disse que ia tirar dinheiro aos funcionários públicos. O Tribunal Constitucional decidiu que não era legal tirar a esses e não aos outros. Então, tirou a todos e ficou o problema resolvido.
Passos Coelho anunciou ir retirar dinheiro aos trabalhadores para entregá-lo aos patrões. A casa ia vindo abaixo com tantos protestos. O Governo recuou. Quer dizer, manteve a retirada de dinheiro aos trabalhadores, mas já não o deu aos patrões, ficou com ele para si.
O 1º ministro veio sugerir que se crie uma espécie de propinas para os alunos do secundário. Muitos protestos e, mais uma vez, deu o dito por não dito. Não é nada disso, perceberam mal o que o homem disse.
Enfim, acredita quem quer. Eu, se tivesse putos em idade escolar, tendo em conta o historial de actuação deste Governo, estaria verdadeiramente assustado e convencido que vem aí mais um assalto fiscal.
(Opinião, Jorge Eusébio)
Passos Coelho anunciou ir retirar dinheiro aos trabalhadores para entregá-lo aos patrões. A casa ia vindo abaixo com tantos protestos. O Governo recuou. Quer dizer, manteve a retirada de dinheiro aos trabalhadores, mas já não o deu aos patrões, ficou com ele para si.
O 1º ministro veio sugerir que se crie uma espécie de propinas para os alunos do secundário. Muitos protestos e, mais uma vez, deu o dito por não dito. Não é nada disso, perceberam mal o que o homem disse.
Enfim, acredita quem quer. Eu, se tivesse putos em idade escolar, tendo em conta o historial de actuação deste Governo, estaria verdadeiramente assustado e convencido que vem aí mais um assalto fiscal.
(Opinião, Jorge Eusébio)
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Cada cavadela, cada minhoca
Depois de obrigarem, sem perguntar nada a ninguém, as populações de mais de mil freguesias do país a juntarem os trapinhos para viver em união de facto, quer queiram, quer não queiram, os iluminados de Lisboa que tratam da reorganização de freguesias - que foi aprovada há dias - escreveram um novo capítulo nesta novela de fraca qualidade. Agora, a questão está em definir onde ficarão as sedes das freguesias agregadas.
E, mais uma vez, a batata-quente foi passada para as mãos dos locais que têm de entender-se sobre o assunto. Está-se mesmo a ver que, na maior parte dos casos, cada um tentará puxar a brasa à sua sardinha e, no fim, depois de infindáveis e acaloradas discussões, acordarão apenas que não há acordo. Avança-se então para o plano B, ou seja, vai-se à proposta agora apresentada pelo PSD/CDS (que deverá ser aprovada, pela lógica natural das coisas), a qual já define onde ficam as sedes das freguesias unidas à força, caso não haja acordo.
No que ao concelho do Cartaxo diz respeito, o documento prevê que a sede da união de freguesias Cartaxo/Vale da Pinta fique em Vale da Pinta e a da Lapa/Ereira, na Ereira.
No que ao concelho do Cartaxo diz respeito, o documento prevê que a sede da união de freguesias Cartaxo/Vale da Pinta fique em Vale da Pinta e a da Lapa/Ereira, na Ereira.
É previsível a ‘guerra’ que estas sábias decisões, que devem ter sido tomadas pelo infalível e inatacável método da moeda ao ar, vão provocar. O Cartaxo é sede de concelho e alberga à volta de metade da população total do mesmo, a qual passará a ter de deslocar-se a Vale da Pinta, caso tenha algum assunto para tratar na Junta.
Também na Lapa não deverá ser vista com bons olhos a decisão da sede ficar na Ereira. Por razões históricas e também populacionais. A Lapa tem mais gente do que a Ereira e, há muitos anos, as duas populações decidiram, tranquilamente e sem dramas, separar-se.
Mais uma vez, esta é uma reforma, melhor dizendo, uma autêntica trapalhada, que vem fomentar rivalidades e problemas que há muito deixaram de fazer sentido. Enquanto estes inteligentes de Lisboa não conseguirem colocar todas as pessoas umas contra as outras não descansam.
(Opinião, Jorge Eusébio)
Acaba ou não acaba?
Vejam lá se confirmam, de uma vez, se o mundo acaba mesmo no dia 21 ou não. É que não quero estar a marcar compromissos que depois
não possa cumprir.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Patos portugueses
Estes patos vivem num lago nojento e alimentam-se das migalhas de pão que lhes vão atirando. Tendo em conta que a fotografia foi tirada no Algarve, região turística, imagino que alguns dos que lhes atiram migalhas sejam alemães. Talvez até gente do FMI, do Banco Central Europeu ou mesmo da Comissão Europeia, de férias nalgum hotel de 5 estrelas de Vilamoura ou da Quinta do Lago. Eles gostam de atirar migalhas aos patos portugueses.
(Jorge Eusébio)
(Jorge Eusébio)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar, canta, e bem, o Jorge. O problema é que a estrada desembocou num precipício e estamos, em queda livre, a um instante de nos espatifarmos todos. Mas, uma morte com esta música em fundo até é menos dolorosa.
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Raça em vias de extinção
Há pouco li umas declarações de um grande gestor da nossa praça, que, a dado passo, se referiu aos "colaboradores" da sua empresa. Nada de novo. De há uns tempos a esta parte, parece que, misteriosamente, as empresas deixaram de ter "trabalhadores"e passaram a contar apenas com os "colaboradores", que é como os patrões e administradores passaram a tratá-los.
São uns génios estes homens que mandam nas maiores empresas nacionais. A vários anos de distância, foram capazes de prever que, por esta altura, "trabalhadores" seria uma raça em vias de extinção no país e viraram-se, então, para os "colaboradores". De preferência, jovens, dinâmicos, dedicados às virtudes do trabalho e, sobretudo, baratinhos.
(Opinião, Jorge Eusébio)
São uns génios estes homens que mandam nas maiores empresas nacionais. A vários anos de distância, foram capazes de prever que, por esta altura, "trabalhadores" seria uma raça em vias de extinção no país e viraram-se, então, para os "colaboradores". De preferência, jovens, dinâmicos, dedicados às virtudes do trabalho e, sobretudo, baratinhos.
(Opinião, Jorge Eusébio)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
As 'mentiras' da imprensa cor-de-rosa
Rita Pereira, na sua passagem pelo Centro Cultural do Cartaxo, à conversa com José Raposo.
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