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A inauguração da Festa do Vinho ficou marcada pelas críticas públicas do presidente da Câmara, Paulo Varanda, a alguns políticos que "nunca quiseram saber disto" e que "apareceram hoje, porque é ano de eleições". Os dois candidatos presentes na inauguração eram Mário Júlio (CDU) e Vasco Cunha (PSD), mas, à nossa reportagem, Paulo Varanda garantiu que as suas declarações não os visava, até porque "sempre estiveram presentes, sempre tiveram uma participação activa" na vida do concelho. No que lhe diz respeito, Vasco Cunha também acha que não faria sentido tal tipo de acusação, pelo que não se sentiu atingido, pois "sempre vim à Festa do Vinho, desde o primeiro ano".
Afinal, o alvo de Paulo Varanda era um grupo de elementos da candidatura de Pedro Ribeiro (PS), conforme nos confirmou. Trata-se de pessoas que diz nunca terem participado, fingiram-se de "mortos", e agora aparecem "como se de zombies se tratasse". Em tempo de campanha eleitoral, "acordaram e descobriram que, afinal, a nossa terra estava no mesmo sítio". Um dos elementos da lista de Pedro Ribeiro presente no evento era Fernando Amorim, que vai no 2º lugar da lista para a Câmara, e que rejeitou as acusações de Paulo Varanda. Lembra que, "enquanto presidente da Junta de Pontével, fiz a Festa do Vinho durante 10 anos e depois mais 8 anos como dirigente associativo. E, quando não colaboro, tenho o hábito de passar por cá e de convidar pessoas de fora para a visitarem". E garante desconhecer os alvos concretos de Paulo Varanda, "ele lá conhecerá as pessoas que não estiveram cá em todos os anos em que ele também não esteve".
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sábado, 27 de abril de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Presidente da Câmara "não poupou nada"
No acto de votação desta matéria, eu disse que não acreditava nisso. Não acredito que o município consiga para amortização e juros uma poupança na ordem dos três milhões de euros ano. Não é possível.
Mas o presidente da câmara está farto de dizer que já poupou pelo menos um milhão de euros.
Ele até pode dizer que já foi à lua 52 vezes, agora o que é verdade é que não poupou nada da matéria que disse e, se o poupou, que o prove, não só por palavras, mas com documentos.
A adenda ao contrato das águas, que foi chumbada na Assembleia Municipal, era um mau negócio para os cartaxeiros?
Este negócio, como talvez todos os outros negócios de parcerias público-privadas, é ruinoso para o município e para os munícipes porque, à cabeça, em sede de contrato, é exigido um determinado nível de viabilidade económica, quer a coisa corra para a frente, quer corra para trás, seja lá o que aconteça, a Cartágua tem que ter entre 10 a 12% de lucro anual. O que aconteceu com a adenda ao contrato foi baixar-se substancialmente (8 milhões), a renda do município e aumentar-se 7% as tarifas da água. Se estávamos perante o desastre, ficaríamos perante a calamidade se isto tem passado.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
"Não farei parte de lista nenhuma"
(Mais um excerto da entrevista de Mário Júlio Reis, vereador da CDU na Câmara do Cartaxo, ao jornal O Povo do Cartaxo e à Rádio Cartaxo)
Como tem corrido esta experiência autárquica?
Estes 8 anos ensinaram-me muitíssima coisa, foram muito gratificantes, até porque eu tinha um conhecimento muito sectorial do concelho do Cartaxo, sobretudo, ao nível associativo e, neste momento, tenho um conhecimento bastante profundo, a quase todos os níveis.
O facto de as finanças do município serem uma nuvem muito densa, não significa que não tenha feito pelo concelho do Cartaxo o que me deixaram, o que me foi possível, acho que fiz bastante.
É um ciclo que chega ao fim? Já disse que não tenciona voltar a candidatar-se.
É um ciclo que chega ao fim. Em todo o caso, continuarei atento como antes, com uma carga maior do que tinha há 8 anos atrás. Vou continuar nas equipas da CDU até que entendam que a minha presença é digna e necessária, mas como cabeça de lista ou membro das listas, não. Não farei parte de nenhuma lista em coisa nenhuma, nem em posição nenhuma. Continuarei é a trabalhar na coordenação concelhia da CDU.
O senhor é visto como o rosto da CDU no concelho, não receia que esse afastamento lhe traga consequências negativas em termos de votação?
Pode ser mas muito mal irá a CDU se estiver dependente desta pessoa. Penso que não, que há pessoas de outros níveis, com outras características, com outras possibilidades e tomarão o lugar que eu ocupei com toda a naturalidade e, sobretudo, com muita competência.
Como tem corrido esta experiência autárquica?
Estes 8 anos ensinaram-me muitíssima coisa, foram muito gratificantes, até porque eu tinha um conhecimento muito sectorial do concelho do Cartaxo, sobretudo, ao nível associativo e, neste momento, tenho um conhecimento bastante profundo, a quase todos os níveis.
O facto de as finanças do município serem uma nuvem muito densa, não significa que não tenha feito pelo concelho do Cartaxo o que me deixaram, o que me foi possível, acho que fiz bastante.
É um ciclo que chega ao fim? Já disse que não tenciona voltar a candidatar-se.
É um ciclo que chega ao fim. Em todo o caso, continuarei atento como antes, com uma carga maior do que tinha há 8 anos atrás. Vou continuar nas equipas da CDU até que entendam que a minha presença é digna e necessária, mas como cabeça de lista ou membro das listas, não. Não farei parte de nenhuma lista em coisa nenhuma, nem em posição nenhuma. Continuarei é a trabalhar na coordenação concelhia da CDU.
O senhor é visto como o rosto da CDU no concelho, não receia que esse afastamento lhe traga consequências negativas em termos de votação?
Pode ser mas muito mal irá a CDU se estiver dependente desta pessoa. Penso que não, que há pessoas de outros níveis, com outras características, com outras possibilidades e tomarão o lugar que eu ocupei com toda a naturalidade e, sobretudo, com muita competência.
sábado, 19 de janeiro de 2013
Mário Júlio defende "boicote total" nas autárquicas
(Excerto da entrevista que pode ser lida na edição 863 do jornal O POVO DO CARTAXO)
Faz sentido que a futura sede da freguesia que vai juntar Vale da Pinta ao Cartaxo fique em Vale da Pinta?
Olhe, a primeira coisa que não faz sentido é agregar. Não faz sentido nenhum, sobretudo quando a agregação é administrativa, é régua e esquadro. Não faz sentido absolutamente nenhum que a sede da freguesia do Cartaxo seja em Vale da Pinta, mas também não faz sentido que a sede da freguesia de Vale da Pinta seja no Cartaxo.
A agregação das freguesias é um facto consumado ou há ainda volta a dar-lhe?
Acho que há volta a dar, não é que eu tenha fé nestas questões, mas acho que há volta a dar. Quando o poder se sentir aguçado pelo facto de os populares, os habitantes, os cidadãos se recuarem a votar, aí o poder vai recuar.
A sua sugestão é avançar-se para um boicote eleitoral?
Um boicote total nas eleições.
No interior da CDU isso é pacífico? Já apresentou essa proposta?
Não, não é. Já apresentei esta proposta, claro que se está a ir através dos tribunais, das providências cautelares, mas acho que o poder, neste caso, tem que cair na rua e são os cidadãos interessados nas freguesias que têm que dizer o que querem e uma recusa generalizada aos actos eleitorais será uma grande lição.
Faz sentido que a futura sede da freguesia que vai juntar Vale da Pinta ao Cartaxo fique em Vale da Pinta?
Olhe, a primeira coisa que não faz sentido é agregar. Não faz sentido nenhum, sobretudo quando a agregação é administrativa, é régua e esquadro. Não faz sentido absolutamente nenhum que a sede da freguesia do Cartaxo seja em Vale da Pinta, mas também não faz sentido que a sede da freguesia de Vale da Pinta seja no Cartaxo.
A agregação das freguesias é um facto consumado ou há ainda volta a dar-lhe?
Acho que há volta a dar, não é que eu tenha fé nestas questões, mas acho que há volta a dar. Quando o poder se sentir aguçado pelo facto de os populares, os habitantes, os cidadãos se recuarem a votar, aí o poder vai recuar.
A sua sugestão é avançar-se para um boicote eleitoral?
Um boicote total nas eleições.
No interior da CDU isso é pacífico? Já apresentou essa proposta?
Não, não é. Já apresentei esta proposta, claro que se está a ir através dos tribunais, das providências cautelares, mas acho que o poder, neste caso, tem que cair na rua e são os cidadãos interessados nas freguesias que têm que dizer o que querem e uma recusa generalizada aos actos eleitorais será uma grande lição.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Mário Júlio não será candidato
Por esse país fora está num frenesim a luta pela indicação dos candidatos à presidência de Câmaras. Apesar da situação muito difícil que muitas atravessam, não falta quem queira, a tudo o custo, ser o escolhido. Há até casos em que, previsivelmente, surgirão vários candidatos da mesma área política, como é o caso do Cartaxo, no que ao PS diz respeito. Os últimos desenvolvimentos indicam que Pedro Magalhães Ribeiro deverá ser o candidato oficial do PS, mas o actual presidente da Câmara, Paulo Varanda (eleito na lista do PS), é bem possível que também avance na condição de independente.
Mas também há quem não queira ouvir falar em candidaturas. É o caso, também neste concelho, de Mário Júlio Reis, candidato nas últimas duas eleições pela CDU e que exerce o cargo de vereador sem pelouros. Em declarações à Rádio Cartaxo, Mário Júlio já assumiu que, por vontade própria, "não serei candidato". Pretende retirar-se, pelo menos, para já, da vida política e dedicar-se à sua profissão de professor, manter a ligação à vida associativa e continuar a desenvolver a sua paixão pelo teatro, como actor amador.
Mas também há quem não queira ouvir falar em candidaturas. É o caso, também neste concelho, de Mário Júlio Reis, candidato nas últimas duas eleições pela CDU e que exerce o cargo de vereador sem pelouros. Em declarações à Rádio Cartaxo, Mário Júlio já assumiu que, por vontade própria, "não serei candidato". Pretende retirar-se, pelo menos, para já, da vida política e dedicar-se à sua profissão de professor, manter a ligação à vida associativa e continuar a desenvolver a sua paixão pelo teatro, como actor amador.
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