Fernando Ramos, um dos subscritores do pedido de impugnação das directas no PS/Cartaxo, não se dá por vencido com a decisão da Comissão de Jurisdição. Apesar daquele órgão ter concluído que o processo foi legal, Fernando Ramos, em declarações à Rádio Cartaxo, mantém que "temos razões mais do que suficientes para impugnar" as eleições e que "o que se passou foi mau demais". Acusa o presidente da Federação, António Gameiro, de ter sido conivente com Pedro Magalhães Ribeiro, uma vez que "antes de qualquer análise" veio defender as conclusões que, agora, a Comissão de Jurisdição apresentou.
Apesar deste desenvolvimento, Fernando Ramos ainda acredita que Paulo Varanda pode ser o candidato à presidência da Câmara pelo PS, pois "nada está concluído", dando assim indicação que espera que os órgãos nacionais tenham um entendimento diferente da Comissão de Jurisdição.
De qualquer forma, não tem dúvidas de que, mais do que Paulo Varanda, "quem perde é o PS".
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Guerra aberta no PS/Cartaxo
Depois da marcação de eleições directas no PS/Cartaxo para decidir quem vai representar o partido nas próximas autárquicas, rebentou publicamente a guerra entre as duas facções. Na internet surgiu um documento, supostamente apoiado por todos os presidentes de Junta do PS, de apoio ao actual presidente de Câmara, Paulo Varanda, e de fortes críticas à concelhia dirigida por Pedro Magalhães Ribeiro que já assumiu formalmente querer ser ele o candidato do PS à presidência da Câmara.
Aí pode ler-se que da parte de Pedro Magalhães Ribeiro tem havido atitudes que “pretendem denegrir a actividade do executivo camarário” e que está a ser desenvolvido um autêntico processo de “assassinato político” de Paulo Varanda.
O presidente da Junta de Vale da Pinta, Fernando Ramos, dá a cara pelo documento e, em entrevista à Rádio Cartaxo, manifesta total apoio a Paulo Varanda que entende estar a fazer um bom trabalho e, por esse facto, deve ser o candidato do PS em 2013. Se o PS for por outro caminho está a demonstrar “ingratidão” por alguém que assumiu o poder em circunstâncias muito difíceis. Lança também críticas, quer ao presidente da Distrital, quer ao secretário-geral por entender que já deviam ter tomado o assunto em mãos. Até porque, alega, Paulo Varanda não tem, na disputa interna, as mesmas condições colocadas ao dispor de Pedro Magalhães Ribeiro.
Também em declarações a esta rádio, o visado nesta acusação diz que o facto de ser presidente da concelhia não lhe dá qualquer tipo de vantagem, uma vez que a condução do processo eleitoral interno é da competência da Mesa da Comissão Política, da qual não faz parte. Quanto à possibilidade de António José Seguro chamar a si a decisão final, confirma que, enquanto secretário-geral, “tem essa prerrogativa estatutária”, mas não parece temer que a vá exercer, devendo ser os militantes a decidir, através de directas, quem querem que os represente nas autárquicas.
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