quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Vamos ser solidários com os pobres ricos
Hoje em dia, se começamos a pensar muito nas desgraças que nos cercam damos em malucos. Fanatismos, guerras, aldrabices, fraudes são o pão-nosso de cada dia.
Mas, de vez em quando há notícias que aparecem que nos fazem pensar que nem tudo está perdido. Que "entreajuda e solidariedade" não são palavras vãs, mas princípios que continuam bem vivos, pelo menos, em alguns atruístas corações.
Foi uma dessas notícias que li esta manhã no jornal I. É a propósito do célebre presente dado por um empresário a Ricardo Salgado, no valor de uns meros 14 milhões de euros. Afinal, tratou-se, na opinião de um conceituado jurista e professor universitário, de um acto imbuido exactamente dos princípios de "entreajuda e solidariedade".
Fico esclarecido e satisfeito. E ficaria ainda bem mais satisfeito se alguém tivesse para comigo uma atitude solidária deste género. Mesmo não sendo banqueiro, até porque a oferta em causa parece que não teve nada - mas nada, mesmo - a ver com o facto de Ricardo Salgado ser, na altura o banqueiro dono disto tudo. E nem sequer faço questão que a oferta seja de 14 milhões. Pode ser um bocadinho menos.
(Opinião, Jorge Eusébio)
O escândalo dos deputados e das 'jovens avantajadas'
Os políticos nasceram para
nos dar preocupações. Sobretudo, relacionadas com o aumento de impostos que,
garantem sempre nas campanhas eleitorais, nunca acontecerá.
Agora há mais um episódio que
nos deixa com pulga atrás da orelha sobre o que andam por aí a fazer. Não estou
a falar do caso Sócrates. Estou a falar de um outro bem mais candente: o de,
alegadamente, os deputados, na hora de serviço, andarem a apreciar ‘jovens
avantajadas’ nos computadores da Assembleia da República.
A acusação foi feita por
uma estudante que terá ficado escandalizada por, no decorrer de uma visita ao
Parlamento, ter presenciado ao acto. Enviou uma carta a Marcelo Rebelo de Sousa
que, como é habitual, logo se desbocou em directo, na televisão, na sua missa
dominical. Agora, o Observador foi investigar tão importante história e
descobriu que não há registo de qualquer visita ao Parlamento da turma de que a
estudante faz parte. Nem da escola em que anda.
Pelo meio, a intervenção
moralista de Marcelo escandalizou alguns deputados. Um deles – José Magalhães –
coloca em dúvida a veracidade da história com um argumento imbatível: “uma
sra. muito avantajada dificilmente se distingue de uma banana, quando
vista das galerias.”
Portanto, coloca em causa que
a estudante tenha realmente visto ‘senhoras avantajadas’ nos computadores dos
deputados. Mas nem ele nem a investigação do Observador vão ao cerne do caso.
Ou seja, não nos dizem, preto no branco, se afinal os deputados costumam ou não
apreciar ‘senhoras avantajadas’ ou se preferem as modelos escanzeladas. E isso
é que era importante saber.
(Opinião, Jorge Eusébio)
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Cartaxo quer autorização especial do Governo para contratar mais bombeiros
No decorrer da festa comemorativa dos 78 anos dos Bombeiros
Municipais do Cartaxo foram deixadas críticas ao Governo por, alegadamente,
discriminar as corporações municipais em detrimento das voluntárias.
As críticas foram dirigidas pelo comandante dos
Bombeiros, David Lobato, e pelo presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Ribeiro,
que defenderam a ideia de que cumprindo estas corporações o mesmo tipo de
serviço das voluntárias é injusto que tenham de ser as câmaras municipais a
assumir quase por completo os custos.
O vice-presidente da Liga dos Bombeiros, Adelino Gomes,
respondeu que esta situação, bem como a da progressão de carreiras dos
bombeiros estava em fase de resolução. O anterior ministro da Administração
Interna tinha ficado de apresentar a legislação necessária para o efeito até ao
final do ano. Só que, entretanto, se demitiu, estando agora a Liga na
expectativa que a nova ministra cumpra o acordo.
O presidente da Câmara anunciou estar em contacto com o
Governo para tentar obter autorização especial para contratar mais bombeiros.
No último ano saíram oito efectivos e até ao final de
Janeiro irá sair mais um, pelo que é importante suprir este défice. De outra
forma, assume o comandante, pode haver problemas pontuais ao nível da prestação
de serviços. Até porque, por exemplo, no Hospital de Santarém “estamos com
tempos de espera na ordem das 2 horas e meia”. Se, na altura em que duas ou
três equipas lá estiverem, surgir uma qualquer situação mais grave e que exija
a ocorrência de muitos bombeiros, pode não ser possível avançar com todos os
meios humanos e materiais necessários.
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