terça-feira, 30 de abril de 2013
"Tenho pena que a maior parte das pessoas tenha cérebros tão pequeninos"
Excerto da entrevista a José Raposo da Rádio Cartaxo e do jornal O POVO DO CARTAXO, que pode assinar aqui.
As figuras públicas de uma forma geral têm uma grande exposição mediática, o José Raposo também, sobretudo desde há algum tempo a esta parte…
Sim, desde que casei com uma moça mais nova….
Lida bem com isso?
Sim, lido, porque percebi muito cedo que são ossos do ofício, faz parte da vida, quando uma pessoa se torna uma figura pública tem uma exposição muito maior, os outros falam de nós. Claro que há pessoas mal-educadas, pessoas que exageram, pessoas que abusam, mas isso faz parte do ser humano, o ser mal-educado também é uma característica do ser humano.
Às vezes não é frustrante um actor fazer um grande trabalho, praticamente não sair nada na comunicação social e depois ter um caso qualquer que, supostamente devia ficar na sua vida privada, e ser capa de revista?
É frustrante, é, tenho muita pena que a maior parte das pessoas tenha cérebros tão pequeninos, porque o que lhes interessa é isso, a cosquice, a vida particular, quem é que pôs os palitos a quem, por isso é que o Big Brother teve êxito. Eu não sou superior a ninguém, somos todos feitos da mesma matéria, temos carne, ossos, sangue, mas nunca liguei nenhuma, nem vou ligar, a essas questões, desde que não me diga respeito. Não percebo como é que as pessoas ficam assim doidas com essas novelas da vida privada, não lhes basta a novela da televisão?
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Oposição contra presidentes das Juntas do Cartaxo e Vale da Pedra
As assembleias de freguesia do Cartaxo e de Vale da Pedra aprovaram documentos em que criticam os presidentes das respectivas juntas de freguesia por votarem favoravelmente, na Assembleia Municipal, o contrato adicional das águas com a Cartagua.
No Cartaxo, a iniciativa foi do Bloco de Esquerda, que considera ter essa actuação tido consequências penalizadoras para os municípes e para a Câmara. O protesto foi aprovado com os votos favoráveis dos eleitos do Bloco de Esquerda e do PSD. Registe-se que para essa aprovação contribuiu o facto de, na altura da votação, ainda não terem chegado dois eleitos do PS.
Em Vale da Pedra, a iniciativa pertenceu à CDU e, curiosamente, contou com a abstenção dos membros eleitos pelo PS, bem como os do PSD. No essencial, o argumento foi idêntico. Os promotores desta "moção de repúdio" consideram que a aprovação do contrato adicional das águas beneficia os interesses de uma empresa privada e prejudica os munícipes.
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GNR do distrito faz 12 detenções
A GNR do distrito de Santarém deteve 12
pessoas, no decorrer de operações desenvolvidas no fim-de-semana.
Seis dessas detenções ficaram a dever-se à condução
de veículo automóvel sob o efeito do álcool e uma por condução de velocípede
sob o efeito do álcool. Na vertente das operações rodoviárias, ocorreram ainda
duas detenções por condução de veículo automóvel sem habilitação legal. No
âmbito de uma operação de fiscalização de pesca, registaram-se duas detenções
pela prática pesca ilegal lampreia.
A GNR efectuou mais uma detenção, em Torres
Novas, por posse de 40 doses de cocaina e 2,5 doses de haxixe, tendo sido
apreendidos 2 viaturas, uma caçadeira, dois revólveres, 21 cartuchos e 8
munições. Finalmente, no cumprimento de um mandado de detenção, foi detida uma pessoa no concelho de Santarém.
Oferta e investimento turístico
Texto da concelhia da CDU/Cartaxo, publicado nesta edição do POVO DO CARTAXO, jornal que pode assinar aqui.
Com as eleições de outubro próximo, os cartaxeiros serão mais uma vez chamados a escolher o Executivo Municipal que governará o Concelho nos próximos quatro anos: feliz dia, esse 25 de abril de 1974, que abriu as portas à democracia! E ao seu baluarte: O PODER LOCAL!
No âmbito do Plano Estratégico Nacional do Turismo, no horizonte 2015, foram definidos cinco eixos que poderiam assegurar um aumento da contribuição do Turismo para o PIB nacional, incrementar o emprego qualificado e acelerar o crescimento do sector.
Os Eixos da estratégia apresentada através da qual se pretende alavancar o turismo até 2015 são:
Eixo I - Território, Destinos e Produtos - potenciar as valências de todo o país (não só o litoral e as grandes cidades), desenvolvendo novos polos de atração turística.
Eixo II - Marcas e Mercados - afirmar a Marca Portugal Turismo e consolidar e desenvolver mercados.
Eixo III - Qualificação de Recursos - qualificar serviços e destinos mediante a sua certificação e a aposta em recursos humanos qualificados e na desburocratização e simplificação dos processos.
Eixo IV - Distribuição e Comercialização - assegurar o ajustamento das empresas nacionais aos novos modelos de negócio, designadamente através dos canais de distribuição eletrónica e da presença on-line dos destinos e produtos.
Eixo V - Inovação e Conhecimento - conhecimento como fator de inovação e de orientação da atividade turística mediante o desenvolvimento de sistemas de informação, monitorização e avaliação e a introdução de ferramentas avançadas de gestão do território.
Apesar de ser redundante que o turismo é uma atividade estratégica para Portugal, de vital importância para o desenvolvimento socioeconómico é indispensável construir um modelo apoiado no conceito de sustentabilidade, debatido entre empresários, associações do sector, sociedade em geral e administração pública.
É verdade que o turismo precisa de uma oferta forte, de qualidade, competitiva e estruturada, de uma promoção eficaz, adequada e coerente, de um planeamento sólido, consciente da sua transversalidade e atento aos desafios do futuro de forma a criar as condições necessárias ao seu crescimento, de bases estáveis, de caminhos claros e de objetivos concretos.
O Plano Estratégico Nacional do Turismo, no horizonte 2015, queria um turismo que primasse pela diversificação, dinâmico e inovador, alicerçado no território, ciente do seu potencial nacional como um todo, que apostasse nas diferentes regiões, apoiando o aparecimento de novos polos de atração, verdadeiros antídotos para as assimetrias regionais e a litoralização do País.
E o Cartaxo aqui tão perto…
Valada, com Porto de Muge, Reguengo e Palhota e com o Rio Tejo; Pontével, com milenares marcos históricos, Vila Chã de Ourique com a Reconquista Cristã, Vale da Pinta e Lapa com a agricultura, Ereira e as atividades industriais, Vale da Pedra com o Setil, as Malhadas, a Aramanha e o Cartaxo com o casco histórico, as Pratas, Santa Eulália.
O turismo enquanto motor do bem-estar das populações e utilizador responsável dos recursos naturais e do património concelhio poderia ser gerador da riqueza que trouxesse ao Concelho resposta às suas mais elementares necessidades: um grupo de empresários constituiu (corriam os anos 2004 e 2005) uma oferta combinada, no âmbito do turismo ativo e de natureza, que trouxe a todos benefícios consideráveis: teria sido duradoiro se o apoio institucional se tivesse concretizado: como para a qualidade da oferta turística não é suficiente a qualidade na animação e nos serviços, esta iniciativa esbarrou na ausência de infraestruturas e de equipamentos…
Para isso, é necessário conjugar esforços e trabalhar num sentido comum: o turismo não se faz por um – precisa de todos nós.
O Cartaxo tem condições para se incluir entre os produtos estratégicos do Plano Nacional de Turismo, desde logo com a gastronomia e o vinho, a oferta cultural e paisagística e a natureza.
Este tem que ser um debate que não pode ter uma única visão: precisamos da colaboração, dos contributos e da visão de cada um, para que nasça uma cultura de turismo no Concelho do Cartaxo, porque o Turismo é tarefa de todos.
Podemos concretizar um bocado: Valada recebe todos os fins-de-semana, e não só, alguns autocaravanistas que se tornaram consumidores locais de elevada importância para o setor da restauração. O que seria se houvesse em Valada um estacionamento condigno, asseado e uma estação de serviço para as autocaravanas? e custa tão pouco!
Com as eleições de outubro próximo, os cartaxeiros serão mais uma vez chamados a escolher o Executivo Municipal que governará o Concelho nos próximos quatro anos: feliz dia, esse 25 de abril de 1974, que abriu as portas à democracia! E ao seu baluarte: O PODER LOCAL!
No âmbito do Plano Estratégico Nacional do Turismo, no horizonte 2015, foram definidos cinco eixos que poderiam assegurar um aumento da contribuição do Turismo para o PIB nacional, incrementar o emprego qualificado e acelerar o crescimento do sector.
Os Eixos da estratégia apresentada através da qual se pretende alavancar o turismo até 2015 são:
Eixo I - Território, Destinos e Produtos - potenciar as valências de todo o país (não só o litoral e as grandes cidades), desenvolvendo novos polos de atração turística.
Eixo II - Marcas e Mercados - afirmar a Marca Portugal Turismo e consolidar e desenvolver mercados.
Eixo III - Qualificação de Recursos - qualificar serviços e destinos mediante a sua certificação e a aposta em recursos humanos qualificados e na desburocratização e simplificação dos processos.
Eixo IV - Distribuição e Comercialização - assegurar o ajustamento das empresas nacionais aos novos modelos de negócio, designadamente através dos canais de distribuição eletrónica e da presença on-line dos destinos e produtos.
Eixo V - Inovação e Conhecimento - conhecimento como fator de inovação e de orientação da atividade turística mediante o desenvolvimento de sistemas de informação, monitorização e avaliação e a introdução de ferramentas avançadas de gestão do território.
Apesar de ser redundante que o turismo é uma atividade estratégica para Portugal, de vital importância para o desenvolvimento socioeconómico é indispensável construir um modelo apoiado no conceito de sustentabilidade, debatido entre empresários, associações do sector, sociedade em geral e administração pública.
É verdade que o turismo precisa de uma oferta forte, de qualidade, competitiva e estruturada, de uma promoção eficaz, adequada e coerente, de um planeamento sólido, consciente da sua transversalidade e atento aos desafios do futuro de forma a criar as condições necessárias ao seu crescimento, de bases estáveis, de caminhos claros e de objetivos concretos.
O Plano Estratégico Nacional do Turismo, no horizonte 2015, queria um turismo que primasse pela diversificação, dinâmico e inovador, alicerçado no território, ciente do seu potencial nacional como um todo, que apostasse nas diferentes regiões, apoiando o aparecimento de novos polos de atração, verdadeiros antídotos para as assimetrias regionais e a litoralização do País.
E o Cartaxo aqui tão perto…
Valada, com Porto de Muge, Reguengo e Palhota e com o Rio Tejo; Pontével, com milenares marcos históricos, Vila Chã de Ourique com a Reconquista Cristã, Vale da Pinta e Lapa com a agricultura, Ereira e as atividades industriais, Vale da Pedra com o Setil, as Malhadas, a Aramanha e o Cartaxo com o casco histórico, as Pratas, Santa Eulália.
O turismo enquanto motor do bem-estar das populações e utilizador responsável dos recursos naturais e do património concelhio poderia ser gerador da riqueza que trouxesse ao Concelho resposta às suas mais elementares necessidades: um grupo de empresários constituiu (corriam os anos 2004 e 2005) uma oferta combinada, no âmbito do turismo ativo e de natureza, que trouxe a todos benefícios consideráveis: teria sido duradoiro se o apoio institucional se tivesse concretizado: como para a qualidade da oferta turística não é suficiente a qualidade na animação e nos serviços, esta iniciativa esbarrou na ausência de infraestruturas e de equipamentos…
Para isso, é necessário conjugar esforços e trabalhar num sentido comum: o turismo não se faz por um – precisa de todos nós.
O Cartaxo tem condições para se incluir entre os produtos estratégicos do Plano Nacional de Turismo, desde logo com a gastronomia e o vinho, a oferta cultural e paisagística e a natureza.
Este tem que ser um debate que não pode ter uma única visão: precisamos da colaboração, dos contributos e da visão de cada um, para que nasça uma cultura de turismo no Concelho do Cartaxo, porque o Turismo é tarefa de todos.
Podemos concretizar um bocado: Valada recebe todos os fins-de-semana, e não só, alguns autocaravanistas que se tornaram consumidores locais de elevada importância para o setor da restauração. O que seria se houvesse em Valada um estacionamento condigno, asseado e uma estação de serviço para as autocaravanas? e custa tão pouco!
domingo, 28 de abril de 2013
PSP faz 4 detenções no Cartaxo
A PSP do Cartaxo efectuou, nos últimos dias, 4 detenções, no decorrer de acções de fiscalização de viaturas.
Ontem, um dos detidos foi um homem de 32 anos que, segundo aquela força de segurança, acusou uma taxa de 1,95 gramas de álcool por litro no sangue. Foi, igualmente, detido outro homem, de 37 anos, "por se ter envolvido em desordem e ao ser tentada a separação, o mesmo agrediu um agente de autoridade", informa a PSP. Foi identificado um condutor por ter na sua posse uma quantidade de produto
suspeito de ser liamba, adequada para o consumo, tendo sido apreendida e o processo encaminhado para a Comissão de Dissuasão da Toxicodependência da área da residência do identificado.
Foram ainda elaborados autos de notícia por contraordenação, dos quais dois por condução por excesso de álcool no sangue (valores entre 0,50 e 0,79 gramas por litro no sangue)
Na noite anterior tinha havido outra operação de fiscalização, que envolveu 83 viaturas, tendo sido efectuados 67 testes de álcool. Durante a fiscalização, foram detidos dois homens, de 20 e
21 anos de idade, por ao serem fiscalizados e submetidos ao teste de álcool, terem acusado taxas de 1,88 e 1,24 gramas por litro no sangue, respectivamente. Foi ainda detido um outro condutor por contra o
mesmo existir um mandado de detenção emitido pelo tribunal judicial de Santarém.
Ontem, um dos detidos foi um homem de 32 anos que, segundo aquela força de segurança, acusou uma taxa de 1,95 gramas de álcool por litro no sangue. Foi, igualmente, detido outro homem, de 37 anos, "por se ter envolvido em desordem e ao ser tentada a separação, o mesmo agrediu um agente de autoridade", informa a PSP. Foi identificado um condutor por ter na sua posse uma quantidade de produto
suspeito de ser liamba, adequada para o consumo, tendo sido apreendida e o processo encaminhado para a Comissão de Dissuasão da Toxicodependência da área da residência do identificado.
Foram ainda elaborados autos de notícia por contraordenação, dos quais dois por condução por excesso de álcool no sangue (valores entre 0,50 e 0,79 gramas por litro no sangue)
Na noite anterior tinha havido outra operação de fiscalização, que envolveu 83 viaturas, tendo sido efectuados 67 testes de álcool. Durante a fiscalização, foram detidos dois homens, de 20 e
21 anos de idade, por ao serem fiscalizados e submetidos ao teste de álcool, terem acusado taxas de 1,88 e 1,24 gramas por litro no sangue, respectivamente. Foi ainda detido um outro condutor por contra o
mesmo existir um mandado de detenção emitido pelo tribunal judicial de Santarém.
sábado, 27 de abril de 2013
Fazer bem as 5 tarefas urgentes
Texto de Pedro Ribeiro, candidato do PS à presidência da Câmara do Cartaxo, , publicado nesta edição do POVO DO CARTAXO, jornal que pode assinar aqui.
No anterior artigo apresentei as razões da minha candidatura a Presidente da Câmara Municipal do Cartaxo e assumi o compromisso de hoje abordar as cinco tarefas urgentes que temos pela frente:
1. CONTROLAR O PREÇO DA ÁGUA. É necessário credibilizar, reforçar a transparência e a supervisão das decisões sobre os preços praticados pela CARTÁGUA. No cumprimento da Lei e com sentido de responsabilidade é urgente encontrar soluções que protejam os interesses das populações, com especial atenção para as pessoas mais carenciadas e para as nossas instituições sociais, culturais e desportivas.
2. CUIDAR DA NOSSA TERRA. É urgente acabar com o desmazelo e voltar a ter uma terra limpa e cuidada. É o tempo da pequena grande obra: melhorar a limpeza das ruas, cuidar da iluminação pública, da conservação e da manutenção dos jardins e espaços de lazer (por exemplo: Praça 15 de Dezembro, Quinta de Santa Eulália, Quinta das Pratas, Quinta das Correias, ou ainda, entre muitos outros, Quinta do Brito), cuidar do pavimento das ruas, eliminar barreiras arquitectónicas, restaurar a pintura de passadeiras de peões e repor calcetamentos.
3. APROVAR UM NOVO PDM. Este é um tema do maior interesse para as pessoas e que não pode continuar adiado. São muitas as famílias e as empresas que aguardam há demasiado tempo pela revisão do PDM. É prioritário resolver um conjunto de impasses urbanísticos que prejudicam a fixação de jovens nas nossas oito freguesias, como são os casos há muito discutidos de Vila Chã de Ourique ou de Valada.
4. CUIDAR DAS PESSOAS. Neste tempo de crise é urgente reforçar o papel da Rede Social para socorrer as famílias que estão em situação de pobreza e/ou de exclusão social. Temos que reforçar o papel dos Conselhos Locais de Acção Social e dinamizar em todo o concelho as Comissões Sociais de Freguesia. É nessa parceria, é nesse trabalho de proximidade com as instituições de solidariedade social que se pode acudir a mais pessoas e ajudar quem mais precisa.
5. ARRUMAR A CASA. É necessário reorganizar os serviços da Câmara Municipal, optimizar, potenciar e motivar os recursos humanos no serviço que prestam aos cidadãos, às empresas e às nossas instituições. Temos que assegurar a todos os colaboradores do Município que têm, num regime de igualdade de oportunidades para todos, a possibilidade de aumentar as suas competências e responsabilidades profissionais.
Tratar destas 5 tarefas urgentes não nos pode afastar do objectivo principal: construir e concretizar uma visão de futuro para o nosso concelho. Deste tema tratarei nas próximas edições deste jornal. SOBRE O 25 DE ABRIL escrevi há uns anos que a democracia exige de todos nós, um esforço contínuo de afirmação e de prática dos valores da liberdade, da fraternidade, da solidariedade e da igualdade de oportunidades. Independentemente do julgamento que cada um de nós faça da Revolução dos Cravos, estou convicto que todos temos um objectivo comum: fazer bem à nossa terra, torná-la mais próspera para as gerações vindouras, prosseguindo o caminho que o 25 de Abril nos abriu.
1. CONTROLAR O PREÇO DA ÁGUA. É necessário credibilizar, reforçar a transparência e a supervisão das decisões sobre os preços praticados pela CARTÁGUA. No cumprimento da Lei e com sentido de responsabilidade é urgente encontrar soluções que protejam os interesses das populações, com especial atenção para as pessoas mais carenciadas e para as nossas instituições sociais, culturais e desportivas.
2. CUIDAR DA NOSSA TERRA. É urgente acabar com o desmazelo e voltar a ter uma terra limpa e cuidada. É o tempo da pequena grande obra: melhorar a limpeza das ruas, cuidar da iluminação pública, da conservação e da manutenção dos jardins e espaços de lazer (por exemplo: Praça 15 de Dezembro, Quinta de Santa Eulália, Quinta das Pratas, Quinta das Correias, ou ainda, entre muitos outros, Quinta do Brito), cuidar do pavimento das ruas, eliminar barreiras arquitectónicas, restaurar a pintura de passadeiras de peões e repor calcetamentos.
3. APROVAR UM NOVO PDM. Este é um tema do maior interesse para as pessoas e que não pode continuar adiado. São muitas as famílias e as empresas que aguardam há demasiado tempo pela revisão do PDM. É prioritário resolver um conjunto de impasses urbanísticos que prejudicam a fixação de jovens nas nossas oito freguesias, como são os casos há muito discutidos de Vila Chã de Ourique ou de Valada.
4. CUIDAR DAS PESSOAS. Neste tempo de crise é urgente reforçar o papel da Rede Social para socorrer as famílias que estão em situação de pobreza e/ou de exclusão social. Temos que reforçar o papel dos Conselhos Locais de Acção Social e dinamizar em todo o concelho as Comissões Sociais de Freguesia. É nessa parceria, é nesse trabalho de proximidade com as instituições de solidariedade social que se pode acudir a mais pessoas e ajudar quem mais precisa.
5. ARRUMAR A CASA. É necessário reorganizar os serviços da Câmara Municipal, optimizar, potenciar e motivar os recursos humanos no serviço que prestam aos cidadãos, às empresas e às nossas instituições. Temos que assegurar a todos os colaboradores do Município que têm, num regime de igualdade de oportunidades para todos, a possibilidade de aumentar as suas competências e responsabilidades profissionais.
Tratar destas 5 tarefas urgentes não nos pode afastar do objectivo principal: construir e concretizar uma visão de futuro para o nosso concelho. Deste tema tratarei nas próximas edições deste jornal. SOBRE O 25 DE ABRIL escrevi há uns anos que a democracia exige de todos nós, um esforço contínuo de afirmação e de prática dos valores da liberdade, da fraternidade, da solidariedade e da igualdade de oportunidades. Independentemente do julgamento que cada um de nós faça da Revolução dos Cravos, estou convicto que todos temos um objectivo comum: fazer bem à nossa terra, torná-la mais próspera para as gerações vindouras, prosseguindo o caminho que o 25 de Abril nos abriu.
Polémica política: "zombies" na Festa do Vinho
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A inauguração da Festa do Vinho ficou marcada pelas críticas públicas do presidente da Câmara, Paulo Varanda, a alguns políticos que "nunca quiseram saber disto" e que "apareceram hoje, porque é ano de eleições". Os dois candidatos presentes na inauguração eram Mário Júlio (CDU) e Vasco Cunha (PSD), mas, à nossa reportagem, Paulo Varanda garantiu que as suas declarações não os visava, até porque "sempre estiveram presentes, sempre tiveram uma participação activa" na vida do concelho. No que lhe diz respeito, Vasco Cunha também acha que não faria sentido tal tipo de acusação, pelo que não se sentiu atingido, pois "sempre vim à Festa do Vinho, desde o primeiro ano".
Afinal, o alvo de Paulo Varanda era um grupo de elementos da candidatura de Pedro Ribeiro (PS), conforme nos confirmou. Trata-se de pessoas que diz nunca terem participado, fingiram-se de "mortos", e agora aparecem "como se de zombies se tratasse". Em tempo de campanha eleitoral, "acordaram e descobriram que, afinal, a nossa terra estava no mesmo sítio". Um dos elementos da lista de Pedro Ribeiro presente no evento era Fernando Amorim, que vai no 2º lugar da lista para a Câmara, e que rejeitou as acusações de Paulo Varanda. Lembra que, "enquanto presidente da Junta de Pontével, fiz a Festa do Vinho durante 10 anos e depois mais 8 anos como dirigente associativo. E, quando não colaboro, tenho o hábito de passar por cá e de convidar pessoas de fora para a visitarem". E garante desconhecer os alvos concretos de Paulo Varanda, "ele lá conhecerá as pessoas que não estiveram cá em todos os anos em que ele também não esteve".
Não vá ao engano. Antes de abalar para os supermercados veja aqui quais são as promoções que compensam
A inauguração da Festa do Vinho ficou marcada pelas críticas públicas do presidente da Câmara, Paulo Varanda, a alguns políticos que "nunca quiseram saber disto" e que "apareceram hoje, porque é ano de eleições". Os dois candidatos presentes na inauguração eram Mário Júlio (CDU) e Vasco Cunha (PSD), mas, à nossa reportagem, Paulo Varanda garantiu que as suas declarações não os visava, até porque "sempre estiveram presentes, sempre tiveram uma participação activa" na vida do concelho. No que lhe diz respeito, Vasco Cunha também acha que não faria sentido tal tipo de acusação, pelo que não se sentiu atingido, pois "sempre vim à Festa do Vinho, desde o primeiro ano".
Afinal, o alvo de Paulo Varanda era um grupo de elementos da candidatura de Pedro Ribeiro (PS), conforme nos confirmou. Trata-se de pessoas que diz nunca terem participado, fingiram-se de "mortos", e agora aparecem "como se de zombies se tratasse". Em tempo de campanha eleitoral, "acordaram e descobriram que, afinal, a nossa terra estava no mesmo sítio". Um dos elementos da lista de Pedro Ribeiro presente no evento era Fernando Amorim, que vai no 2º lugar da lista para a Câmara, e que rejeitou as acusações de Paulo Varanda. Lembra que, "enquanto presidente da Junta de Pontével, fiz a Festa do Vinho durante 10 anos e depois mais 8 anos como dirigente associativo. E, quando não colaboro, tenho o hábito de passar por cá e de convidar pessoas de fora para a visitarem". E garante desconhecer os alvos concretos de Paulo Varanda, "ele lá conhecerá as pessoas que não estiveram cá em todos os anos em que ele também não esteve".
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sexta-feira, 26 de abril de 2013
Vasco Cunha é candidato à Câmara Municipal do Cartaxo
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Vasco Cunha é o líder de uma vasta e abrangente equipa que se apresentará às próximas Eleições Autárquicas com o objectivo de recuperar a espe-rança de todos os cidadãos no seu município e assim devolver a paixão que os cartaxeiros já sentiram pela sua terra.
A Comissão Política do PSD e a JSD do Cartaxo, após um aprofundado debate e uma análise muito positiva do actual mandato autárquico, no qual esteve sempre presente o primeiro re-presentante do "Movimento Coragem", o vereador Paulo Neves, entende que a candidatura de Vasco Cunha é a que melhor interpreta a situação que actualmente se vive no concelho do Cartaxo e a que reúne as melhores condições para ultrapassar os gravíssimos problemas que afectam o nosso município.
Com a experiência autárquica e a capacidade de gerar consensos de Vasco Cunha será possível encarar as próximas Eleições Autárquicas como um recomeço, depois do fim de um ciclo de governação apoiada pelo PS que levou à falência da autarquia e à necessidade de um resgate financeiro que ao longo dos próximos 20 anos custará cerca de 74 milhões de euros aos cartaxeiros.
Vasco Cunha, como vereador na Câmara Municipal bem como eleito do PSD na Assembleia Municipal, tem sido uma das principais vozes no combate ao caminho delineado pelos eleitos do Partido Socialista que levou a Câmara do Cartaxo a cair no abismo de uma imensa dívida que penaliza as actuais e as futuras gerações.
Todos sabemos que os próximos anos serão de grande rigor e muito exigentes em competência e transparência. Com a candidatura liderada por Vasco Cunha os cartaxeiros poderão ter esperança e confiança na recuperação do nosso concelho.
A capacidade demonstrada e a experiência acumulada ao longo de muitos anos na liderança de projectos e equipas é um garante de qualidade que Vasco Cunha irá aplicar na gestão municipal.
Por isso que afirmamos que a esperança e a confiança estão do nosso lado. Do lado de todos aqueles que sempre se bateram para evitar o caminho da falência em que seguiram os autarcas socialistas desde 2001 e que tantos prejuízos estão a provocar a todos os cidadãos.
O futuro do nosso concelho tem de começar a ser reconstruído e em Outubro, connosco, começará a ser uma realidade.
Não vá ao engano. Antes de abalar para os supermercados veja aqui quais são as promoções que compensam
Vão fingir que não têm trabalho para outro lado
Estar vivo é mau sinal. Quer dizer, é bom por um lado, mas mau por outro, pois é indicador mais do que certo de que a história vai acabar mal. Mas, que diabo, pelo menos enquanto não morremos, podíamos divertir-nos um pouco. Eu ainda sou do tempo em que isso acontecia. Ainda me lembro de ver gente alegre, saudável e feliz por, no mínimo, conseguir pagar as contas no final do mês. No futebol, há adeptos do Sporting que, por serem ainda relativamente novos, nunca souberam o que é ser campeão. Na vida extra-futebolística, por este andar, vamos ter malta que vai chegar à idade adulta sem saber bem o que é isso da felicidade. Sem imaginar o que é um emprego. Tendo apenas uma vaga ideia de que, num mundo perfeito, havia de ser bom conseguir ganhar o seu próprio dinheiro sem estar dependente dos pais. Os mais audazes são até capazes de, em sonhos, se entusiasmarem com a ideia de um dia casarem, irem viver em casa própria e terem meios para sustentar uma criança.
Estar vivo é cada vez menos entusiasmante. Não pela expectativa e temor da morte física, mas por se sentir que todos os dias estamos a morrer mais um pouco. De tristeza. De desalento. De desespero. E se morrer de repente é capaz de ser coisa para deixar uma pessoa à beira de um ataque de nervos, imagine-se a tortura que é ir morrendo aos bochechos. Mas, apesar disso, continuamos a viver acima das nossas possibilidades. Respirar é um luxo que vai para além daquilo que nos é permitido. Por isso, pelos vistos, estão a fazer tudo para que acabemos com essa mania das grandezas. Quem não tem dinheiro, não tem vícios, não podemos viver acima das nossas possibilidades, gritam-nos todos os dias. Não podemos respirar acima das nossas possibilidades e nem sequer adianta vir com a sinistra ideia do suicídio. É que morrer também está acima das nossas possibilidades, tendo em conta o preço dos enterros. Mesmo os de low cost.
De forma que não nos sobram grandes opções. Resta-nos apenas ir fingindo que vivemos. Isso ainda podemos fazer, até porque mesmo sem viver a sério, há que pagar impostos como gente grande. Como se tivéssemos dinheiro para os pagar, um emprego ou um negócio próspero e não fôssemos uma cambada de mandriões que só querem andar a coçar as paredes com as costas, enquanto esperam pelo cheque do subsídio de desemprego ou do rendimento de inserção. Mas deixem estar que essa mama também vai acabar. Vão fingir que não têm trabalho para outro lado.
(Opinião, Jorge Eusébio. Texto originalmente publicado no jornal O POVO DO CARTAXO, que pode assinar aqui)
“Ter duas peças em cena é uma grande maluqueira, mas fazer teatro é a coisa de que mais gosto na vida”
Excerto da entrevista a José Raposo da Rádio Cartaxo e do jornal O POVO DO CARTAXO, que pode assinar aqui.
Actualmente, acumula a profissão de actor com a função de produtor, tem duas peças em cena ao mesmo tempo…
Sim. Formei uma produtora com a Sara Barradas, que é a minha mulher, exactamente para produzir teatro, que é a coisa que mais gosto. Estamos a fazer duas peças ao mesmo tempo, uma às 19h30, que é “A casa de campo” e outra, às 21h30, “Isto é que me dói”.
Mas logo duas porquê? Não é uma grande maluqueira?
É uma maluqueira, sim senhor. Eu também sou um pouco maluco, gosto muito de teatro, tenho 50 anos e quero aproveitar ao máximo o tempo de vida que me resta para fazer aquilo que eu mais gosto e, portanto, já que tinha a possibilidade de escolher actores, autores, peças, tentei arriscar assim.
A peça das 19h30 é que é uma grande loucura porque nós não temos esse hábito, o povo português não está habituado a ir ao teatro ao fim da tarde, mas é um conceito que acho muito interessante. Aí por volta das 18 ou 19 horas uma pessoa acaba de trabalhar, vai ali ver a peça, que acaba logo às 20h30, diverte-se e depois ainda pode ir jantar às 20h30, acho isso fantástico.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Contra os "políticos profissionais"
No seu discurso do 25 de Abril, o presidente da Câmara do
Cartaxo, Paulo Varanda, ‘disparou’ contra “os políticos profissionais” que, na
sua opinião, se têm perdido “nos seus labirintos”, entretidos em actuações e
atitudes que em nada contribuem para resolver os problemas dos cidadãos. De uma
forma geral, as intervenções dos representantes dos partidos políticos foram no
sentido de criticar a evolução que o país tem vindo a ter que, em muitos casos,
contraria os valores do 25 de Abril. Carlos Mota, da CDU, foi mesmo ao ponto de
dizer que “estamos a ser vítimas de um autêntico terrorismo de estado”, uma vez
que o Governo “já nem o Estado de direito respeita, pondo em causa os direitos
constitucionais”. É, no fundo, um “Governo de traição nacional” que é suportado
por um presidente da República “mesquinho e raivoso”.
Uma opinião partilhada pelo representante do Bloco de
Esquerda, Francisco Colaço, que diz estarmos a ser vítimas do “maior ataque
jamais sofrido pelo Portugal democrático à própria democracia, ao Estado
Social, ao nosso futuro colectivo”.
Pelo PS, a intervenção esteve a cargo de Fernando Ramos que
admitiu haver muitos buracos por tapar nas ruas e estradas do concelho, mas
ainda assim, garantiu que os buracos que mais o preocupam são “os buracos nos
estômagos das nossas crianças” provocados pelas políticas de austeridade que
levam a fome a muitas famílias portuguesas.
Pedro Barata, do PSD; criticou os políticos que “querem
apenas a cadeira do PS” e centrou boa parte da sua intervenção nas questões
locais, defendendo ser preciso “redefinir e redimensionar as opções“ do poder
autárquico, que tem de “gastar melhor” e com critério os poucos recursos
existentes.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Nova comissão administrativa para o Sport Lisboa e Cartaxo
Depois de várias tentativas falhadas, houve, finalmente, fumo branco na assembleia geral do Sport Lisboa e Cartaxo, realizada esta noite.Um grupo de sócios resolveu pegar no clube, formando para o efeito uma comissão administrativa que o vai gerir até Janeiro do próximo ano. Esse grupo é constituído por 17 associados, entre os quais Manuel Dias (que, inicialmente, fazia parte da anterior comissão administrativa) e Luís Salgueiro, o antigo coordenador do futebol jovem, cargo que deixou há alguns meses. Ambos dizem estar motivados para desenvolver um bom trabalho, apesar de estarem conscientes de ir enfrentar "um grande desafio".
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Cartazes do PS na rua
Já são visíveis em algumas rotundas do Cartaxo os primeiros cartazes da campanha eleitoral autárquica. O 'tiro de partida' foi hoje dado pelo candidato do PS, Pedro Ribeiro, que está a espalhar um total de 26 cartazes (7 de grandes dimensões e os restantes mais pequenos) pelo concelho. Apesar disso, fonte da sua equipa diz que o investimento total do partido para estas eleições "vai ser reduzido em 50 ou 60% em relação às anteriores".
"Não sei se tenho talento para a fotografia"
Este Domingo, o fotógrafo António Homem-Cardoso esteve no Centro Cultural do Cartaxo (CCC) para a habitual tertúlia “José Raposo Convida”. António Homem-Cardoso nasceu em 1945, numa aldeia perto de Viseu, e desde os 14 anos que a máquina fotográfica começou a fazer parte da sua vida. Foi em Lisboa, para onde foi viver a partir dos 10 anos, que aconteceu o episódio que considera ter mudado a sua vida. “Ia a passar na Praça de Touros de Algés quando vi uns projectores acesos e reparei que era um filme que estava a ser rodado, com os actores Eddie Constantine e Barbara Lage. Eles simpatizaram comigo, convidaram-me para figurante e mascote e pagaram-me 1363 escudos, uma fortuna na altura. No final, o Constantine ofereceu-me a sua máquina fotográfica”, contou António Homem-Cardoso.
Ao longo da sua vida, muitas foram as figuras públicas que fotografou e com muitas delas estabeleceu laços de grande amizade. Conheceu e fotografou personalidades como o Papa João Paulo II, o príncipe Rainier ou o sultão Oman. É o fotógrafo oficial da Casa Real Portuguesa e, através de D. Duarte, conheceu grande parte dos príncipes e famílias reais de toda a Europa. Foi para a imprensa que começou a trabalhar, principalmente para o Diário Popular e Diário de Notícias, nos anos 60. “Apaixonou-se” por África quando passou a trabalhar para a revista Observador e após o 25 de Abril optou por se dedicar à fotografia publicitária. O sucesso foi tanto que teve “de aumentar o preço das fotografias para poder ter tempo para comer e dormir”. Mais tarde, optou pelos livros e já conta com mais de uma centena de obras publicadas. Mas são sobretudo os retratos que o fascinam. Para ele, “não há retrato sem relação, sem o embate entre as dúvidas de quem retrata e de quem está a ser fotografado. Tive a sorte de ser um homem a quem as mulheres se confessam”, revela, acrescentando convictamente que “o fotógrafo tem de ser alguém em quem se confie”.
Com um grande sentido de humor, que caracterizou toda a sua conversa – ao longo da qual revelou ser também “um óptimo contador de histórias”, como considerou José Raposo – António Homem-Cardoso descreve com facilidade o melhor da fotografia: “dar a possibilidade de viver sem ter um emprego”, à qual se junta “o lado alegre da descoberta de uma profissão necessariamente cultural, através da qual se conhece o mundo”. Depois de tantos anos de carreira, António Homem-Cardoso afirma não saber se tem talento para a fotografia. “Sempre achei que a minha profissão não tinha importância nenhuma, mas acredito que tenho feito as coisas certas”. Independentemente da formação, considera que “um bom fotógrafo precisa é de ver. Se tiver uma visão razoável e amor ao mundo, pode sobreviver sem ter de aturar o chefe”, rematou, provocando uma vez mais muitos sorrisos na assistência.
Ao longo da sua vida, muitas foram as figuras públicas que fotografou e com muitas delas estabeleceu laços de grande amizade. Conheceu e fotografou personalidades como o Papa João Paulo II, o príncipe Rainier ou o sultão Oman. É o fotógrafo oficial da Casa Real Portuguesa e, através de D. Duarte, conheceu grande parte dos príncipes e famílias reais de toda a Europa. Foi para a imprensa que começou a trabalhar, principalmente para o Diário Popular e Diário de Notícias, nos anos 60. “Apaixonou-se” por África quando passou a trabalhar para a revista Observador e após o 25 de Abril optou por se dedicar à fotografia publicitária. O sucesso foi tanto que teve “de aumentar o preço das fotografias para poder ter tempo para comer e dormir”. Mais tarde, optou pelos livros e já conta com mais de uma centena de obras publicadas. Mas são sobretudo os retratos que o fascinam. Para ele, “não há retrato sem relação, sem o embate entre as dúvidas de quem retrata e de quem está a ser fotografado. Tive a sorte de ser um homem a quem as mulheres se confessam”, revela, acrescentando convictamente que “o fotógrafo tem de ser alguém em quem se confie”.
Com um grande sentido de humor, que caracterizou toda a sua conversa – ao longo da qual revelou ser também “um óptimo contador de histórias”, como considerou José Raposo – António Homem-Cardoso descreve com facilidade o melhor da fotografia: “dar a possibilidade de viver sem ter um emprego”, à qual se junta “o lado alegre da descoberta de uma profissão necessariamente cultural, através da qual se conhece o mundo”. Depois de tantos anos de carreira, António Homem-Cardoso afirma não saber se tem talento para a fotografia. “Sempre achei que a minha profissão não tinha importância nenhuma, mas acredito que tenho feito as coisas certas”. Independentemente da formação, considera que “um bom fotógrafo precisa é de ver. Se tiver uma visão razoável e amor ao mundo, pode sobreviver sem ter de aturar o chefe”, rematou, provocando uma vez mais muitos sorrisos na assistência.
sábado, 20 de abril de 2013
O último Dia da Freguesia?
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Estreia esta noite a peça "As Alegres Comadres de Windsor"
Estreia esta noite, pelas 21h30, no Centro Cultural do Cartaxo mais uma peça de teatro comunitário.
Trata-se de "As Alegres Comadres de Windsor", um texto de William Shakespeare, com encenação de Frederico Corado, que conta com cerca de meia centena de actores, muitos dos quais com escassa ou nenhuma experiência de palco. Depois da anterior peça, “O Crime de Aldeia Velha”, ter sido “um drama pesado, uma experiência muito forte”, o encenador Frederico Corado resolveu voltar ao registo de comédia. Tal como nos projectos anteriores, também neste há uma orquestra ao vivo, sob a direcção do maestro Nuno Mesquita. Aliás, juntando aos actores, os músicos e técnicos, haverá um total de 80 pessoas envolvidas nesta representação que o encenador espera tenha o mesmo êxito das anteriores, que contaram com casa cheia.
A peça volta a ser levada à cena amanhã, Sábado, também pelas 21h30; no Domingo, pelas 17h00 e na Segunda-feira, às 21h30.
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Mais um a ir a jogo
Começa a ficar desenhado o quadro de candidatos à presidência da Câmara
do Cartaxo. Depois de Pedro Ribeiro, pelo PS e do actual presidente da Câmara, Paulo
Varanda, na qualidade de independente, já se terem feito à estrada, o PSD
anunciou que o seu candidato é Vasco Cunha. Na próxima Quinta-feira será a vez
da CDU assumir que continuará a apostar em Mário Júlio que, ao
que tudo indica, terá voltado atrás na decisão de ficar de fora da corrida.
Pelo meio, ficou a surpreendente decisão dos actuais deputados municipais do
Bloco de Esquerda de não irem a votos, faltando apenas saber se este partido
avança com outra pessoa ou se, pura e simplesmente, não vai a jogo. Finalmente,
para que o quadro fique completo, há que saber se o CDS resolve ou não
apresentar um candidato.
Mas voltando ao princípio, o mais recente desenvolvimento deste
processo foi a divulgação de que o PSD aposta em Vasco Cunha. À
primeira vista, e olhando de fora, não seria a decisão mais esperada. É claro
que se trata do elemento do PSD que tem maior capacidade e experiência política.
Mas, nesta área, não são só as qualidades pessoais e capacidades políticas que
resolvem tudo, o timing é também muito importante. Basta que nos recordemos
que, por exemplo, Mário Soares, em 1991, foi reeleito presidente da República
com 70% dos votos e em 2005 nem sequer chegou aos 15%.
Nesta altura parecia mais lógico que o PSD/Cartaxo apostasse num
independente e não num militante, que ainda por cima é deputado e, por isso,
poderá ser, digamos assim, contaminado pela impopularidade do Governo. Mas,
obviamente, que esta situação terá sido devidamente analisada e a estratégia
deverá ser a de centrar o debate eleitoral nas questões locais, lembrando que o
que está em causa é a eleição de autarcas e não de deputados ou ministros.
Para já, Vasco Cunha começa bem ao evitar um dos principais perigos com
que a sua candidatura se poderia deparar, que seria deixar de lado o anterior
candidato do PSD, o independente Paulo Neves, que poderia vir a apoiar outro
candidato. Vasco Cunha resolveu bem a situação, ao conseguir que o comunicado
em que o PSD dava conta da sua escolha fosse assinado não só pelo presidente da
concelhia, mas também pelo próprio Paulo Neves.
Com esta situação resolvida, resta-lhe agora esperar que a
impopularidade do Governo não roube votos ao PSD e jogar na divisão que se vive
na área socialista para tentar conseguir ser eleito presidente da Câmara. Nas
últimas eleições, o PS teve 5383 votos e o PSD 3309. Se o eleitorado socialista
se dividir ao meio, ou mesmo na proporção 60/40, entre Pedro Ribeiro e Paulo
Varanda, Vasco Cunha tem fortes hipóteses de atingir o seu objectivo. Aliás,
acho que os três têm possibilidades. Se o desafio eleitoral fosse colocado no
totobola eu cá não arriscava: jogava na tripla, porque todas as outras hipóteses
são demasiado arriscadas.
(Opinião, Jorge Eusébio)
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Reunião urgente para falar sobre problemas no Hospital de Santarém
O Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Ricardo Gonçalves, mostra-se alarmado com os "relatos de situações que comprometem seriamente a regular prestação de serviços e cuidados de saúde" do Hospital da cidade e solicitou hoje ao Ministro da Saúde, Paulo Macedo, o agendamento de uma reunião com carácter de urgência. O autarca mostra-se muito preocupado com "o conhecimento, quer através de notícias veiculadas pela comunicação social, quer por contacto directo com a população do Concelho, utentes do Hospital de Santarém, EPE, e ainda por profissionais de saúde desta unidade" de situações como "a ruptura de stocks de medicamentos oncológicos (com suspensão de tratamentos) e ainda de dificuldade na elaboração das escalas de urgência determinando a pré-ruptura deste serviço, carência de médicos e enfermeiros em diversos serviços de cirurgia, consulta ou internamento, com atrasos inadmissíveis na marcação de consultas de especialidade prioritárias".
Transportava mais de 2 mil doses de haxixe
A GNR deteve, ontem, na Raposa (concelho de Almeirim) um homem por tráfico de estupefacientes.
Segundo comunicado daquela força de segurança o detido foi interceptado durante uma operação STOP e após busca à viatura, foi encontrado saco plástico contendo 2150 doses de haxixe, que foram apreendidas, juntamente com a viatura, 3 telemóveis e 45 euros em dinheiro.
Segundo comunicado daquela força de segurança o detido foi interceptado durante uma operação STOP e após busca à viatura, foi encontrado saco plástico contendo 2150 doses de haxixe, que foram apreendidas, juntamente com a viatura, 3 telemóveis e 45 euros em dinheiro.
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