terça-feira, 12 de março de 2013

Partida em grande velocidade

Paulo Varanda conseguiu encher uma sala enorme, na sua apresentação como candidato independente à Câmara do Cartaxo. Estava sob pressão, depois de Pedro Ribeiro ter contado com casa cheia.
E a verdade é que conseguiu superar as expectativas e mostrar que é um erro pensarem que, por não ter uma máquina e uma sigla partidária por trás, é uma carta fora do baralho nas próximas autárquicas. Pelo facto de ser presidente da Câmara tem contactos diários com a população, fazendo questão de marcar presença em quase todo o tipo de eventos. Tem, no terreno, a maioria dos presidentes de Junta, a mobilizar o eleitorado. E pode jogar com argumento de que não foi ele a criar o grosso da dívida da Câmara, mas que está a trabalhar para tentar resolver a situação. E podem estar a reverter a seu favor as muitas críticas que a oposição e o partido pelo qual foi eleito lhe têm feito. Uma parte da população pode achar que são ataques injustos e que não se justificam.
É verdade que já vi um candidato da oposição fazer uma apresentação com 500 pessoas, num concelho com 3 mil e tal ou, no máximo, 4 mil eleitores e acabar por perder as eleições. Também sei que o tira-teimas só tem lugar em Outubro. E que, até lá, ainda há muito jogo para jogar. Sei tudo isso, mas a verdade é que Paulo Varanda arrancou em grande velocidade e é um dos candidatos sérios à vitória final.

(Opinião, Jorge Eusébio)

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segunda-feira, 11 de março de 2013

Escola Rui Silva em 6º lugar

A equipa feminina da Escola de Atletismo Rui Silva participou no Campeonato Nacional de Corta-Mato Longo, em Torres Vedras, prova organizada pela Federação Portuguesa de Atletismo e disputada no Domingo. As atletas tiveram uma boa participação e obtiveram um excelente resultado colectivo, conquistando o 6ºlugar por equipas, a nível nacional, no escalão de seniores femininos.
 A equipa foi constituída pelas atletas: Carla Ribeiro (38m47s), Suzy Silva (39m09s), Rita Ribeiro (39m58s) e Alexandra Portela (41m08s).  A competição foi ganha por Dulce Félix do Maratona CP, que se
sagrou campeã nacional de Corta Mato Longo pelo quarto ano consecutivo. Colectivamente venceu a equipa do Maratona CP, seguida na segunda posição pela equipa do Sporting CP.
Destaque também para a Atleta Júnior da EARS Madalena Correia, que competiu na prova do seu escalão e obteve o excelente tempo de 28m12s.


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domingo, 10 de março de 2013

"A força está no povo"

No final da sua apresentação pública como candidato independente, Paulo Varanda, confessava, em declarações à Rádio Cartaxo, ter ficado emocionado com o apoio recebido.
Assumiu estar a trabalhar para uma vitória que, a acontecer, "será a favor dos cartaxeiros, do Cartaxo, das soluções para os problemas do concelho" e não contra os seus adversários políticos. O que interessa é ter "disponibilidade para servir, para trabalhar pelo concelho, sem  guerras, guerrinhas, sem aquelas tretas que cansam as pessoas".
Apesar do processo de escolha do candidato pelo PS ter resultado numa "mágoa" que lhe ficará marcada para o resto da vida, garante que nunca agiu ou irá agir em função de sentimentos como "ódio, raiva ou rancor" e que tem tendência a "ignorar" quem tem tal tipo de atitude. Instado a comentar a mais do que previsível retirada de confiança política por parte do secretariado do PS/Cartaxo, que deverá ocorrer esta Segunda-feira, diz que isso não o irá afectar. Até porque "já me retiraram a confiança política há muito tempo, só que não me disseram". De qualquer forma, garante, "aqui é que está a força, no povo, e não nesse tipo de dinâmica aparelhística".
Caso seja eleito, Paulo Varanda garante que a gestão do estacionamento continuará a pertencer à Câmara, apesar do resultado do referendo feito sobre essa questão apenas ser válido para este mandato. Quanto à questão das águas, vai haver da parte da autarquia, agora que há uma comissão de acompanhamento, "um olhar muito exigente para o cumprimento" por parte da concessionária, das suas obrigações.


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"Há por aí muita amnésia oportunista"

 Foi numa sala completamente lotada, perante cerca de 900 pessoas, que Paulo Varanda se apresentou como candidato independente à presidência da Câmara do Cartaxo.
Ao subir ao palco, o actual nº1 da autarquia foi claro ao dizer ao que ia: "quero continuar a ser presidente da Câmara do Cartaxo". Isto, apesar de ter recebido "uma herança pesada e difícil" que o fez, "durante mais de um ano, a andar de reunião em reunião, atrás de soluções para gerir problemas e mais problemas que me caíram no colo". Durante esse período, critica, "os construtores de soluções mágicas, aqueles que apresentam soluções só depois dos problemas estarem resolvidos, desapareceram de cena". Os mesmos que, atacados por "uma amnésia oportunista", tentam fazer passar para cima de si "todas as responsabilidades" e que gostam de jogar mais problemas para cima daqueles que já existem e que não são poucos. É gente "ansiosa de protagonismo, com a lucidez perturbada pela proximidade de um julgamento eleitoral". No entanto, esse  julgamento "começou hoje" e, olhando à volta e vendo tanta gente, concluiu que "deste movimento só pode resultar a vitória para o nosso concelho".
Se for eleito, assume que não vai poder fazer grande obras, pois os tempos de crise obrigam a um enorme rigor e contenção, mas isso não o leva a ter um discurso "de lamúria e desalento". Vai investir o "estritamente necessário na reparação e conservação do património e infraestruturas municipais" e promete continuar a "cumprir escrupulosamente os protocolos com as freguesias" e a colocar cada vez mais os equipamentos culturais ao dispor das colectividades. Apesar dos tempos de vacas magras que vivemos, acredita ser possível avançar com "um ciclo de investimento social, dinamizando novas formas de apoio às famílias, sobretudo, as mais desfavorecidas", os idosos e os jovens.
Também irá trabalhar no sentido de fazer com que o Cartaxo "abra novos horizontes de progresso". Para isso, vai ser necessário apostar em "novos sectores de actividades, subaproveitados no nossos concelho, apoiando mais a realização de iniciativas de ajuda e apoio aos empresários para divulgação de novos modelos e oportunidades de negócio".

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sábado, 9 de março de 2013

Uma campanha dura e agressiva


Paulo Varanda é o segundo a apresentar (este Domingo) publicamente a sua candidatura à presidência da Câmara do Cartaxo, depois de Pedro Ribeiro já ter feito o mesmo. O arranque do candidato socialista correu bem, teve muita gente a apoiá-lo, o que faz aumentar a pressão sobre os outros, a começar por Paulo Varanda. A curto prazo, também o PSD deve decidir quem quer que o represente nas eleições e a CDU e o Bloco não deverão tardar muito mais a dizerem quem são os seus candidatos. A partir daí faltará apenas saber se o CDS vai igualmente jogar neste campeonato ou se prefere não avançar com uma candidatura à presidência da autarquia. Uma coisa é certa, apesar da Câmara do Cartaxo estar numa situação económica e financeira muito complicada, candidatos não irão faltar.

Em face dessa realidade há quem diga que é louco ou muito corajoso quem quer ser presidente da autarquia. Não comungo dessa opinião. É certo que não vai haver dinheiro para fazer quase nada nos anos mais próximos, mas a verdade é que toda a gente sabe disso e não vai exigir nada ao próximo que se sentar no cadeirão presidencial. Terá, portanto, aí uns dois anos tranquilos, sem as associações ou juntas a pedirem dinheiro e com a população sem reivindicar obra, pois sabe que não há meios financeiros para isso. Como é dos livros, se o futuro presidente for outro que não Paulo Varanda, não vai perder a oportunidade de dramatizar, garantindo que as coisas ainda estão piores do que se pensava e atirar a responsabilidade para cima dos seus antecessores.

E assim irá passar-se, de forma relativamente tranquila, a primeira metade do mandato. Basta ter algum cuidado com os espaços públicos e ir tapando os buracos maiores nas ruas e caminhos para as pessoas ficarem com a ideia de que se está a fazer o que é possível. Ao mesmo tempo, há que ir cuidando da imagem, ir aparecendo em todas as festas e eventos públicos, em contacto com o povo, pois, não tenhamos ilusões, a campanha eleitoral seguinte tem início a partir do momento em que os resultados destas eleições ficam contados. Na segunda metade do próximo mandato, muito mal estaremos todos nós se a situação do país não for bem melhor do que é actualmente. E, portanto, já deverá ser possível arranjar algum dinheiro para se ir fazendo uma obra ou outra, uma oportunidade que não deverá ser desperdiçada. 

Se este guião for seguido, de certeza que quem ganhar estas eleições no Cartaxo, chegará às próximas com possibilidades muito fortes de também as limpar e com relativa facilidade.
Mas isto são divagações. Para já, a realidade é que vamos ter por aí a campanha mais dura e agressiva de há muitos anos a esta parte no Cartaxo. E espera-se que seja dura e agressiva apenas no domínio da retórica política. 

(Opinião, Jorge Eusébio)

Escola Secundária do Cartaxo em Movimento

Tem lugar, entre Segunda e Sexta-feira (dias 11 a 15), mais uma edição da “Escola em Movimento”, que integra um conjunto muito diversificado de iniciativas envolvendo alunos e professores da Escola Secundária do Cartaxo.
Ao longo destes dias vão decorrer palestras de cientistas, das associações Abraço, Amnistia Internacional e Eco_Cartaxo, um Almoço Medieval, Casting de Talentos, Feiras dos Minerais (aberta ao público) e do Ambiente, Quizzs, torneios, desfile de moda em parceria com o Lar de S. João, dramatizações e Laboratórios Abertos.
As actividades, cujos temas se integram nos âmbitos Desportivo, Cultural, Técnico e, naturalmente, Escolar, decorrerão em diversos espaços, nomeadamente, no Auditório Municipal, em contexto de Sala de Aula, em Laboratórios, na Biblioteca Escolar, no Ginásio e nas Piscinas Municipais e culminarão num Sarau de comemoração do Dia do Agrupamento, que decorrerá no Centro Cultural do Cartaxo, na Sexta-feira.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Três detidos pela PSP

A PSP deteve ontem um homem de 27 anos de idade por, segundo nota daquela força de segurança, ao ser submetido ao teste de álcool no sangue, ter acusado uma taxa de 2,13 gramas por litro. Em Santarém, a PSP procedeu à detenção de dois homens, de 43 anos e 63 anos de idade. O primeiro por, ao ser submetido ao teste de álcool no sangue, ter acusado uma taxa de 2,18 gramas por litro e o segundo, alega a PSP, por desobediência, opondo-se a efetuar o teste quantitativo de álcool no sangue, após ter acusado, no teste qualitativo, uma taxa de 2,14 gramas por litro.

Muitas actividades na Escola Secundária do Cartaxo


quinta-feira, 7 de março de 2013

Quarentões já trabalham para as Festas em Honra de Nossa Senhora do Desterro

Embora a data da sua realização ainda venha longe, as Festas em Honra de Nossa Senhora do Desterro, de Pontével, já começam a ‘mexer’. Ou seja, a comissão de Quarentões está a levar a cabo um conjunto de iniciativas que visam a angariação de fundos para a realização das célebres festas, que levam, todos os anos, multidões de pessoas a Pontével.
Com esse objectivo, foi realizado um Festival do Bacalhau, na Casa do Povo de Pontével. Quem por lá passou teve oportunidade de provar o fiel amigo cozinhado de todas as formas e feitios. E, pelos vistos,  quem provou, aprovou. Depois de experimentar uma Feijoada de Bacalhau, um dos comensais garantia que “estava espectacular”. Ao lado, um  colega optou por Bacalhau à Bráz e Empadão de Bacalhau e também não deixava margem para dúvidas: “muito bom, muito bom”. “Bacalhau Assado no Forno” e “Bacalhau com Broa” eram algumas das muitas outras opções colocadas à disposição da ‘clientela’. O problema mesmo era escolher.
Um dos Quarentões deste ano é Jorge Mendão, que fez um balanço muito positivo desta iniciativa, que “correu muito bem, dentro das expectativas, as pessoas aderiram e queremos que fiquem agradadas com o nosso trabalho”. Um trabalho que tem o apoio de gente que não pertence à comissão, mas que faz questão de ajudar, e de empresas da freguesia e do concelho, neste caso, sobretudo, restaurantes.
Os Quarentões deste ano são 26 e seguem uma tradição já bastante antiga de assumirem a organização de festa no ano em que celebram 40 primaveras. O trabalho dura praticamente um ano inteiro. Começou aquando do fecho das festas do ano passado, em Setembro. A ocasião foi, desde logo, aproveitada pela equipa para se dar a conhecer. Para isso construiu um carro e participou no evento mais espectacular e típico das festividades, as corridas de carros de rolamentos. Tratava-se de uma viatura que transportava uma bateria, o que indiciava já estarem preparados para dar música a todos os que se queiram deslocar a Pontével na próxima edição das Festas em Honra de Nossa Senhora do Desterro. No ano passado, apesar da forte crise económica que é sentida no bolso de todos, houve uma enorme afluência de público. Toda a gente se divertiu, houve música e comida para todos os gostos, a comissão arranjou dinheiro para pagar tudo e ainda sobrou algum dinheiro.
Este ano, os ‘novos’ Quarentões esperam que o mesmo cenário e resultado  aconteçam e, pelo menos, estão a trabalhar a sério para que isso aconteça.


(Jornal O Povo do Cartaxo)

quarta-feira, 6 de março de 2013

Temporal de Fevereiro ainda tem efeitos na vida de um casal da Lapa

O temporal que assolou o país no dia 19 de Fevereiro ainda causa problemas graves na vida de Diogo do Nascimento e da sua esposa, habitantes na Lapa. A habitação em que viviam ficou praticamente destruída, o que fez com que tivessem de recorrer à boa vontade de um amigo para terem um tecto.
Acontece que, queixa-se Diogo do Nascimento, essa é uma situação que não pode continuar por muito mais tempo. Desde logo, porque o proprietário do imóvel cedeu-o provisoriamente, mas vai precisar dele e, por outro, porque, a casa - uma antiga barbearia - “não tem condições para nela vivermos”. Trata-se de um espaço de apenas uma sala, que “não tem luz, nem água e, muito menos, casa-de banho, temos de ir buscar água a outros sítios para nos lavarmos”.

(Reportagem completa para ler nesta edição do jornal O Povo do Cartaxo. Assine o jornal aqui e passe a recebê-lo em casa)

terça-feira, 5 de março de 2013

Pedro Ribeiro assume todo o legado do PS no Cartaxo

 Mais um excerto da entrevista do líder da JS, Vasco Casimiro, à Rádio Cartaxo e ao jornal O Povo do Cartaxo, que pode assinar aqui e passar a receber em sua casa.

Pedro Ribeiro, na sua apresentação, parecia o candidato de um partido da oposição. Não é algo estranho que isso aconteça?
Não é estranho. Se tivermos memória, desde 2010, desde que Pedro Ribeiro é presidente do partido, tem vindo a tomar posição sobre matérias relevantes para o concelho. Estou a referir-me ao caso das águas e da eventual concessão a privados do estacionamento público na cidade. Tudo o que ali foi dito é a constatação da realidade.

Mas a oposição acusa-o de também ser responsável por muitos dos problemas existentes no concelho, uma vez que foi vice-presidente durante vários anos.
O Pedro Ribeiro teve oportunidade de assumir todo o legado e todo o passado do PS e a humildade democrática de assumir que nem tudo correu bem. Mas também gostaria de recordar que Pedro Ribeiro, em 2007, teve a coragem de verificar que o processo de condução do concelho não seria o mais correcto, poderia conduzir ao descalabro financeiro que hoje se verifica e por isso votou contra o Orçamento da Câmara, o que fez com que perdesse a confiança política de Paulo Caldas, que perdesse os seus pelouros e que, em 2008, saísse da Câmara.

O milagre de Bento XVI

Daqui a uns anos, o Papa Bento XVI vai ser elevado à categoria de santo. Muito justamente. E o melhor de tudo é que a razão para isso tem a ver com Portugal. Na sua visita ao nosso país, Bento XVI conseguiu levar 280 mil pessoas ao Terreiro do Paço. Ora, como assegura o Público o Terreiro do Paço não leva mais de 180 mil pessoas. Logo, foi milagre. E quem faz milagres são os santos.

(Opinião, Jorge Eusébio)

segunda-feira, 4 de março de 2013

Os toureiros têm de arriscar mais

Nas lides tauromáquicas "fazem falta figuras que atraiam o público". A frase do comentador Vasco Lucas reflecte, de alguma forma, a opinião dos participantes no colóquio sobre o espectáculo tauromáquico, iniciativa promovida pela associação Gentes do Cartaxo, integrada nas comemorações do seu 6º aniversário. Um dos intervenientes, Manuel Jorge de Oliveira, assumiu que os toureiros "têm de assumir riscos, têm de encarar o touro de frente" e, dessa forma, dar emoção a um espectáculo que tem muitos aficionados, mas também um grande número de críticos. E uma parte da conversa teve como objectivo tentar desfazer a ideia de que quem gosta de touradas, não gosta de animais. Vasco Lucas e o ganadeiro Pedro Canas garantem haver um grande "respeito" pelo touro bravo, que "tem quatro anos de vida regalada, estamos ali a criar um atleta e, em contrapartida, apenas tem de dar 15 minutos de luta".

Não receio que o PS perca a Câmara

O presidente da Juventude Socialista (JS) do Cartaxo, Vasco Casimiro, é o entrevistado da quinzena da Rádio Cartaxo e do Jornal O Povo do Cartaxo.
 
O processo de escolha do candidato do PS à presidência da Câmara teve episódios pouco recomendáveis. Foi culpa de apenas um dos protagonistas?
Um processo quando envolve escolhas de pessoas é sempre delicado. Mas julgo que foi bem liderado pela Maria Manuel Simão, que é a presidente da Mesa da Comissão Política Concelhia. O processo foi escrutinado pelos órgãos jurisdicionais, a nível regional, que salientaram não ter havido qualquer tipo de problema. Foi um processo muito transparente e claro.

Não seria normal que o PS candidatasse o seu presidente de Câmara?
Referi há uns quatro meses que era natural que Paulo Varanda tivesse expectativas de vir a ser candidato a presidente pelo PS.  Mas os estatutos do partido são claros e houve directas, não só aqui como em diversos outros concelhos, em que se apresentaram vários candidatos.

Não receia que desta divisão resulte a perda da Câmara por parte do PS?   
Sinceramente, não tenho esse receio. A demonstração de apoio popular a Pedro Ribeiro  no dia 17 deixou-me emocionado e entusiasmado. Esta candidatura está centrada na discussão das ideias e dos projectos e não está preocupada  com o que as outras candidaturas possam fazer.

sábado, 2 de março de 2013

Procissão dos Passos de 2012

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Recordando a procissão do Senhor Jesus dos Passos do Cartaxo do ano passado. Amanhã tem lugar a edição deste ano.

Mapa Judiciário rouba quase todas as competências ao Tribunal do Cartaxo

Depois de, ainda recentemente, ter sido alvo de um investimento de mais de 2,6 milhões de euros, o Tribunal do Cartaxo pode ser praticamente desactivado, se avançar o mapa judiciário previsto pelo Governo. O alerta foi feito pelo advogado Carlos Florentino, no decorrer de um debate promovido, esta Sexta-feira, pelo CDS do Cartaxo. Actualmente, o tribunal conta com 5 juízes, outros tantos magistrados e 30 funcionários. Com a implementação do mapa judiciário passará a ter apenas um juiz, 2 ou 3 magistrados e 7 funcionários. Mais grave do que isso, os cartaxeiros que tenham de recorrer à justiça para resolver problemas relacionados com dívidas, vão ter de se deslocar a Tomar. Para outro tipo de assuntos, passarão a ir ao Tribunal de Santarém e, ainda, para outros, ao do Entroncamento.
O mesmo deverá acontecer com o Tribunal de Abrantes, que também perde boa parte das suas valências, disse o seu colega António Velez, que classificou este projecto como "uma perfeita enormidade". Ambos concordam que não é desta forma que se resolvem os problemas da justiça, nomeadamente, ao nível da celeridade. E são os cidadãos que mais perdem, pois têm de fazer longas viagens e gastar nelas muito mais tempo e dinheiro.
Outro dos intervenientes foi o antigo bastonário da Ordem dos Advogados Rogério Alves, que manifestou uma concordância de princípio com a ideia que está subjacente a esta reforma, mas não com a proposta concreta. Na sua opinião, antes de se dar este passo, deviam ser feitas alterações a outro nível. Qualificou, por exemplo, a lei processual que temos como "ridícula" e disse haver demasiada obrigatoriedade de deslocações das pessoas aos tribunais, muitas vezes apenas para dizerem que não sabem nada do assunto que está a ser julgado.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Edição 866 do jornal O Povo do Cartaxo


O fim da 'coligação' no Cartaxo

A reunião desta Quinta-feira da Assembleia Municipal do Cartaxo teve duas consequências essenciais. Desde logo, a aprovação do novo tarifário das águas, que havia sido chumbado em sessão anterior. Foi uma aprovação tirada a ferros, que contou com vários episódios, entre os quais a apresentação de um comunicado e de uma moção da direcção do Partido Socialista, na prática, a censurar uma decisão da maioria por si eleita na Câmara. Também foi notada a ausência na discussão e votação deste ponto de alguns eleitos do PS, nomeadamente dos presidentes das juntas de freguesia de Pontével e Vila Chã de Ourique, que, provavelmente, não terão querido envolver-se nesta guerra.

Essas ausências levaram a que fosse essencial para a aprovação do novo tarifário a abstenção de um elemento do PSD, o presidente da Junta de Freguesia da Ereira, o que muito irritou os eleitos do Bloco de Esquerda, que fazem da oposição à concessão das águas e a quem a apoia uma das suas bandeiras principais.
E daqui resultou a outra consequência essencial desta sessão: o rompimento da espécie de coligação ou de pacto de não agressão que sempre pareceu ter existido entre os diversos partidos da oposição, sobretudo, entre o PSD e o Bloco de Esquerda. Julgo que para aí em 90 por cento dos casos os eleitos dos partidos da oposição terão votado em sintonia. E, mesmo quando não o fizeram e era visível que tinham opiniões diferentes sobre a matéria em causa, nunca se ouviram críticas fortes entre eles.

Ontem, a discussão acabou por ser feia, o que indicia que o relacionamento entre estes dois partidos nunca mais voltará a ser o que era. Até porque, se até agora o seu adversário político nº1 era o presidente da Câmara, parece que isso continua a ser verdade para o Bloco de Esquerda mas não para o PSD que já virou a agulha para o ataque a Pedro Ribeiro, o presidente e candidato do Partido Socialista à presidência da Câmara.
Curiosamente, e pelo menos para já, Pedro Ribeiro e o grupo que o apoia elege como principal alvo, não o PSD nem qualquer outro partido da oposição, mas sim Paulo Varanda, o homem que eleito na lista do PS, está à frente da Câmara. Enfim, está confusa a política cartaxeira.

(Opinião, Jorge Eusébio)

Novo tarifário das águas do Cartaxo foi aprovado

A Assembleia Municipal do Cartaxo aprovou, ontem à noite, o novo tarifário das águas. Esta aprovação foi conseguida graças ao voto de qualidade do presidente da Mesa, Fernando Santos, uma vez que a votação terminou empatada (12 a favor, 12 contra e 1 abstenção). Como se pode constatar pelos números, também fundamental para este desfecho foi a abstenção assumida por um elemento da bancada do PSD, o presidente da Junta de Freguesia da Ereira, João Mota. Uma atitude que provocou críticas fortes por parte dos eleitos do Bloco de Esquerda, o partido que mais argumentos lançou para o chumbo da proposta. O líder da bancada social-democrata, Vasco Cunha, defendeu João Mota, que, pelo facto de ali estar na condição de presidente de uma junta de freguesia tem, na sua opinião, autonomia para votar da forma que entender.
O Bloco de Esquerda também viu rejeitada uma proposta de renegociação da concessão com a Cartagua. Os dois eleitos daquele partido assumem que o seu objectivo final é que as águas voltem a ser geridas pela Câmara, mas enquanto que isso não acontece, querem tentar minorar os efeitos que dizem ser nefastos para os bolsos dos cartaxeiros. Argumentos que não convenceram os restantes partidos da oposição, tendo a moção obtido o apoio apenas dos elementos que a apresentaram.
Outro dos 'casos' desta sessão foi a apresentação de uma moção por parte do PS, de crítica a uma tomada de decisão do executivo da Câmara. Este documento, assumido pela concelhia socialista e tornado público poucos minutos antes de começar a sessão da Assembleia Municipal, propunha que o representante da autarquia na Comissão de Acompanhamento da gestão das águas fosse um quadro superior da Câmara, escolhido por consenso entre todos os partidos. Recorde-se que a Câmara escolheu para o efeito uma funcionária da empresa municipal RUMO 2020.
Esta moção, numa primeira fase, acabou por não ser considerada nem colocada à discussão e a votos por uma questão processual. É que, como não constava da ordem de trabalhos, teria a sua integração ser posta à consideração dos membros da assembleia no início da sessão, o que não aconteceu. Uma questão que foi levantada por Vasco Cunha quando o presidente da Mesa pretendeu, então, apresentá-la. No entanto, o documento acabou por ser assumido por um elemento do PS, Marco Lavrador, que o apresentou como uma moção sua. Uma moção que acabou por ser arrasada pelo PSD, que aproveitou a oportunidade para dizer existirem no concelho dois PS's, sendo um deles clandestino.