Excerto da entrevista de Ana Paula Inglês, presidente da concelhia do CDS/Cartaxo, ao jornal O Povo do Cartaxo e à Rádio Cartaxo.
Caso haja a possibilidade de coligação, o vosso parceiro preferencial será o PSD?
Naturalmente que, por razões até históricas e de proximidade, seria o PSD, mas, neste momento, isso não se vislumbra, face ao comunicado que foi lançado pelo PSD que diz que não se coliga com quaisquer outras forças e que vai avançar com um candidato único do seu próprio partido. Estamos, à partida, se nada for alterado, completamente desvinculados da possibilidade de uma coligação com o PSD. Relativamente a candidatos independentes, acredito que seja possível não a coligação, mas avançarmos também com candidatos independentes. Se me quer questionar sobre o candidato independente que entretanto se apresentou a estas eleições autárquicas, isso é uma coisa que, à partida, até pelo seu comunicado, está posto de parte, diz que é um candidato independente sem o apoio de quaisquer forças partidárias.
A entrevista completa pode ser lida na edição do jornal O Povo do Cartaxo que está nas bancas. Assine já aqui o jornal O Povo do Cartaxo e receba-o comodamente em sua casa.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Há tardes desgraçadas
Ontem, passei a tarde inteira fora da redacção. Sem acesso a um computador e à internet. Foram aí umas seis horas sem conseguir ir ver as caixas de correio electrónico. Sem poder mandar umas bocas no Facebook. Sem ter hipótese de verificar a cada 5 minutos o número de visitas dos meus blogs. Sem andar a navegar à procura de formas de conseguir dinheiro na net, como esta, de que me tornei quase fanático há umas duas semanas.
Foi uma tarde terrível, imensa, enervante, irritante, desesperante. Sobrevivi, mas não desejo esta tortura ao pior dos meus inimigos.
(Opinião, Jorge Eusébio)
Foi uma tarde terrível, imensa, enervante, irritante, desesperante. Sobrevivi, mas não desejo esta tortura ao pior dos meus inimigos.
(Opinião, Jorge Eusébio)
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Bloco quer voltar a discutir a concessão das águas
Os eleitos pelo Bloco de
Esquerda na Assembleia Municipal do Cartaxo querem que a questão das águas volte a ser discutida na Assembleia Municipal. Aqueles autarcas pediram que o assunto seja incluido na próxima sessão ordinária daquele órgão, para que os seus eleitos possam tomar posição sobre "a não existência de uma Comissão de Acompanhamento
da Concessão e deliberem sobre o início da renegociação do Contrato de Concessão". Em comunicado, Pedro Mendonça e Odete Cosme assumem que o seu objectivo "é, como sempre foi, a municipalização da
água, um bem colectivo, que sempre deu lucro e cuja negociata para privatização por 30 anos tem desde o início
produzido péssimos efeitos sobre o Cartaxo".
Estes autarcas dizem que o comportamento da concessionária, a Cartagua, "tem-se pautado também pelo desrespeito para
com a regras democráticas, não indo às Assembleias prestar qualquer tipo de
esclarecimento, mas reunindo à porta fechada com a Câmara, com os Presidentes
das Juntas de Freguesia e com os deputados na Assembleia Municipal eleitos pelo P.S.", situação que, revelam, terá acontecido ontem, "ao início da noite nas instalações municipais da Quinta
das Pratas".
Os eleitos do Bloco de Esquerda manifestam repúdio por "mais este comportamento opaco de Paulo
Varanda na condução do relacionamento da Autarquia com a Cartágua, baseado na
inexistência de uma Comissão de Acompanhamento e em reuniões à porta fechada".
A Cartagua deverá, muito proximamente, tomar posição sobre este comunicado do Bloco de Esquerda.
Colectivo Morcego actua em Santarém
A banda Colectivo Morcego actua, esta Sexta-feira, no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém. O espectáculo inicia-se às 21H30.
Trata-se de um grupo português de sopros e percussão, dirigido por Nuno Mesquita e Pedro Heitor, que é inspirado
pelas grandes paradas de Nova Orleães, as second line parades, sendo essa a principal proveniência dos temas
que executam.
O
seu repertório passa muito por esses temas tradicionais do Mardi Gras mas
tem presente também temas já clássicos das brass bands contemporâneas
de Nova Orleães, temas de influência latina, assim como alguns
clássicos de bandas sonoras bem conhecidas de todos, sempre com o groove
emprestado por uma secção rítmica bem presente que nos põe a dançar
logo no primeiro compasso.
Com
a mobilidade que resulta da sua formação, com instrumentos de sopro
e percussão ao melhor estilo das brass bands do início do século XX
e que ainda são tão representativas de Nova Orleães, o Colectivo Morcego, tanto proporciona concertos em palco que fazem dançar como grandes
momentos de diversão pelas ruas, como inclusive pela noite dentro,
ao melhor estilo dos Morcegos.
Nunca mais acorda
Peço desculpa por incomodá-lo, sr. presidente. Mas só precisava de fazer-lhe uma perguntinha e pode voltar, de imediato, para o seu sossego. Está a ver o Governo do sr. Coelho? Aquele que está a fazer o contrário do que prometeu. O que contribuiu para a falência de milhares de empresas. O que levou ao desemprego de cerca de milhão e meio de pessoas, à maioria das quais não paga subsídio de Desemprego. O tal Governo que só se preocupa com a banca e cujos ministros já praticamente não conseguem sair à rua. Está a ver de quem estou a falar? Pronto, o que gostava de saber é se um Governo destes ainda tem condições e legitimidade para governar. Era só isso que queria saber, sr. presidente... está a ouvir-me, sr. presidente? Gaita, adormeceu outra vez.
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Procissão do Senhor dos Passos em preparação
Vão decorrer, nos próximos dias 2, 3, 29 e 30 de Março as solenidades do Senhor dos Passos. Esta é uma tradição secular do Cartaxo, que foi recuperada, há oito anos, pela Irmandade do Senhor Jesus dos Passos do Cartaxo. O seu juiz, Paulo Rodrigues, explica os momentos - quatro, no total - em que as cerimónias se dividem. O primeiro tem lugar no dia 2 (Sábado) e consiste na “transladação da imagem de Nossa Senhora da Soledade da igreja para a Casa de S. João Baptista, onde fica a ser preparada durante a noite”. No Domingo (dia 3), há o segundo momento, o de maior visibilidade e participação, que é a Procissão do Senhor Jesus dos Passos. Trata-se de uma Via Sacra, no decorrer da qual se evocam os 14 Passos de Cristo, com outras tantas paragens e leituras pelo percurso, as quais se pretende que sejam adaptadas aos tempos actuais, às dificuldades que as pessoas atravessam.
A preparação da procissão, diz Paulo Rodrigues, envolve cerca de 150 pessoas, mas para o seu sucesso muito contribuem também as 14 famílias que preparam o cenário de cada um dos Passos, onde o cortejo se detém.
TEXTO INTEGRAL NESTA EDIÇÃO DO JORNAL O POVO DO CARTAXO, QUE PODE ASSINAR AQUI.
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Jornal digital 'A Região e as suas Gentes'
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
CDS 'espreita' candidatura autárquica ao Cartaxo
É vossa intenção participar nas eleições autárquicas?
Temos indicações, quer da direcção nacional, quer da direcção distrital para estarmos presentes no próximo acto eleitoral. É nisso que estamos a trabalhar, não nos podemos vincular neste momento, estaremos, naturalmente, no terreno. Estamos a organizar e a preparar alguns debates no sentido, não só de estarmos presentes, mas acima de tudo de haver um esclarecimento transversal à sociedade civil do Cartaxo. Posso desde já informar que, no próximo dia 1 de Março, iremos começar com um debate que será sobre um tema que acho que as pessoas ainda não realizaram muito da importância do mesmo, que é a alteração do mapa judiciário e a influência que isso vai ter no distrito, mas, acima de tudo, no próprio concelho do Cartaxo e na comarca. Iremos convidar todos os partidos políticos, iremos transmitir a toda a população, naturalmente, é a eles que se dirigem estes debates informativos. Teremos como oradores o Dr. Rogério Alves, o Dr. António Velez e o Dr. Carlos Florentino. Teremos também a presença de um magistrado e de um aluno de direito com as duas vertentes dessa temática.
A nível local, e em concreto, dê-me dois ou três exemplos do que vão defender para o Cartaxo?
Em termos concretos, acho que posso fazer aqui um paralelismo do que tem sido a política dos últimos anos no Cartaxo ou, pelo menos, dos últimos executivos. Tem sido feita uma política muito populista, virada para grandes obras que pouco acrescentam de bom às populações. A grande obra de alteração, a da união dos jardins, não foi virada para os munícipes do Cartaxo, foi uma política que quis mostrar grandiosidade e que só veio trazer grandes problemas e não só os dos custos financeiros da obra, foi um problema de estrangulamento do próprio Cartaxo. É difícil para quem não conhece a cidade entrar nela, chegar ao centro é complicadíssimo, depois quando se consegue encontrar o caminho, temos umas estradas péssimas. A beleza estética só está virada nos Paços do Concelho e naquela obra, tudo o resto está muito degradado. Essa mesma obra inviabilizou um crescimento, acho que ficamos aqui acantonados.
Não vá mais longe. Assine já aqui o jornal O Povo do Cartaxo e receba-o comodamente em sua casa.
Mantém-se o impasse no Sport Lisboa e Cartaxo
Continua o impasse directivo no Sport Lisboa e Cartaxo. Da assembleia geral ocorrida esta noite não saiu fumo branco. Apareceu um grupo, de que fazem parte, entre outros associados, José Arruda e Luís Salgueiro, interessado em constituir listas para os corpos sociais, mas os elementos que o compõem entendem que só faz sentido que isso aconteça mais perto do final da época desportiva, de forma a que a actual comissão administrativa se responsabilize pela actual e os novos dirigentes comecem a trabalhar para garantir os meios para a próxima. Em face desta situação, e da disposição da maioria dos elementos da comissão administrativa em cessar funções o mais rapidamente possível, deverá ter lugar uma nova assembleia geral entre os dias 18 e 25 de Março.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Ofender, sim, mas com nível
Isto ser intelectual é outra coisa. Mesmo quando querem ser populares e falar como o povo, acabam por não resistir e sair-se com um tirada um pouco mais sofisticada. Foi o caso de Francisco José Viegas, que quis mostrar que, apesar de ser uma pessoa fina e de bons modos, quando lhe chega a mostarda ao nariz, também é capaz de falar como um trolha. E lá soltou a já famosa frase "vão tomar no cu", quando toda a gente sabe que, em bom e correcto português, se deve dizer "vão levar no cu". Provavelmente, trata-se de uma elegante figura de estilo, a que, na sua condição de escritor, não conseguiu resistir. Felizmente que o povo português é culto e soube discernir a ideia que estava na mente do ex-secretário de Estado. E, de uma forma geral, aplaudiu-a freneticamente. A partir de agora, Francisco José Viegas está desculpado de ter feito parte deste Governo.
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
domingo, 17 de fevereiro de 2013
"Vamos ter de fazer omeletes sem ovos"
Caso seja
eleito presidente da Câmara, uma das primeiras prioridades de Pedro
Ribeiro será rever as condições da concessão da distribuição da água no
concelho. O candidato do PS querer sentar-se à mesa com os responsáveis
da Cartagua para "encontrarmos soluções que salvaguardem os interesses
das populações, que protejam, particularmente, a população mais
carenciada e as instituições sociais, culturais e desportivas da nossa terra".
Não vá mais longe. Assine já aqui o jornal O Povo do Cartaxo e receba-o comodamente em sua casa.
Outra
das suas prioridades é "acabar com o desmazelo, voltar a ter uma terra
limpa e cuidada". Assume que não vai haver dinheiro para grandes
projectos, pelo que o tempo vai ser da "pequena-grande obra, de melhorar
a limpeza urbana, cuidar da manutenção e conservação dos jardins e dos
espaços de lazer". No menu que levou para a apresentação pública da sua candidatura, consta, igualmente, a revisão do Plano Director Municipal
(PDM), "que se arrasta há largos e largos anos". Um atraso que já teve
consequência negativas irreversíveis, uma vez que "muitas famílias que
tinham capacidade de investir na sua habitação, perderam, entretanto,
essa oportunidade", uma vez que, actualmente, é muito difícil aceder ao
crédito bancário e, quando isso é possível, o seu custo é
extraordinariamente elevado.
Naturalmente que a situação
financeira da Câmara não podia ficar esquecida. Pedro Ribeiro quer
"arrumar aquela casa", o que passa pela reorganização dos serviços, uma
vez que, nesta altura, há quase "mais generais do que soldados". Isso
passa, igualmente, por analisar e reduzir substancialmente as prestações
externas de serviços, passando-se a apostar, essencialmente, na 'prata da casa'.
Tudo isto para fazer com que seja possível gerir a autarquia ao longo
dos próximos anos, que vão ser de grande penúria, vai quase ser necessário, desabafa,
"fazer omeletes sem ovos".Não vá mais longe. Assine já aqui o jornal O Povo do Cartaxo e receba-o comodamente em sua casa.
"Sou e gosto de ser político"
Foi a jogar ao ataque e com um discurso de frontal oposição à Câmara e ao seu actual presidente que Pedro Ribeiro apresentou a sua candidatura às próximas autárquicas. O mote foi dado logo na introdução, quando fez questão de dizer que é e gosta de ser político, apesar de isso não ser, por estes dias, muito popular. Inclusivamente, confessa que "me arrepio" quando alguém a exercer cargos políticos, como, por exemplo, de presidente de uma câmara, vem dizer que não é político, numa atitude "demagoga e populista, só porque acha que com isso pode ganhar mais dúzia de votos". Esta foi uma clara resposta a uma parte do comunicado de Paulo Varanda, no qual dizia não ser político.
O segundo 'toque' de Pedro Ribeiro à equipa que lidera a Câmara, veio logo de seguida, ao agradecer aos dirigentes da Filarmónica Incrível Pontevelense pela cedência das instalações para a apresentação da candidatura. "Tiveram capacidade de decidir em 20 minutos, quando outros não foram capazes de decidir em três semanas" disse o candidato. Recorde-se que a sua primeira escolha tinha sido o Centro Cultural, mas, depois de, numa primeira fase, a autarquia ter respondido positivamente, acabou, depois, por não ceder o espaço, por entender que o que estava em causa era uma iniciativa não partidária, mas pessoal, que não fazia sentido ter lugar no Centro Cultural.
Sempre ao ataque, Pedro Ribeiro acusou a maioria camarária eleita pelo PS, de demonstrar "desmazelo", em áreas como a limpeza e a conservação dos espaços verdes; de ter colocado o município numa situação financeira muito grave e de se manter de "portas fechadas" a empresas e empresários que diz quererem investir no concelho.
A anteceder Pedro Ribeiro, usaram da palavra o líder distrital do PS, António Gameiro, e o deputado Alberto Costa, que elogiaram a escolha socialista para a presidência da Câmara do Cartaxo. A seu lado, estavam, ainda, os antigos presidentes da autarquia Renato Campos, Francisco Pereira e Conde Rodrigues.
A SEGUIR: Pedro Ribeiro quer renegociar a concessão das águas.
Arrancam hoje as autárquicas no Cartaxo
Daqui a pouco, dá-se o 'pontapé-de-saída' formal para as autárquicas de 2013 no Cartaxo, com a apresentação de Pedro Magalhães Ribeiro como candidato à presidência da Câmara, pelo PS. Ainda hoje, traremos aqui o essencial dessa apresentação, que tem lugar em Pontével (sede da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense) e que contará com as intervenções, para além do candidato, do presidente da Federação do PS, António Gameiro e do deputado e ex-ministro Alberto Costa.
Gata vaidosa
Dá-me a sensação que a Maria Amélia anda a comer menos. Se calhar, está em dieta e a culpa é minha. Não lhe devia ter dito que estava a ficar gorducha, pois o raio da gata é muito sensível e vaidosa.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Carnaval com 3 mortos
No
decorrer da Operação 'Carnaval em Segurança', a Polícia de Segurança Pública (PSP) registou 1.245 acidentes de
viação (mais 97 acidentes que em 2012), 362 feridos ligeiros (mais 65 que em
2012), 21 feridos graves (mais 3 que em 2012) e 3 vítimas mortais (mais 1 morto
que em 2012).
Durante a operação, realizada
ao longo de seis dias, em todo o país, foram realizadas 673 detenções pelos crimes de condução sob o
efeito do álcool, condução sem habilitação legal, situação irregular em
território nacional, tráfico de estupefacientes, furto/roubo e posse de arma
ilegal. Segundo nota daquela força de segurança, foram apreendidas 3396 doses
de haxixe, 149 doses de heroína e 232 de cocaína, bem como 9 armas de
fogo 22 brancas. No total, os agentes da PSP fiscalizaram 35.515 viaturas fiscalizadas,
sendo detectadas cerca de 5.338 infracções
ao Código de Estrada e 1.751 infracções
por excesso de velocidade.
Não há nada a fazer
Este homem já foi secretário de Estado, presidente da Câmara da Figueira da Foz, líder do PSD, primeiro-ministro, presidente do Sporting, candidato à Câmara de Lisboa, é provedor da Misericórdia e agora ganhou uma espécie de jackpot. Quando um gajo nasce com o rabo virado para a lua, não há nada a fazer.
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Guerra dura até Outubro
E, pronto, está concretizado o que se previa, o anúncio público de duas candidaturas da área socialista à presidência da Câmara do Cartaxo. Pedro Magalhães Ribeiro vai defender oficialmente as cores do partido, enquanto que o actual titular do cargo, Paulo Varanda, pretende avançar como independente.
Para além destes dois, também o PSD, a CDU e o Bloco de Esquerda irão avançar, seguramente, com candidatos, enquanto que o CDS admite, igualmente, ir a votos. Se isso se concretizar, serão seis os candidatos à presidência de uma câmara que se diz estar falida. Recorrendo à ironia, pode dar-se graças a Deus, pois se estivesse em excelente situação financeira, provavelmente, apareceriam aí uns dez ou doze candidatos e isso já seria confusão a mais. E, mesmo assim, vamos ver como as coisas irão correr. Vai ser dura, muito dura a campanha, sobretudo o confronto entre Paulo Varanda e Pedro Magalhães Ribeiro. O actual presidente da autarquia vai fazer do candidato oficial do PS o seu principal adversário e lembrar mil vezes que ele já exerceu funções de grande importância na câmara e que, por isso mesmo, é um dos responsáveis pela situação financeira muito grave em que ela se encontra. Pedro Magalhães Ribeiro deverá responder na mesma moeda, pelo que se adivinham tempos de grande crispação. A juntar a isto, temos o Bloco de Esquerda que vai usar a sua habitual agressividade política, não perdendo uma hipótese para atacar Paulo Varanda.
Nesta altura, os dois grandes pontos de interrogação colocam-se na CDU e no PSD. Conforme já foi assumido, o homem que tem dado a cara pela CDU, Mário Júlio Reis, não vai avançar para nova candidatura, o que deixa a coligação numa situação difícil. Daí que não se estranhe ter aparecido nas redes sociais um movimento que pretende convencê-lo a fazer marcha-atrás e a ser, mais uma vez, o candidato da CDU. Duvido que tenha sucesso, mas a ver vamos.
Mas, nesta altura, a nível político, quase todos os olhares se voltam para o PSD. O maior partido da oposição tem, nas próximas autárquicas, devido à divisão entre os socialistas, teoricamente, uma boa hipótese de, finalmente, conquistar a Câmara. Mas, para isso, precisa, essencialmente, de um bom candidato. Na minha opinião, alguém que não esteja demasiado conotado com o partido, de forma a que não seja ‘contaminado’ pela impopularidade do Governo.
O presidente da concelhia já veio dizer que ainda não apresentou candidato porque, antes que isso aconteça, é fundamental conhecer a real situação financeira da autarquia. Espero que não leve esse argumento até às últimas consequências. Se o fizer, pode arrisca-se é a não ir a eleições...
(Opinião, Jorge Eusébio)
Para além destes dois, também o PSD, a CDU e o Bloco de Esquerda irão avançar, seguramente, com candidatos, enquanto que o CDS admite, igualmente, ir a votos. Se isso se concretizar, serão seis os candidatos à presidência de uma câmara que se diz estar falida. Recorrendo à ironia, pode dar-se graças a Deus, pois se estivesse em excelente situação financeira, provavelmente, apareceriam aí uns dez ou doze candidatos e isso já seria confusão a mais. E, mesmo assim, vamos ver como as coisas irão correr. Vai ser dura, muito dura a campanha, sobretudo o confronto entre Paulo Varanda e Pedro Magalhães Ribeiro. O actual presidente da autarquia vai fazer do candidato oficial do PS o seu principal adversário e lembrar mil vezes que ele já exerceu funções de grande importância na câmara e que, por isso mesmo, é um dos responsáveis pela situação financeira muito grave em que ela se encontra. Pedro Magalhães Ribeiro deverá responder na mesma moeda, pelo que se adivinham tempos de grande crispação. A juntar a isto, temos o Bloco de Esquerda que vai usar a sua habitual agressividade política, não perdendo uma hipótese para atacar Paulo Varanda.
Nesta altura, os dois grandes pontos de interrogação colocam-se na CDU e no PSD. Conforme já foi assumido, o homem que tem dado a cara pela CDU, Mário Júlio Reis, não vai avançar para nova candidatura, o que deixa a coligação numa situação difícil. Daí que não se estranhe ter aparecido nas redes sociais um movimento que pretende convencê-lo a fazer marcha-atrás e a ser, mais uma vez, o candidato da CDU. Duvido que tenha sucesso, mas a ver vamos.
Mas, nesta altura, a nível político, quase todos os olhares se voltam para o PSD. O maior partido da oposição tem, nas próximas autárquicas, devido à divisão entre os socialistas, teoricamente, uma boa hipótese de, finalmente, conquistar a Câmara. Mas, para isso, precisa, essencialmente, de um bom candidato. Na minha opinião, alguém que não esteja demasiado conotado com o partido, de forma a que não seja ‘contaminado’ pela impopularidade do Governo.
O presidente da concelhia já veio dizer que ainda não apresentou candidato porque, antes que isso aconteça, é fundamental conhecer a real situação financeira da autarquia. Espero que não leve esse argumento até às últimas consequências. Se o fizer, pode arrisca-se é a não ir a eleições...
(Opinião, Jorge Eusébio)
Paulo Neves já admite ir a votos
O actual vereador do PSD, Paulo Neves, confirmou à Rádio Cartaxo que já foi sondado pelo PSD para, eventualmente, avançar novamente como candidato à presidência do Cartaxo. No entanto, ainda não decidiu se quer ou não avançar, até porque, lembra, nas últimas autárquicas, "levei cinco meses a decidir" e agora não deverá levar "muito menos". Para além de que, adianta, "ainda é cedo" para o PSD apresentar um candidato, antes de conhecer a real situação financeira da Câmara e todas as consequências da adesão ao Plano de Apoio à Economia Local (PAEL) e do Reequilíbrio Financeiro. Lembra que, por exemplo, na última sessão de Câmara, Paulo Varanda disse que, em princípio, o alargamento dos prazos de pagamento é menor do que se previa. Em vez de 20, deverão ser apenas de 15 anos, o que implica que a factura mensal, ao longo desse período, seja mais pesada.
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