sábado, 16 de fevereiro de 2013

Carnaval com 3 mortos

No decorrer da Operação 'Carnaval em Segurança', a Polícia de Segurança Pública (PSP) registou 1.245 acidentes de viação (mais 97 acidentes que em 2012), 362 feridos ligeiros (mais 65 que em 2012), 21 feridos graves (mais 3 que em 2012) e 3 vítimas mortais (mais 1 morto que em 2012).
Durante a operação, realizada ao longo de seis dias, em todo o país, foram realizadas 673 detenções pelos crimes de condução sob o efeito do álcool, condução sem habilitação legal, situação irregular em território nacional, tráfico de estupefacientes, furto/roubo e posse de arma ilegal. Segundo nota daquela força de segurança, foram apreendidas 3396 doses de haxixe, 149 doses de heroína e 232 de cocaína, bem como 9 armas de fogo  22 brancas. No total, os agentes da PSP fiscalizaram 35.515 viaturas fiscalizadas, sendo detectadas cerca de 5.338 infracções ao Código de Estrada e 1.751 infracções por excesso de velocidade.

Em busca de fotos antigas


Não há nada a fazer

Este homem já foi secretário de Estado, presidente da Câmara da Figueira da Foz, líder do PSD, primeiro-ministro, presidente do Sporting, candidato à Câmara de Lisboa, é provedor da Misericórdia e agora ganhou uma espécie de jackpot. Quando um gajo nasce com o rabo virado para a lua, não há nada a fazer.

(Opinião, Jorge Eusébio)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Guerra dura até Outubro

E, pronto, está concretizado o que se previa, o anúncio público de duas candidaturas da área socialista à presidência da Câmara do Cartaxo. Pedro Magalhães Ribeiro vai defender oficialmente as cores do partido, enquanto que o actual titular do cargo, Paulo Varanda, pretende avançar como independente.
Para além destes dois, também o PSD, a CDU e o Bloco de Esquerda irão avançar, seguramente, com candidatos, enquanto que o CDS admite, igualmente, ir a votos. Se isso se concretizar, serão seis os candidatos à presidência de uma câmara que se diz estar falida. Recorrendo à ironia, pode dar-se graças a Deus, pois se estivesse em excelente situação financeira, provavelmente, apareceriam aí uns dez ou doze candidatos e isso já seria confusão a mais. E, mesmo assim, vamos ver como as coisas irão correr. Vai ser dura, muito dura a campanha, sobretudo o confronto entre Paulo Varanda e Pedro Magalhães Ribeiro. O actual presidente da autarquia vai fazer do candidato oficial do PS o seu principal adversário e lembrar mil vezes que ele já exerceu funções de grande importância na câmara e que, por isso mesmo, é um dos responsáveis pela situação financeira muito grave em que ela se encontra. Pedro Magalhães Ribeiro deverá responder na mesma moeda, pelo que se adivinham tempos de grande crispação. A juntar a isto, temos o Bloco de Esquerda que vai usar a sua habitual agressividade política, não perdendo uma hipótese para atacar Paulo Varanda.
Nesta altura, os dois grandes pontos de interrogação colocam-se na CDU e no PSD. Conforme já foi assumido, o homem que tem dado a cara pela CDU, Mário Júlio Reis, não vai avançar para nova candidatura, o que deixa a coligação numa situação difícil. Daí que não se estranhe ter aparecido nas redes sociais um movimento que pretende convencê-lo a fazer marcha-atrás e a ser, mais uma vez, o candidato da CDU. Duvido que tenha sucesso, mas a ver vamos.
Mas, nesta altura, a nível político, quase todos os olhares se voltam para o PSD. O maior partido da oposição tem, nas próximas autárquicas, devido à divisão entre os socialistas, teoricamente, uma boa hipótese de, finalmente, conquistar a Câmara. Mas, para isso, precisa, essencialmente, de um bom candidato. Na minha opinião, alguém que não esteja demasiado conotado com o partido, de forma a que não seja ‘contaminado’ pela impopularidade do Governo.
O presidente da concelhia já veio dizer que ainda não apresentou candidato porque, antes que isso aconteça, é fundamental conhecer a real situação financeira da autarquia. Espero que não leve esse argumento até às últimas consequências. Se o fizer, pode arrisca-se é a não ir a eleições...

(Opinião, Jorge Eusébio)

Paulo Neves já admite ir a votos

O actual vereador do PSD, Paulo Neves, confirmou à Rádio Cartaxo que já foi sondado pelo PSD para, eventualmente, avançar novamente como candidato à presidência do Cartaxo. No entanto, ainda não decidiu se quer ou não avançar, até porque, lembra, nas últimas autárquicas, "levei cinco meses a decidir" e agora não deverá levar "muito menos". Para além de que, adianta, "ainda é cedo" para o PSD apresentar um candidato, antes de conhecer a real situação financeira da Câmara e todas as consequências da adesão ao Plano de Apoio à Economia Local (PAEL) e do Reequilíbrio Financeiro. Lembra que, por exemplo, na última sessão de Câmara, Paulo Varanda disse que, em princípio, o alargamento dos prazos de pagamento é menor do que se previa. Em vez de 20, deverão ser apenas de 15 anos, o que implica que a factura mensal, ao longo desse período, seja mais pesada.

Devem viver do ar

Ontem, o Correio da Manhã retratava uma das realidades mais dramáticas do país. Pelas contas deste jornal, na prática existem cerca de 1,5 milhões de desempregados, o que é assustador. Mas ainda pior é que apenas à volta de 400 mil recebem subsídio de desemprego. Parece que é suposto os restantes viverem do ar. O fim da crise é já a seguir.

(Opinião, Jorge Eusébio)

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

1ª página da edição 865 do Povo do Cartaxo


The Lucid Dream no Centro Cultural do Cartaxo



Na segunda edição das Cartaxo Sessions de 2013, o Centro Cultural do Cartaxo (CCC) recebe, esta  Sexta-feira, os britânicos The Lucid Dream, aos quais se associam os portugueses Dreamweapon.
A música começa-se a ouvir no CCC a partir das 23h30. Quem gosta de Jesus & Mary Chain e de Suicide, e da mistura do indie pop do final dos anos 80 e da psicadelia dos anos 60, então vai gostar dos The Lucid Dream.
Vêm de Carlisle, Inglaterra, e acabaram de assinar com a editora dos Reverb Conspiracy, a Fuzz Club Records, e estão já a dar que falar na cena psych britânica. Actualmente estão a fazer uma tournée europeia com os Singapore Sling e os Wall Of Death, enquanto parte do Fuzz Club / Austin Psych Fest Reverb Conspiracy.



Carnaval 'Os Loucos Aficionados' (III)





Números loucos

Leio aqui que a economia perdeu 200 mil postos de trabalho num ano. 200 mil!!! Se as contas não me falham, foram 16.666 os portugueses que, ao longo de cada mês, deixaram de ter trabalho. Que o mesmo é dizer 555 por dia. O que significa 23 por hora. Ou seja, quase 6 sem trabalho a cada quarto de hora. Isso quer dizer que nos escassos 5 minutos que levei a escrever este texto, houve mais dois portugueses que foram parar à porta do Fundo de Desemprego. O fim da crise é já a seguir.

(Opinião, Jorge Eusébio)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Não há dinheiro para ninguém

Na sessão de Câmara desta tarde, respondendo aos vereadores da oposição Mário Júlio (CDU) e Paulo Neves (PSD), o presidente da Câmara do Cartaxo, Paulo Varanda, disse ter recebido do Tribunal de Contas mais uma "bateria de perguntas". Em causa está o visto necessário para que chegue ao Cartaxo o dinheiro do Plano de Apoio à Economia Local (PAEL), um empréstimo do poder central que servirá para pagar aos fornecedores da autarquia com facturas mais atrasadas. O Tribunal de Contas também terá 'aconselhado' a que este processo avance em simultâneo com o Plano de Reequilíbrio Financeiro que a Câmara está a negociar com os bancos. 
Relativamente a este processo, o autarca informou que decorrem avançadas negociações com a Caixa Geral de Depósitos (no valor de 21 milhões de euros), Santander (2,5 milhões), BPI (até 4,5 milhões) e BES (1,5 milhões). O prazo de pagamento deverá ser de 15 anos e não de 20, como estava previsto.

Carnaval 'Os Loucos Aficionados' (II)





Carnaval 'Os Loucos Aficionados'

 
 
 

É preciso ter azar


Com uma dedicatória especial aos políticos que temos à frente do Governo e do principal partido da oposição. A malta precisava de estadistas e calhou-nos na rifa estes miúdos.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Carnaval no Cartaxo (XI)





Carnaval do Cartaxo 2013 (X)





Carnaval no Cartaxo 2013 (IX)





Teve azar, chegou tarde

Em Portugal, temos má vontade em relação aos banqueiros. Como se sabe, são gente trabalhadora, que se sacrifica todos os dias para criar riqueza para a comunidade. Devíamos mandar-lhes um e-mail diário de penhorado agradecimento, mas não, gostamos é de embirrar com tão distintas personagens.
Há um que diz que o melhor que tínhamos a fazer era seguir o exemplo dos sem-abrigo e cai o Carmo e a Trindade. Há outro que parece que se esqueceu de declarar não sei quantos milhões e lá vem mais um vendaval de críticas. Como se nenhum de nós se esquecesse de declarar tão obscenas quantias. Eu, por exemplo, todos os anos me esqueço de pôr no IRS, pelo menos, aí uns 2 ou 3 milhões de euros. É claro que, ao contrário do banqueiro em causa, não os tenho, mas isso é um mero pormenor técnico.
Agora, há por aí outro banqueiro, ou ex-banqueiro, na mira deste país de invejosos. Que acham que o homem não devia ir a secretário de Estado só porque foi um dos gestores do BPN. Imagino que como a equipa de que fez parte levou o banco à falência haja o receio de que faça o mesmo com o país. Um receio que não tem qualquer tipo de fundamento. O homem até pode ter grandes talentos nesta matéria, mas nunca seriam suficientes para cumprir tal desgraçado objectivo. Pelo simples facto de que falido já o país está.
Teve azar, chegou tarde.

(Opinião, Jorge Eusébio)