sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Paulo Varanda nega ter prestado informação falsa a António José Seguro

Paulo Varanda mostra-se indignado com o comunicado de Pedro Magalhães Ribeiro que o acusa de ter prestado "informação falsa" ao secretário-geral do partido. Segundo esse documento, na reunião que manteve com António José Seguro e António Gameiro, ocorrida a 26 de Novembro, Paulo Varanda terá transmitido que "existiam apenas 70 militantes com as quotas pagas", o que foi desmentido, horas depois, pela presidente da Mesa da Comissão Política, que disse serem 230.
Ao jornal "O Povo do Cartaxo", Paulo Varanda rejeita esta acusação. Esclarece ter informado o secretário-geral que, de acordo com os últimos dados que lhe haviam chegado, era de 91 o número de militantes que tinham quotas pagas relativas a 2012. Na base desta afirmação, está uma listagem datada de 3 de Outubro, a que o jornal também teve acesso, e que indicava que, nessa altura, havia 42 militantes que tinham pago as quotas relativas ao primeiro semestre de 2012 e 49 que já haviam liquidado as do segundo, perfazendo um total de 91. Paulo Varanda diz que aqueles eram os últimos dados que lhe chegaram ao conhecimento e se, na data em causa, os números já eram outros, não foi informado disso, o que motiva as suas críticas de que Pedro Magalhães Ribeiro, enquanto candidato seu concorrente, teve acesso a informação privilegiada, pelo que, pergunta, "como poderá ser o processo justo nestas circunstâncias?"

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Dias de poder do PS no Cartaxo estão a chegar ao fim?

A situação interna do PS/Cartaxo parece uma novela que nunca mais tem fim. Nem Paulo Varanda, nem Pedro Magalhães Ribeiro atiram a toalha ao chão, ambos mantêm a ambição de virem a ser candidatos à presidência da Câmara do Cartaxo e acusam-se um ao outro de terem faltado à verdade ou à palavra dada.

Vão ser uns meses lindos daqui até às eleições de Outubro. Quem tem interesse em estudar as técnicas que os políticos usam para tentar chegar ao poder, deve mudar-se para o Cartaxo, pois todas essas técnicas e mais algumas vão ser utilizadas por cá.

Devido a essas guerras internas será que os dias do PS à frente da autarquia estão a chegar ao fim? Se olharmos para os números dos últimos actos eleitorias, em especial para o de 2009, para a evolução política e, sobretudo, económica que se deu daí para cá, podemos concluir que há essa forte possibilidade. Sobretudo, se acabarem por surgir duas candidaturas na área socialista.

O PS teve, em 2009, 5382 votos contra 3309 do PSD. Portanto, caso uma das candidaturas da área socialista tenha para aí uns 1500/2000 votos, o PS entra na linha vermelha que separa o poder da oposição. Mas, como se costuma dizer, uma equipa joga o que a outra deixa jogar. O resultado final dependerá, obviamente, da estratégia e do candidato do principal partido da oposição, o PSD, que, sobre esta questão, tem andado muito calado e não se sabe quando tomará uma decisão relativamente à candidatura.

Compreende-se que o partido laranja faça uma gestão muito pensada desta matéria, que procure não dar tiros nos pés, pois pode estar perante uma oportunidade única de conquistar o poder. O PSD tem sobretudo o problema que lhe é colocado pela situação nacional. Apesar da gestão socialista no concelho, ao longo dos anos, ter sido péssima, a verdade é que a maior parte dos problemas que os cartaxeiros enfrentam resultam da situação nacional e se quem está no poder é o PSD é natural que os seus candidatos autárquicos apanhem pancada por tabela.

Daí que seja muito sensível e importante a escolha do candidato à presidência da Câmara. Se for algum militante muito conotado com o aparelho, com Passos Coelho e Miguel Relvas, obviamente que terá maiores dificuldades em afirmar-se. Em vez de passar toda a campanha a atacar a gestão socialista no concelho, será obrigado a gastar boa parte do tempo a justificar a actuação do Governo, o que, convenhamos, não é uma tarefa muito fácil nem garante um número significativo de votos. Voltar a apostar num candidato independente, como fez há 3 anos, eliminaria este problema. O escolhido teria margem de manobra para dizer que estava a defender o partido no Cartaxo e não no país e até que não concordava com muitas das medidas do Governo e arrumava o assunto, passando, então, a focar-se nas questões locais.

Enfim, vamos ver qual a opção que o PSD scolherá. Mas a maior incógnita destas eleições é saber quantas pessoas ainda farão questão de se deslocar às mesas de voto. Ultimamente, os políticos, que a nível nacional, quer local, não lhes têm dado muitas razões para se disporem a isso.
 
(Opinião, Jorge Eusébio)

Boas notícias

Leio nos jornais que Portugal voltou aos níveis de riqueza do ano 2000. Ora, como não consta que a economia ande sozinha, imagino que todo o país e todos os portugueses voltaram atrás no tempo. O que significa que ficámos todos uma dúzia de anos mais novos, jovens e dinâmicos. E, naturalmente, aumentámos consideravelmente a nossa esperança de vida. É um feito extraordinário do Governo. E ainda há quem diga mal de Passos Coelho & Companhia.

(Opinião, Jorge Eusébio)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Edição 863 do jornal O POVO DO CARTAXO


Cortejo das Festas do Cartaxo (IV)

Os touros são a principal atracção das Festas da Cidade do Cartaxo. Largadas, Mesa da Tortura, Tourada e Foot-Vaca são alguns dos eventos integrados nesta iniciativa, que tem lugar em Junho. O cortejo é, igualmente, uma das vertentes fundamentais do evento, pois funciona como uma 'montra' do concelho em tempos que já lá vão.




Pedro Ribeiro acusa Paulo Varanda de ter faltado à verdade


Pedro Magalhães Ribeiro responde a Paulo Varanda, acusando-o de, na entrevista que deu à Rádio Cartaxo, ter manifestado “falta de respeito pela verdade e pela inteligência da população do concelho do Cartaxo”. O líder da concelhia socialista nega, por exemplo, que na reunião que teve com Paulo Varanda e o presidente da Federação, António Gameiro, tenha concordado que a escolha do candidato do PS à presidência da Câmara fosse feita através da realização de uma sondagem. Garante, aliás, que, “por respeito pela democracia e pelos militantes do PS Cartaxo, não aceitaria que uma sondagem a um ano de eleições, sem a apresentação ou discussão de projectos para o nosso concelho, pudesse determinar uma escolha que pertence aos militantes e aos órgãos do PS”.
Relativamente à proposta feita por António José Seguro de adiamento das eleições internas, diz que ela apenas surgiu porque Paulo Varanda lhe transmitiu informação falsa. Terá dito ao secretário-geral do PS que havia “apenas 70 militantes com as quotas pagas, com capacidade eleitoral”. No decorrer da reunião da comissão política, a presidente da Mesa, Maria Manuel Simão, “alertou para o facto de existirem cerca de 230 militantes com quotas pagas”. Em face disso, o presidente da Federação “retirou de imediato a proposta de adiamento das eleições e transmitiu à Comissão Política que se sentia enganado (por Paulo Varanda)”.

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O desporto faz mal à saúde

Nunca entendi bem a paixão que muita gente tem pelo desporto. Fazer os 100 metros em menos de 10 segundos para quê? Se for nas calmas e levar 5 minutos não corta a meta na mesma? E sem cansaço nem stress.
E aquela história de meter 22 jogadores num relvado a afadinharem-se todos para ver quem consegue dar um chuto na única bola em campo? Bem sei que estamos em tempo de crise, mas custava assim tanto comprar mais umas 10 ou 12 bolas para pôr em jogo e com isso poupar muito esforço e angústia aos jogadores?
Mas ainda pior do que vibrar com os feitos desportivos dos outros é tentar sermos nós a praticá-los. Ir a um ginásio, pegar numa bicicleta, saltar para um campo de futebol ou desatar a correr que nem um doido? Para quê? Para ficar todo suado, cansado e partido?
E nem sequer me convencem com aquela velha conversa de que o exercício físico dá saúde. Conheço um indivíduo que adora praticar tudo o que seja desporto (futebol, voleibol, basquetebol e sei lá que mais) e quase sempre que o vejo anda lesionado. Entorses, ossos partidos e outros fora do lugar... É um exemplo perfeito de que o desporto faz mal à saúde. É por isso que me ponho a milhas (devagarinho, para não me cansar) de tudo o que cheire a actividade física. Pela minha saúde.

(Opinião, Jorge Eusébio)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Paulo Varanda revela episódio com António José Seguro

O processo de escolha do candidato do PS à presidência da Câmara do Cartaxo parece uma novela com episódios sem fim. Em entrevista à Rádio Cartaxo, Paulo Varanda disse que, no decorrer de uma reunião que manteve em Lisboa, no Verão, com Pedro Magalhães Ribeiro e o presidente da distrital, António Gameiro, tinha ficado combinado que a escolha seria feita tendo como base os resultados de uma sondagem. Ela foi feita e garante que lhe dava larga margem de vantagem em relação a Pedro Magalhães Ribeiro, o que o levou a assumir que seria o candidato. No entanto, acusa, o presidente da concelhia não terá honrado o acordo, "como se o compromisso entre homens não valesse", e apresentou-se como candidato à indicação pelo partido, o que levou à realização de directas.
Paulo Varanda revelou, ainda, que, a 26 de Novembro,  juntamente com António Gameiro, esteve na casa de António José Seguro que, depois de o ouvir, fez a proposta de adiamento das eleições internas para que “todos os militantes tivessem igualdade de participação”. Nessa mesma noite, realizou-se uma comissão política na qual se decidiria exactamente a data do acto eleitoral. António Gameiro terá sido o portador da proposta do secretário-geral nessa reunião, mas acabou por “dar o dito por não dito” e as eleições não foram adiadas. Paulo Varanda acusa quer o presidente da Federação, quer a concelhia local do PS de lhe terem cravado "um punhal nas costas”.
Embora anteriormente tivesse dito não aceitar ir a directas, revela agora que só aceitou participar nesse processo porque "o secretário-geral me disse, pessoalmente, na sua casa, que iria garantir que todos os militantes teriam igualdade de participação nas directas", o que entende ter acabado por não acontecer. Em face disso, "recusei-me participar, recusei permitir que o meu nome fosse a votos", daí que não reconheça os resultados das directas.

A SEGUIR: A REACÇÃO DE PEDRO MAGALHÃES RIBEIRO

Barreira dos 100 anos quebrada

 
Hoje há um aniversário muito especial em Pontével. O de Natalina Lopes, que celebra a fantástica idade de… 100 anos. Pessoa de personalidade forte, sempre teve muito talento para a arte dos bordados e rendas e ainda hoje garante que não havia ninguém que fizesse aquele tipo de trabalhos melhor do que ela.
Como no seu tempo de juventude era uma complicação para os pais deixarem as filhas namorarem - ainda mais, no seu caso, por ser filha única - aos 16 anos resolveu logo o problema... casando. Uma relação que acabou por durar 74 anos, até ao falecimento do seu marido.
O segredo para a sua longevidade não é evidente. Diz a afilhada, Madalena Saraiva, que nunca mostrou ter cuidados especiais com a sua saúde. Inclusivamente, procurava estar o mais longe possível dos médicos, só há cinco anos, devido a ter partido um pé, que a levou a ficar acamada, é que teve de romper essa regra. Também sempre comeu de tudo, nunca foi do tipo de pessoa de não comer este ou aquele alimento por pensar que pudesse fazer-lhe mal à saúde ou contribuísse para engordar. Foi saudável e activa a vida toda e, aos 94 anos, ainda ia de casa até Pontével (cerca de dois ou três quilómetros) a pé.
Natalina Lopes é a segunda cidadã do concelho do Cartaxo a chegar a um século de vida, no espaço de cerca de dois meses.  Em 20 de Novembro,tinha sido a vez de Clara Maria Patrício, considerada a “Enfermeira do Povo” na freguesia de Vale da Pinta conseguir essa façanha
Reportagem completa para ler na próxima edição do jornal O POVO DO CARTAXO, Sexta-feira nas bancas.

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Andam quase sempre

Sei tudo sobre carros. Enfim, quase tudo.Sei dar à chave, acelerar e travar. E eles andam. Normalmente. Às vezes, embirram e não saem do sítio. Parece que convém levá-los à bomba de gasolina, de vez em quando.





(Opinião, Jorge Eusébio)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Não é fácil...

Sai uma bica. Um café curto. Um café cheio em chávena a escaldar. Um galão escurinho. Um carioca. Um pingado. Um café duplo em chávena fria. Um café a 3/4. Uma meia de leite. Um garoto morno. Um capuchinho.
Uff, acho que seria mais fácil para mim aprender chinês do que o ofício de um empregado de mesa.

(Opinião, Jorge Eusébio)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A perfeição

Alguém que não coma. Que não beba. Que trabalhe muito e não refile. Que não adoeça. Que não se reforme. Que não se manifeste. E, sobretudo, que pague muitos impostos, a tempo e horas. Em traços gerais, é este o retrato-robot do português perfeito para Passos Coelho e Vítor Gaspar.

(Opinião, Jorge Eusébio)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Programa estúpido

"Este é o programa mais estúpido da televisão". Desabafo, no café, de um homem que não tira os olhos das imagens da 'Casa dos Segredos' que passam no pequeno écran. Imagino que a sua opinião seja partilhada pela esmagadora maioria dos portugueses que vêm televisão. Mas que também consomem o programa e fazem dele o mais visto. Ou seja, os portugueses são inteligentes e percebem o óbvio. Não se deixam enganar, vão ao engano porque querem e de forma consciente. E não só no que a programas televisivos diz respeito.

(Opinião, Jorge Eusébio)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Cortejo das Festas do Cartaxo (III)

Centenas de pessoas das oito freguesias do concelho vão ao armário dos pais e avós buscar trajes e alfaias de antigamente, com que saem para a rua neste dia. Não faltam campinos, cavalos e vacas. O cortejo desenvolve-se pelas principais ruas da cidade.




O FMI gosta de bater nos calões dos desempregados

Há uns tempos falou-se do fim do mundo. Provavelmente os profetas da desgraça já tinham conhecimento da proposta agora apresentada por uns técnicos do FMI que, em certa medida, pode significar o fim do mundo tal como o conhecemos. Em sentido figurado e até literal.
Uma das áreas em que se pretende conseguir mais poupança e receita é na Saúde, com o aumento das taxas, consultas, exames e a diminuição na comparticipação dos medicamentos. Ora, toda a gente sabe que são os idosos que mais precisam de cuidados de saúde. Os de mais baixos rendimentos, por vezes, até já têm de optar entre os medicamentos e a comida. Com os aumentos no acesso à saúde haverá, seguramente, quem fique sem a possibilidade sequer de optar. Sem dinheiro para os remédios e para os alimentos, o mundo acabará para eles.
Infelizmente, parece que quando fazem estas propostas loucas, no conforto dos seus gabinetes, depois de uma bela e regada refeição, não passa pela cabeça destes indivíduos que elas poderão ter consequências muito complicadas e até fatais para milhares ou milhões de pessoas.
Outro grupo que também é penalizado nestas propostas é o dos desempregados. E, naquilo que li sobre esta matéria, fixei que pretendem reduzir o valor do subsídio respectivo para motivá-los a arranjar trabalho. Isto significa, em primeiro lugar, que estão convencidos que os desempregados são uns malandros, preguiçosos e calões que não trabalham porque não querem. E, em segundo lugar, que há por aí empregos aos pontapés.
Pelos vistos, ignoram ou fingem ignorar que devido às políticas suicidas que nos obrigaram a seguir, é mais fácil encontrar hoje um posto de trabalho na lua do que, propriamente, em Portugal.
Não estou, com esta conversa, a defender que não é preciso fazer alterações de fundo para que o Estado gaste menos. Estou, infelizmente, convencido que há gente a mais na função pública e que vai ter que se tomar medidas a esse nível. Mas vai ser um drama fazer esse corte em altura de grave crise económica. Isso devia ser feito em tempos de crescimento em que haja espaço no sector privado para muitas das pessoas que saem da função pública.
Mas o que é muito significativo é que só vejo propostas destes técnicos do FMI para bater nos mais fracos: reformados, trabalhadores por conta de outrem e desempregados. Os que têm realmente dinheiro não podem, coitados, apertar os cordões à bolsa. E também não há uma única ideia para poupar o país ao pagamento asfixiante de juros. Só este ano julgo que vamos ter de pagar cerca de 8 mil milhões de euros, mas aí não se mexe.
Lembro o caso da Espanha. Pediu cerca de 40 mil milhões de euros que disse serem para financiar a banca e, ao contrário do que acontece com Portugal, esse dinheiro não conta para o défice público. Mais: vai pagar apenas 0,5% de juros, enquanto que nós vamos ter de devolver à troika aquilo que nos foi emprestado mais o equivalente a uma taxa de, pelo menos, 3,5% ao ano.
Vamos fazer umas contas rápidas e básicas. Pedimos 78 mil milhões de euros, o que significa que um ponto percentual de juros vale 780 milhões de euros. Se em vez de 3,5% pagássemos 0,5% como a Espanha, só no primeiro ano, pouparíamos 2340 milhões de euros. Enfim, pouca coisa, não vale a pena mexer aí, é melhor bater nos desempregados e nos reformados.

Sem escolha

Se as propostas dos tipos do FMI forem implementadas, lá vai o Sérgio Godinho ter de fazer uma nova versão do "Elixir da Eterna Juventude". Numa parte da canção, colocando-se na pele de um idoso, pergunta-se se deve escolher o baço (remédios, cuidados de saúde) ou o almoço. Com a brutalidade de aumentos que estes indivíduos sem rosto nem coração propõem para a área da saúde, muitos idosos não vão ter dinheiro para serem assistidos num hospital, quanto mais para comprar coisas luxuosas como remédios e pão.


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Terras de Portugal: Ferragudo (I)

 

Mário Júlio não será candidato

Por esse país fora está num frenesim a luta pela indicação dos candidatos à presidência de Câmaras. Apesar da situação muito difícil que muitas atravessam, não falta quem queira, a tudo o custo, ser o escolhido. Há até casos em que, previsivelmente, surgirão vários candidatos da mesma área política, como é o caso do Cartaxo, no que ao PS diz respeito. Os últimos desenvolvimentos indicam que Pedro Magalhães Ribeiro deverá ser o candidato oficial do PS, mas o actual presidente da Câmara, Paulo Varanda (eleito na lista do PS), é bem possível que também avance na condição de independente.
Mas também há quem não queira ouvir falar em candidaturas. É o caso, também neste concelho, de Mário Júlio Reis, candidato nas últimas duas eleições pela CDU e que exerce o cargo de vereador sem pelouros. Em declarações à Rádio Cartaxo, Mário Júlio já assumiu que, por vontade própria, "não serei candidato". Pretende retirar-se, pelo menos, para já, da vida política e dedicar-se à sua profissão de professor, manter a ligação à vida associativa e continuar a desenvolver a sua paixão pelo teatro, como actor amador.

O mundo ao contrário

Há mais de um ano que o Governo anda a falar num empréstimo para as autarquias saldarem as dívidas mais antigas aos seus fornecedores. No final do ano, os acordos com a maior parte das autarquias em situação mais complicada foram assinados, mas a verdade é que o dinheiro ainda não apareceu, pois agora é o Tribunal de Contas que está a engonhar. Há que cumprir a lei, dizem. A letra, o espírito, os artigos, as cláusulas, as vírgulas, tudo.
Mas, entretanto, apareceu mais um banco em dificuldades e lá foi o Estado a correr injectar acho que mil milhões de euros. Ao que parece, num processo rápido, sem espinhas e sem necessidade de qualquer tipo de burocracia. Há que salvar o que realmente importa, os pobrezinhos dos bancos. Os outros que se lixem. É o mundo ao contrário.


(Opinião, Jorge Eusébio)