segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Quem bebeu o meu whisky?


Última foto de 2012 que simboliza perfeitamente o que se passou este ano: um copo vazio. Completamente vazio, sem o raio de uma única pinga de whisky lá dentro.

Desfile Ávinho (VI)

Com este vídeo concluímos o ciclo dedicado à edição de 2011 do certame 'Ávinho', que se realiza, anualmente, em Abril, em Aveiras de Cima, concelho da Azumbuja.

Viva 2013

Vamos lá, então, enterrar este maldito ano e encarar 2013 de frente, com alegria e optimismo. Vai ser um excelente ano, cheio de coisas boas e, sobretudo, de recuperação económica. Não vai ser nada, estava a gozar.

(Opinião, Jorge Eusébio)

domingo, 30 de dezembro de 2012

Paisagem alentejana

 
 
Paisagem alentejana por esta altura do ano, com o nevoeiro a tentar boicotar o trabalho do grande fotógrafo.

Vai ser um espanto

Passos Coelho deve ser sportinguista. Ainda não foi desta, mas no próximo ano (ou no outro... ou no seguinte) é que vai ser. Vamos ser campeões, disso não tem dúvidas. Vamos vencer a crise, garante. Vai ser uma alegria quando isso acontecer. O mundo irá, finalmente, olhar para nós com respeito, admiração e, sobretudo, espanto. Estou convencido que será a primeira vez que vai ver dez milhões de mortos a atirarem foguetes e abrirem garrafas de champanhe.

(Opinião, Jorge Eusébio)

sábado, 29 de dezembro de 2012

Campeonato de Foot-Vaca


Foi em 2007 que alguns adeptos das tradições ribatejanas, em especial, ligadas aos touros e à festa brava resolveram criar um grupo a que deram o nome de Gentes do Cartaxo. Inicialmente, recorda o seu presidente, Délio Pereira, eram apenas 11. Ao longo destes anos, o grupo foi crescendo e, actualmente, “já temos à volta de 410/420 associados”.

O principal objectivo da associação é organizar as Festas da Cidade do Cartaxo. Uma tarefa que tem sido levada a cabo com sucesso, muito devido ao apoio que a Gentes do Cartaxo recebe de cidadãos individuais e de outras colectividades. Um apoio que, refere outro dos seus dirigentes, Jorge Rosa, “nos permite fazer as festas com um orçamento de 10 a 15 mil euros”, uma verba que fica bastante aquém da que, normalmente, as comissões de outras iniciativas do género precisam. Nesta altura, já estão a começar a preparar a edição de 2013, que se desenvolverá ao longo de cinco dias.

Tal como acontece noutros concelhos da região, as largadas de touros são dos momentos mais esperados e que mais entusiasmo despertam entre os muitos milhares de pessoas que se deslocam à cidade por essa altura. Mas, a pouco e pouco, a associação foi introduzindo outros divertimentos. Um dos mais populares e que faz com que a praça de touros encha por completo é a mesa da tortura, mas também o foot-vaca foi ganhando adeptos nos últimos dois anos. Inclusivamente, entre as raparigas que, este ano, formaram equipas e também participaram. Uma decisão que “nos deu muita alegria e que veio quebrar um pouco aquela tendência de associar o machismo à festa brava”. E o sucesso tem sido de tal dimensão que Jorge Rosa já pensa noutros voos: “por que não fazer-se um campeonato de foot-vaca”? Tendo em conta a curiosidade e interesse que a modalidade desperta, “quem sabe, se um dia destes, não aparece uma federação da modalidade.”

O fado é outra das vertentes da associação. Elias Santos diz que, actualmente, “somos 18 alunos, divididos por dois grupos”. A fama desta Escola de Fado já ultrapassou as fronteiras do concelho, o que faz com que receba adeptos da canção nacional de localidades como Santarém, Fazendas de Almeirim, Vila Franca e Torres Novas.

O próximo objectivo da Gentes do Cartaxo é criar uma secção direccionada para o apoio social. Délio Pereira lembra que, há algum tempo, “os nossos estatutos foram alterados, de forma a prever essa possibilidade ”e, tendo em conta a situação económica muito complicada que o país e as pessoas atravessam, a sua implantação é cada vez mais necessária, pelo que deverá avançar logo que possível

 (Reportagem completa na edição 861 do jornal O Povo do Cartaxo)

Vamos conseguir

Vamos lá a animar, há razões para ter esperança. Afinal, acabámos de escapar ao massacre de um milhão de anúncios de perfumes, brinquedos e chocolates. Sobrevivemos a dois milhões e meio de músicas de Natal já bolorentas e a três milhões de mensagens de Boas Festas. Um povo que consegue resistir a isto é capaz de tudo. Até de escapar com vida a mais um ano de crise profunda. Ou dois. Ou três.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desfile Ávinho (V)

Para além do desfile etnográfico, em que participam dezenas ou, mesmo, centenas de pessoas, vestidas com os trajes de outros tempos, o Ávinho, que se realiza todos os anos em Aveiras de Cima (concelho da Azambuja), também integra momentos de animação musical, visita às adegas da vila e uma gincana de tractores.

Cartaxo com Orçamento de mais de 72 milhões de euros

O Orçamento da Câmara do Cartaxo para 2013 é de 72,3 milhões de euros. O documento foi aprovado ontem, em sessão do executivo camarário, com os votos favoráveis da maioria socialista e a abstenção de Paulo Neves, um dos vereadores eleitos na lista do PSD. Horas mais tarde, também receberia o aval da Assembleia Municipal, aqui com votos a favor de treze elementos do PS e do presidente da Freguesia da Ereira (PSD). Os restantes eleitos da oposição votaram contra e registou-se, ainda, a abstenção de um deputado municipal do PS.
O presidente da Câmara, Paulo Varanda, disse ser este o Orçamento possível e de "dificílima execução". Até porque uma parte substancial (cerca de 60%) dos 72,3 milhões aprovados refere-se a verbas destinadas ao pagamento de dívidas antigas. Juntando a essa verba a destinada ao pagamento de ordenados (6 milhões), às transferências para as freguesias, refeições escolares, Centro Escolar do Cartaxo e outros projectos em curso, o valor real com que a autarquia poderá contar é de apenas "21 a 22 milhões de euros". Para que seja possível fazer a gestão com tais valores, referiu que vai ser preciso cortar em "gorduras" e deixar cair, pelo menos para já, projectos como o Valada XXI, o Centro Escolar de Pontével e a ETAR de Vale da Pedra.
A oposição responsabilizou os sucessivos executivos socialistas pela situação que se vive e manifestou a sua convicção de que este é mais um orçamento irrealista, que não irá ser cumprido.
Outro dos temas da ordem de trabalhos era a discussão e deliberação sobre a proposta de celebração de um contrato adicional das águas com a Cartagua. Paulo Varanda defendeu que ele não implicaria qualquer acréscimo nas facturas no próximo ano, mas pelas contas do Bloco de Esquerda, a sua aprovação implicaria o aumento do preço da água em 40% até 2018 e a diminuição das rendas a pagar pela empresa. A proposta acabou por ser chumbada, com os votos contra de toda a oposição e de um elemento do PS. Quatro outros eleitos socialistas também contribuíram para o 'chumbo' por terem optado pela abstenção.

Noites brancas

Estão a ver aquelas noites em que, por voltas e mais voltas que demos na cama, não se consegue adormecer? Não adianta pensar que há que acordar cedo de manhã, tentar contar carneiros ou sujeitarmo-nos à tortura de ouvir os discursos sonoríferos do ministro das Finanças. E o pior mesmo é, estafados de tanta luta, lá conseguirmos adormecer um bocado antes da hora que nos devíamos levantar. Acabamos por não ouvir o despertador e chegar atrasados à reunião há muito agendada. São noites porreiras, não são?

(Opinião, Jorge Eusébio)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Multibancos à prova de assalto



Em Vale da Pedra, Vale da Pinta e Lapa vão ser construídos autênticos bunkers, onde serão instalados os postos multibanco. Trata-se de uma medida de segurança exigida pela Caixa Agrícola para voltar a instalar definitivamente aqueles equipamentos e impedir o seu assalto por meio de rebentamento.
Esse receio fez com que aquela instituição bancária tenha desactivado os multibancos que tinha nas freguesias. Entretanto, o de Pontével já voltou a estar operacional e os de Vale da Pinta e Lapa deverão, segundo os respectivos presidentes de Junta, ser ligados a qualquer o momento, embora de forma provisória, enquanto não são construídos os bunkers onde serão então colocados, de forma definitiva, estes equipamentos. Apenas o de Vale da Pedra não será ligado de imediato, por decisão do presidente da Freguesia. Joaquim Edgar receia que haja uma tentativa de assalto por rebentamento e então “ficávamos sem multibanco, sem junta de freguesia nem posto médico”. Mas, tal como os seus colegas de Vale da Pinta e da Lapa, também ele pretende avançar com a construção do bunker, uma estrutura de betão, com porta blindada, praticamente à prova de assalto e de rebentamento. No caso de Vale da Pedra, ficará situado no pequeno jardim existente em frente ao edifício da Junta.
No entanto, a construção poderá não avançar de imediato, devido aos custos que acarreta para as freguesias. De acordo com Rogério Santos, presidente da Freguesia da Lapa, os orçamentos que lhe chegaram “andam na ordem dos oito a 10 mil euros”, o que, nesta altura de crise, é uma verba significativa para estas autarquias, a quem competirá suportar a despesa. No caso da Lapa, o bunker ficará situado no largo principal, também praticamente em frente à Junta.
Fernando Ramos, de Vale da Pinta, também está na expectativa de saber com que verbas poderá contar no orçamento do próximo ano, de forma a poder avançar com a construção do bunker, que ficará localizado na zona em que está hoje, no largo junto aos semáforos.

(Jornal O Povo do Cartaxo, edição 861)

Com a cabeça na lua

A partir de hoje, vou começar a poupar e, em 2020, terei dinheiro suficiente para ir fazer turismo... à lua. Não vai ser fácil, já fiz as contas e cheguei à conclusão de preciso de pôr de lado quase 190 mil euros por ano, ou seja, mais de 15 mil euros por mês. Bom, se calhar é melhor pôr a ideia de lado. Até porque não consta que haja por lá muitos hotéis de cinco estrelas e, pensando bem, sou capaz de encontrar muitos mais lunáticos por cá. Mas vou poupar na mesma. Se me esforçar, sou bem capaz de, em 2020, ter condições para ir de férias, durante um fim-de-semana, para a Nazaré. Fora da época alta, claro.

(Opinião, Jorge Eusébio)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

"Não tive convite do PSD" para voltar a ser candidato



Entrevista a Paulo Neves, vereador na Câmara do Cartaxo, eleito pelo PSD

Tem sido fácil ou complicado o seu relacionamento com o PSD?

Sempre foi bom, mas eu também tenho as minhas regras, não sou facilmente influenciável, ninguém me consegue demover das minhas ideias. Podemos conversar, debater os assuntos, em alguns, tenho razão, noutros tenho menos razão, mas ninguém me consegue demover das minhas ideias. Isso foi uma coisa que deixei bem patente quando me candidatei pelo PSD.


Se o PSD o convidar, pretende voltar a candidatar-se à presidência da Câmara?

Há uma coisa que as pessoas se esquecem também, não é só o PSD que tem que querer, eu também tenho de querer e, neste momento, não estou preparado para dar uma resposta.


Ainda vai entrar em período de reflexão?

Vou entrar, vou, ninguém me disse nada, muito honestamente, não fui confrontado com nenhum convite por parte do PSD.

Há muita gente que me aborda na rua, uns já me chamam presidente, outros dizem que já levei com os pés do PSD… O poder é uma coisa que não me fascina, só dentro da minha própria empresa ou nas colectividades onde possa dar o meu contributo.


Não tem ideia se o PSD o quer como candidato ou não?

Nem tão pouco isso me preocupa.


Em face do que encontrou na última campanha eleitoral e no que aconteceu daí para cá, acha que agora teria boas hipóteses de ganhar?

É uma boa pergunta, não sei responder, mas poderia, eventualmente, ser o momento para ganhar. 

(Excerto da entrevista, que pode ser lida, na íntegra, na edição 861 do jornal O Povo do Cartaxo)

Cantinas sociais no Cartaxo com capacidade para servir até 120 refeições diárias

 O concelho do Cartaxo tem, desde o passado mês de Novembro, mais um instrumento de apoio alimentar às pessoas mais afectadas pela crise. Trata-se das cantinas sociais que, segundo o vereador Bernardo Pereira, “têm capacidade protocolada com o Estado para fornecerem até 120 refeições diárias”. Este serviço tem três pontos principais: os Centros de Dia de Pontével e Vila Chã de Ourique e a Santa Casa da Misericórdia do Cartaxo, mas envolvem todas as freguesias e  muitas instituições do concelho, sendo uma das mais relevantes, a este nível, o núcleo local da Cruz Vermelha.
Segundo a provedora da Misericórdia do Cartaxo, Luísa Pato, nesta altura “ainda não há uma grande afluência de pessoas”, provavelmente por se tratar de um serviço de recente implementação. Deverão estar a ser servidas entre 10 a 15 refeições diárias.
As entidades que participam no projecto garantem que os beneficiários terão refeições todos os dias da semana. Isso implica que, à Sexta-feira, reforcem a dose para que os utentes possam levar comida para o fim-de-semana. Outra alternativa é as entidades parceiras que fazem apoio domiciliário, levarem a comida ao Sábado e Domingo.
Cada uma destas refeições é comparticipada pelo Estado com dois euros e meio, podendo as instituições, em certos casos, cobrar ao beneficiário do serviço um euro. Todo o sistema funciona de uma forma coordenada, sob a liderança do núcleo executivo da Rede Social do concelho que avalia a situação de cada família e a encaminha para as instituições parceiras, se entender ser caso disso. Formalmente, o protocolo firmado com o Estado termina no final do ano, mas já há a garantia de ser automaticamente renovado para não haver quebra deste apoio.

(Artigo completo na edição 861 do jornal O Povo do Cartaxo)

Ribeira de Santarém em época de cheias






Visão a partir do jardim Portas do Sol, em Santarém, em altura de cheias

A cadeira do poder

Esta não é, seguramente, a cadeira do poder. Se fosse, não estaria vazia.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Alcobaça





Isso não interessa para nada

Devido às regras de limitação de mandatos, há muitos presidentes de Câmara que já não podem candidatar-se às autarquias que dirigem. Mas a lei permite que vão tentar 'servir' as populações de outros concelhos e é o que muitos estão a fazer. São os chamados páraquedistas. Imagino que muitos nem conheçam os limites dos territórios que querem tomar e, muito menos, os problemas e dificuldades de quem por lá habita, mas isso não interessa para nada.

(Opinião, Jorge Eusébio)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Menos palavras, por favor

As palavras foram uma boa invenção mas, às vezes, só atrapalham. Revelam o que não pensamos ou, pior ainda, o que pensamos mas não queremos dizer. Escolher palavras deve ser a tarefa mais complicada do Mundo. Elas são escorregadias, traiçoeiras e, sobretudo, são muitas. É uma canseira ter de escolher só uma entre tantas. As palavras foram uma boa ideia, mas podiam ter inventado menos.

(Opinião, Jorge Eusébio)

Desfile Ávinho (IV)

Aveiras de Cima é uma terra muito ligada à produção de vinho, ao ponto de, desde há alguns anos a esta parte, albergar o título de Vila Museu do Vinho. O Ávinho procura desvendar toda essa relação entre a população, a vila, a vinha, o vinho e o mundo rural.