Parece não ter fim a polémica em torno da escolha por parte do PS do seu candidato à presidência da Câmara. Agora é Pedro Magalhães Ribeiro que vem acusar Paulo Varanda de ter proferido "afirmações injuriosas" e de ter "faltado ao respeito aos militantes", por "abandonar a meio uma Comissão Política para a qual foi convidado sem proferir uma palavra".
Numa extensa nota a que deu o título de "Esclarecimento Público", o líder da concelhia volta a defender a legalidade e transparência do acto eleitoral interno, socorrendo-se, para isso, da afirmação do presidente da distrital, António Gameiro de que o processo é "do ponto de vista estatutário irrepreensível e politicamente correcto e transparente". Este dirigente local lembra que, anteriormente, já tinham existido dois actos eleitorais em que vigoraram as novas regras, pelo que os militantes já as conheciam. Para além disso, terá enviado por e-mail aos militantes os novos estatutos do partido.
Também rebate o argumento dos apoiantes de Paulo Varanda de que terão sido apanhados de surpresa pela sua candidatura e não tiveram tempo de pagar as quotas para terem direito de voto. É que, revela, em 11 de Maio, a pedido do presidente da Distrital, terá reunido com ele e com Paulo Varanda, em Lisboa, e logo nessa altura, "apresentei a minha disponibilidade e vontade" de avançar com a candidatura. Mais tarde, em 28 de Outubro, na reunião da Comissão Política, "apresentei formalmente as razões da minha candidatura", tendo, na altura, visto na sala "muitos apoiantes da candidatura do Engº Paulo Varanda".
Recorde-se que as eleições internas realizaram-se no passado dia 11, tendo Pedro Ribeiro recolhido 147 votos, contra 6 de Paulo Varanda. No entanto, o actual presidente da Câmara diz não ter concorrido ao acto eleitoral, pelo que não entende porque razão o seu nome apareceu nos boletins de voto.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Portas fechadas
Sempre me fez confusão que se gaste rios de dinheiro nas iluminações natalícias nas zonas comerciais. Percebo que seja uma forma de tentar ajudar os comerciantes a vender mais qualquer coisita, pois, assim, consegue-se atrair mais gente para junto das lojas. O problema é que as luzes são ligadas - como é óbvio - à noite, altura em que, por norma, os comerciantes já fecharam as portas. E não estou a ver como é que com as lojas fechadas conseguem vender mais.
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Filarmónica de parabéns
Nessa já recuada época, sabe-se que foi desenvolvida uma intensa campanha no sentido de fazer despertar no espírito do povo cartaxense o interesse pela música, procurando-se, deste modo, atrair, principalmente, os jovens. Isso foi conseguido e, daí para cá, com maiores ou menores dificuldades, a Filarmónica nunca mais parou. Ao mesmo tempo, foi alargando o leque de actividades ao dispor da população. Nesta altura, segundo os seus dirigentes, a sede é frequentada por mais de mil pessoas, distribuídas, entre outras secções, pela Banda Juvenil, Campismo e Caravanismo, Grupo Coral, Ballet, Dança de Salão, Instrumentos de Cordas, Classe de Piano, Karaté, Natação, Aeróbica, Danças Sevilhanas e Grupo de Cavaquinhos.
Época boa para o aumento de impostos
Pronto, lá chegou a época mais irritante do ano. Aquela que, por artes mágicas, leva toda a gente a tornar-se bonzinho, solidário e a desejar tudo de bom a toda a gente. É a altura perfeita para o Governo aumentar ainda mais os impostos. Se o fizer, com sorte, ninguém dará por isso. E, se derem, também não há problema, pois a época natalícia convida à paz, à tolerância e ao perdão. Se deixar escapar esta oportunidade, o melhor que tem a fazer é esperar por uma vitória do Benfica em competições europeias. Com o país em festa, ninguém vai ligar a nada que o Governo faça.
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Desfile Ávinho (III)
No desfile da Ávinho, que se realiza em Aveiras de Cima, participam vários ranchos folclóricos das freguesias da Azambuja e ainda instituições e grupos informais que dão o seu contributo para dar a conhecer todo o ciclo do vinho.
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Filipe Lobo D'Ávila defende união de forças dos bombeiros
O secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo D'Ávila, visitou, na Sexta-feira, o quartel dos Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos, tendo sido colocado a par de dificuldades financeiras aí vividas, resultantes de gestões anteriores, segundo foi explicado pelo actual presidente da Associação. Aos poucos, acrescentou, as dívidas têm vindo a ser pagas, mas o dinheiro acaba por ser curto para as necessidades. Nomeadamente, para a aquisição de equipamentos de protecção individual que são apenas 10, quando o número de bombeiros ascende às quatro dezenas.
Na ocasião, o governante referiu que "há dificuldades um pouco por todo o país", mas que, dentro dos condicionalismos resultantes da situação em que o país se encontra, têm vindo a ser tomadas medidas para melhorar as condições dos bombeiros. Lembrou que "houve um reforço de verbas" para o efeito e destacou as "inovações muito relevantes" que foram introduzidas com a recente aprovação do Regime Jurídico dos Bombeiros. Um dos caminhos que o Governo quer seguir é o da articulação de diversas corporações, de forma a criarem-se sinergias, para responder de maneira "mais eficaz a riscos que não são apenas municipais".
Colocado perante a degradação do quartel local da GNR, disse conhecer a situação e que irá interceder de forma a realizar-se uma reunião entre a presidente da Câmara e o seu colega de Governo responsável por aquela força de segurança, para analisar e tentar resolver os problemas.
Na ocasião, o governante referiu que "há dificuldades um pouco por todo o país", mas que, dentro dos condicionalismos resultantes da situação em que o país se encontra, têm vindo a ser tomadas medidas para melhorar as condições dos bombeiros. Lembrou que "houve um reforço de verbas" para o efeito e destacou as "inovações muito relevantes" que foram introduzidas com a recente aprovação do Regime Jurídico dos Bombeiros. Um dos caminhos que o Governo quer seguir é o da articulação de diversas corporações, de forma a criarem-se sinergias, para responder de maneira "mais eficaz a riscos que não são apenas municipais".
Colocado perante a degradação do quartel local da GNR, disse conhecer a situação e que irá interceder de forma a realizar-se uma reunião entre a presidente da Câmara e o seu colega de Governo responsável por aquela força de segurança, para analisar e tentar resolver os problemas.
Forcados Jovens
Recordando uma das anteriores sessões de treino do grupo de forcados juvenil do Cartaxo.
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Treino de grupo de jovens forcados
O rabo virado para a lua
Moita Flores não tinha qualquer relação com Santarém. Foi eleito e deixou muitos milhões de dívida. Não tem qualquer relação com com Oeiras. Vai, muito provavelmente, ser eleito e já disse querer seguir o grande exemplo de Isaltino Morais. Sem ofensa, peço emprestada uma expressão popular para ilustrar este caso: há gente que nasce com o rabo virado para a lua. Independentemente das asneiras que faça ou diga, Moita Flores está condenado a ser um autarca popular e de sucesso.
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
domingo, 16 de dezembro de 2012
Treino de grupo de jovens forcados
Continua a desenvolver-se o projecto de constituição de um grupo jovem de forcados, promovido pela Associação Gentes do Cartaxo. Este Sábado, após a realização do almoço-convívio de Natal da associação, teve lugar mais um treino na praça de touros.
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Alminhas chocadas
Andam por aí umas alminhas chocadas com uma afirmação do big boss da Google, Eric Schmidt. No essencial, o homem disse o óbvio. Que é capitalista, que vivemos em pleno capitalismo e que meteu rios de dinheiro em off-shores para fugir ao pagamento de impostos. Algumas dessas alminhas chocadas têm poder, mas, obviamente, não lhes passa pela cabeça acabar com as off-shores. Elas estão lá, quem tem dinheiro a sério pode usá-las à vontade, não há problema nenhum. Mas, pelo amor de Deus, não venham gabar-se. Isso é que é chocante.
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
sábado, 15 de dezembro de 2012
Roubo legal
Os bancos andam a cobrar uma taxa de 20 e tal euros aos seus clientes que se atrasem no pagamento das prestações. Mesmo que sejam inferiores a esse valor. Mais os juros por cada dia que passa. E se fazem isto é porque é legal. É tão bom poder roubar sem violar a lei!
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Processo das freguesias é "oportunidade perdida"
O deputado Vasco Cunha (eleito pelo distrito na lista do PSD) considera que se "perdeu uma oportunidade" de fazer uma verdadeira reorganização administrativa do território. Vasco Cunha votou favoravelmente, na generalidade, o projecto de lei de reorganização das freguesias apresentado pelo PSD e CDS, mas não se mostra entusiasmado com o que se conseguiu. Apesar do documento baixar agora à Comissão Parlamentar do Poder Local, para ser discutido na especialidade, manifesta, na sua declaração de voto, "o meu profundo cepticismo" em relação ao resultado deste processo, pois diz suspeitar que "vamos ficar aquém de uma verdadeira e significativa reforma". Para isso seria necessário juntar os três maiores partidos, o que não foi possível por o PS não se querer envolver no processo, apesar de, recorda, ter sido responsável pelo pedido de empréstimo à troika e respectivo memorando, no qual constava a obrigatoriedade de se avançar com a redução de municípios e freguesias.
Vasco Cunha assume que, independentemente desse aspecto, era importante fazer grandes mudanças a este nível. Isto porque, "há distritos que têm uma menor dimensão populacional do que alguns municípios" e freguesias que "são maiores que muitos municípios". Mas também havia que aproveitar a oportunidade para se aprovar "uma lei de atribuições e competências que possa aclarar e distinguir, em escalas e proporções diferentes, os seus desempenhos". Era, ainda, importante, na sua opinião, que se enquadrasse legalmente "as freguesias de natureza rural, nas suas especificidades e competências, que não são comparáveis a freguesias eminentemente urbanas e algumas delas mesmo de carácter metropolitano".
No final da sua declaração fez questão de deixar uma palavra de "homenagem" a João Mota, o presidente da freguesia da Ereira, a única liderada pelo PSD no concelho do Cartaxo e que, devido a esta lei, vai ser agregada à Lapa.
Vasco Cunha assume que, independentemente desse aspecto, era importante fazer grandes mudanças a este nível. Isto porque, "há distritos que têm uma menor dimensão populacional do que alguns municípios" e freguesias que "são maiores que muitos municípios". Mas também havia que aproveitar a oportunidade para se aprovar "uma lei de atribuições e competências que possa aclarar e distinguir, em escalas e proporções diferentes, os seus desempenhos". Era, ainda, importante, na sua opinião, que se enquadrasse legalmente "as freguesias de natureza rural, nas suas especificidades e competências, que não são comparáveis a freguesias eminentemente urbanas e algumas delas mesmo de carácter metropolitano".
No final da sua declaração fez questão de deixar uma palavra de "homenagem" a João Mota, o presidente da freguesia da Ereira, a única liderada pelo PSD no concelho do Cartaxo e que, devido a esta lei, vai ser agregada à Lapa.
Mau tempo político
Hoje é dia de mau tempo. E ontem também. E na última semana. Aliás, desde há uns tempos a esta parte, se calhar, alguns anos, que o mau tempo não desaparece. Não estou a falar no mau tempo meteorológico, estou a referir-me ao mau tempo político. Em especial, no PS/Cartaxo. Cumpriu-se aquilo que era previsível há longo tempo, mas que, aparentemente, terá apanhado de surpresa alguns políticos que esperavam que, por obra e graça do Espírito Santo, e provavelmente também por influência da quadra natalícia, as duas facções desavindas, de repente, caíssem nos braços uma da outra. Não é assim que, na vida real, as coisas se processam.
No caso concreto, por várias razões, das quais destaco uma, é que há dois galos para um único poleiro. Paulo Varanda e Pedro Magalhães Ribeiro querem ambos ser presidentes de Câmara, mas o lugar é só um. E, quem segue minimamente a política local, facilmente chegaria à conclusão de que nenhum deles aceitava ser número dois do outro. Paulo Varanda, obviamente, não estaria disposto a sair do lugar de presidente para ir numa lista em posição secundária. E Pedro Magalhães Ribeiro já deu para o peditório de ser vice-presidente. Já passou por isso, não é algo que o estimule, até porque essa história acabou por não ter final feliz.
E, portanto, não sendo possível o entendimento entre as duas partes neste aspecto essencial, nem valia a pena andar a discutir arranjos nas listas nos lugares imediatos. De forma que, chegando-se à terça-feira passada, rebentou a trovoada. Paulo Varanda resolveu não ir às directas, o seu exército ficou em casa e Pedro Magalhães Ribeiro lá foi a votos sozinho.
A questão que se coloca é o que vai acontecer de seguida. Muito francamente, não sei. Parece-me que o cenário mais lógico seria Paulo Varanda cumprir o mandato até ao fim e depois avançar como independente, juntando na sua equipa gente do PS que lhe é fiel e pessoas ligadas a outras áreas políticas. Mas também pode demitir-se. Acho que se tivesse a certeza de que, com isso, haveria eleições logo de seguida, era o que faria. Mas elas teriam de ser intercalares e não faz nenhum sentido que haja eleições em Fevereiro ou Março e outra vez em Outubro. Caso optasse por sair, o governo haveria de nomear uma comissão administrativa, de gestão, ou algo do género para governar a autarquia até às eleições e Paulo Varanda chegaria a elas sem ser presidente, o que lhe roubaria a vantagem que tem mantendo-se no cargo.
Acho que a única pessoa que ainda poderá tentar evitar um confronto eleitoral autárquico envolvendo as duas facções é António José Seguro que, por esta altura, deve estar a ver se tira um coelho da cartola, de forma a conseguir pacificar o ambiente. Sinceramente, não estou a ver forma disso acontecer, mas pode ser que seja possível. Até porque convém ter sempre presente que, na política como no futebol, o que hoje é verdade, amanhã já pode ser mentira.
(Opinião, Jorge Eusébio)
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Desfile Ávinho (II)
Os visitantes da Ávinho podem comprar uma caneca, ao chegarem ao centro da vila e depois passar pelas muitas adegas que, nesses dias, estão abertas e ir provando, gratuitamente, o vinho que ali se faz.
Preocupado com a crise
Paulo Futre anda muito preocupado com a crise. De rosto sério e fechado, garante que a situação é mesmo muito complicada. Apesar disso, não recomenda a queda do 'governo' e a ida para eleições antecipadas, pois isso só agravaria ainda mais o problema. Mas, atenção, nada de confusões, ele estava a falar de coisas realmente importantes. Do Sporting, não do país.
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Paulo Varanda diz que acto eleitoral é nulo
Paulo Varanda continua a jogar ao ataque. Em comunicado hoje chegado às redacções, classifica como "fraudulento" o processo das directas no PS/Cartaxo e diz que o acto eleitoral é "nulo". Garante que manifestou previamente a sua indisponibilidade para participar nas directas por considerar que houve "manipulação do processo, numa prática que atropela o espírito democrático socialista que sempre presidiu aos actos internos do Partido". Paulo Varanda faz questão de voltar a colocar neste comunicado a frase mais 'forte' e polémica usada no anterior, a de que este um acto de votação "é por muitos considerado uma fraude que resulta de esquemas mafiosos assentes em sindicatos de voto, e que conduzirá a um resultado que é conhecido por antecipação.”
E, continuando a 'jogar ao ataque', diz lamentar que a representação PS/Cartaxo "esteja a cargo de uma estrutura capaz de todo o tipo de esquemas e expedientes para legitimar um candidato que apenas persegue objectivos pessoais". Termina, solicitando, mais uma vez, a intervenção das estruturas distritais e nacionais do PS.
Naturalmente que uma visão totalmente diferente do processo tem Pedro Magalhães Ribeiro, que, em entrevista à Rádio Cartaxo, garantiu que "o processo foi conduzido do ponto de vista estatutário, de forma irrepreensível e, do ponto de vista político, de forma correcta e transparente". A mesma opinião manifesta a presidente da Mesa, Maria Manuel Simão, a quem coube a tarefa de conduzir as eleições. Na sua opinião, "todo o processo decorreu dentro da máxima legalidade, o regulamento foi seguido e, a meu ver, está tudo correcto". Questionada sobre o facto do nome de Paulo Varanda ter constado dos boletins de voto, apesar de ter dito que não ia a directas, explica que isso aconteceu porque "não tive informação oficial" da sua desistência.
Também Pedro Magalhães Ribeiro afirma só ter tido conhecimento da desistência pela comunicação social e qualifica-a como "incompreensível". Como, aliás, muitas das atitudes tomadas por Paulo Varanda ao longo do processo. Recorda que o presidente da Câmara cai em contradição ao dizer que "jamais seria candidato às directas", enquanto que, "em simultâneo, reivindica mais tempo para que os militantes pudessem votar na sua candidatura em eleições directas". Também não percebe porque é que Paulo Varanda "esteve à espera das urnas abrirem para dizer que não era candidato" se considerava o processo uma fraude.
Relativamente ao resultado eleitoral, manifesta "satisfação" por ter sido escolhido e diz ser "motivo de orgulho e uma honra ter conseguido granjear tantos votos". Isso deixa-o "motivado e bastante estimulado para, em conjunto com uma vasta equipa de pessoas, procurar aquilo que são as melhores soluções para o nosso concelho".
Recorde-se que participaram no acto eleitoral que tinha como objectivo escolher o candidato do PS/Cartaxo às próximas eleições autárquicas 155 militantes, tendo 147 votado em Pedro Magalhães Ribeiro, 6 em Paulo Varanda e 2 colocaram o voto na urna em branco.
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Que felicidade não sermos a Grécia
Leio nos jornais que há empresários que se suicidam por causa da crise e hospitais que já não têm dinheiro para comprar medicamentos. Mas, de acordo com os políticos que mandam nisto, é bom que o mundo saiba que Portugal não é a Grécia. Se fosse, seria uma desgraça. Provavelmente, já não teríamos verba para comprar medicamentos e as pessoas estariam tão desesperadas que veriam o suicídio como uma solução para os seus problemas.
(Opinião, Jorge Eusébio)
(Opinião, Jorge Eusébio)
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Bronca no PS/Cartaxo: Paulo Varanda fora das directas
Participaram nas eleições directas do PS/Cartaxo um total de 155 militantes, num universo de 232 que tinham condições legais para o fazer. Pedro Magalhães Ribeiro obteve 147 votos, houve seis que votaram no nome de Paulo Varanda e dois optaram pelo voto em branco.
Recorde-se que, pouco antes de se iniciar a votação, o actual presidente da Câmara, Paulo Varanda, emitiu um comunicado no qual dizia não participar nestas eleições directas. No entanto, o seu nome manteve-se nos boletins de voto.
Este acto eleitoral teve como objectivo a escolha do candidato do PS à presidência da Câmara nas próximas eleições autárquicas. Paulo Varanda e Pedro Magalhães Ribeiro haviam informado oficialmente o partido de que estavam interessados em assumir essa condição, pelo que, de acordo com as novas regras, havia que pôr o assunto à consideração dos militantes, através de eleições internas.
No entanto, Paulo Varanda decidiu não levar o seu nome à apreciação dos militantes por considerar que o processo lhe foi "deliberadamente omitido"´e que não recebeu qualquer informação da parte da concelhia sobre o processo e o calendário.Mas, curiosamente, refere no comunicado ser ele o "candidato a cabeça de lista do Partido Socialista às próximas eleições autárquicas".
Paulo Varanda assume partilhar da indignação dos militantes socialistas que subscreveram uma tomada de posição crítica em relação à concelhia que terá "violado o espírito de boa-fé que deve nortear toda a acção política, seja dentro, seja fora do PS". Mais à frente confessa não compreender os motivos que levaram a concelhia a "recusar o pedido" do Secretário Geral do Partido Socialista para que adiasse o ato eleitoral permitindo a participação dos militantes.
De forma que em face de tudo isto, diz que "não está disponível para legitimar com a sua participação um acto de votação que é por muitos considerado uma fraude que resulta de esquemas mafiosos assentes em sindicatos de voto, e que conduzirá a um resultado que é conhecido por antecipação. Sobretudo se for tida em conta a experiência em expedientes de secretaria e em golpes de teatro como aqueles a que se assistiu nas últimas eleições para a estrutura concelhia".
Para Paulo Varanda, a persistência da concelhia neste processo e neste calendário "vem demonstrar a obstinação dos seus dirigentes em concretizar a escolha de um candidato do PS a Presidente da Câmara do Cartaxo, independentemente da vontade dos militantes em participarem no processo, levando a concluir que a estrutura utilizou os seus meios a favor de um grupo, seguindo intransigentemente uma estratégia de ruptura com qualquer tentativa de conciliação que permitisse acrescentar transparência ao processo", o que entende não ser prática no PS.
O autarca pede a intervenção no processo do Presidente da Federação Distrital e do Secretário Geral do Partido Socialista, para que "desenvolvam todos os esforços no sentido de corrigir o grave atropelo à democracia" que entende ser o processo de realização de directas.
Processo polémico
Esta decisão de Paulo Varanda é o culminar de uma série de episódios de contestação em relação à forma como decorreu este processo. Um deles teve a forma de um documento no qual os presidentes de Junta acusavam a concelhia de estar a ser levada a cabo uma tentativa de assassinato político de Paulo Varanda. Também houve uma carta dirigida ao secretário-geral, pedindo a sua intervenção para adiar as eleições, de forma a que todos os militantes que quisessem, pudessem votar. Em causa estão as novas regras estatutárias que põem como condição para votar que os militantes tenham as quotas pagas 30 dias antes do acto eleitoral. Estes contestatários alegam que as eleições foram marcadas com uma antecedência inferior a esse prazo, pelo que não houve tempo para que os interessados pudessem pagar as suas quotas, o que levou a que muitos se vissem impedidos de exercer o direito de voto.
Da parte da concelhia, contesta-se estas alegações e diz-se que tudo foi feito de acordo com as regras. O seu presidente, Pedro Magalhães Ribeiro, garante que se limitou a cumprir as regras internas que "foram feitas a nível nacional e são válidas para todo o país". Para além disso, refere que em diversas reuniões com militantes esclareceu-os sobre os novos regulamentos, as suas regras e os calendários que impõem. Para além de que, desde 28 de Outubro, sabiam ser ele próprio candidato a candidato da presidência da Câmara pelo PS. Essa informação terá sido prestada pelo próprio na reunião da Comissão Política realizada nesse dia. A partir daí, alega, e tendo em conta que Paulo Varanda também queria ser indicado pelo partido, os militantes ficaram informados que iriam ter de ir para directas, e tinham tempo para pagar as suas quotas e assim poder votar.
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Os primeiros tempos da Humanitária de Pontével
Afonso Vital e José Inglês da Ponte são dois dos homens que estiveram na origem da Associação Humanitária da Freguesia de Pontével. Tudo começou com a organização das Festas de 1994, por um grupo de Quarentões, do qual faziam parte. Afonso Vital lembra que, na Segunda-feira, “já tínhamos a festa praticamente paga, na Terça-feira actuou o Quim Barreiros e foi a maior enchente de todos os tempos naquelas festas”. Graças a isso, no final, ao fazerem as contas, verificaram que sobrava muito dinheiro e começaram a pensar em como o haviam de aplicar. Um colega teve a ideia de adquirir uma ambulância para a freguesia, os outros concordaram e fez-se o negócio. A ideia original foi que a viatura ficasse ao serviço da Junta de Freguesia. Só que a autarquia “não tinha condições para trabalhar sozinha e pensou-se então em criar uma associação”. Mas quando avançaram com o processo, descobriram que as regras impunham a necessidade de terem mais do que uma ambulância.
Na altura, era Conde Rodrigues o presidente da Câmara e havia prometido, na campanha eleitoral, que, diz José Inglês da Ponte, “destacava para Pontével um núcleo dos Bombeiros”. Foi, então, a uma sessão da Assembleia cobrar essa promessa, a autarquia acabou por oferecer uma segunda ambulância e, assim, já foi possível avançar com a associação e colocá-la a funcionar. Mas, as coisas não foram fáceis nos primeiros tempos. Desde logo, para legalizar a Associação foi “uma burocracia enorme”. Para fazer transporte de doentes era necessário reunir um conjunto grande de condições. Também foi complicado legalizar as ambulância, perdendo-se cerca de dois anos até que todas as situações estivessem totalmente resolvidas. Outra questão que havia que resolver era a da sede. Afonso Vital recorda que ela foi instalada “numa adega velha, nós é que fizemos as obras, de forma a conseguirmos as condições mínimas para poder funcionar”. Uns cinco anos mais tarde, “aumentámos as instalações mais um bocadinho para criar uma pequena camarata e um escritório e estivemos nessas instalações precárias ao longo de 13 anos”. Os dois fizeram parte do núcleo de fundadores e dos primeiros órgãos sociais, ficando José Inglês da Ponte como presidente da Direcção e Afonso Vital como primeiro tesoureiro. A equipa foi, então, “de porta em porta, angariar sócios e fomos muito bem recebidos”. Fizeram questão de deixar bem claro que aquela seria uma instituição de toda a freguesia de Pontével, que “estava um bocado dispersa, em termos de comunicação e relacionamento, e nós tentámos fazer uma associação que abarcasse toda a freguesia”. Isso era visível até na lista dos primeiros corpos sociais que incluía moradores da sede de freguesia e de todos os restantes três núcleos populacionais de maior dimensão.
Mas, naturalmente, que, mesmo nessa altura, ninguém ‘nadava’ em dinheiro e lá voltou o grupo a ir a uma Assembleia Municipal para pedir apoio à Câmara. Ele chegou sob a forma do fornecimento de combustível o, que aliviou os apertos financeiros e possibilitou a continuação da sua actividade.
Uma actividade que já
salvou muitas vidas. Algumas, logo no ano da fundação, quando resolveram enviar
uma ambulância, para estar de prevenção, num rallye de angariação de fundos,
nos Casais Lagartos. José Inglês da Ponte diz que se tratava de uma iniciativa
praticamente clandestina, ninguém pediu a colaboração da associação, mas os
seus dirigentes tiveram “o bom-senso” de enviar a ambulância. E em boa hora o
fizeram, pois “deu-se um acidente muito grave e salvámos muita gente”.
Os dois confessam estar muito orgulhosos da evolução da instituição
que ajudaram a fundar e pedem para que a população continue a apoiá-la. Uma
evolução que Afonso Vital tem acompanhado por dentro, ao longo destes 15 anos,
uma vez que sempre esteve e se mantém nos órgãos sociais. No entanto, como em
tudo na vida, é preciso que haja um “refrescamento” e apela a que outras
pessoas se envolvam nos órgãos dirigentes, com “ideias novas e também para dar
descanso aos que já cá andam há muitos anos”.
(Reportagem completa na edição 860 do jornal O Povo do Cartaxo)
(Reportagem completa na edição 860 do jornal O Povo do Cartaxo)
Podemos fazer parte de Espanha?
Caros amigos espanhóis, sei que temos um historial que não se recomenda. Durante muitos séculos, volta não volta, andávamos às turras. Também sei que tentaram, por várias vezes, tomar conta deste cantinho lusitano e nós não deixámos. Sei, igualmente, que temos um frase pouco feliz, mas que já ninguém usa: de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento. Mas tudo isso são águas passadas. Agora, somos grandes amigos, hermanos, mesmo, pelo que vos pergunto: ainda vamos a tempo de fazer parte do vosso glorioso país? Prometo que não atrapalhamos, ficamos sossegadinhos no hall de entrada e voltamos a sair assim que conseguirmos pagar o nosso empréstimo à troika. É que, com a taxa de juro que nos aplicaram (algures entre os 3,5 e os 4,5%) a gente não vai lá. Já com o juro que vocês conseguiram sacar-lhes (0,5%) pode ser que a coisa dê.
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