sábado, 1 de dezembro de 2012

Naifadas merecidas

Às vezes, dá-me a sensação que os portugueses têm o que merecem. A desgraça em que se encontram deve ser castigo de Deus pelas asneiras que fazem. Votar em Cavaco, Sócrates ou Passos é imperdoável. Não colocar os discos da Naifa no top de vendas deve dar direito a uma entrada directa no inferno. Muito justamente.


(Opinião, Jorge Eusébio)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Dois galos para um poleiro

Conforme se esperava e eu próprio já tinha antecipado, está a guerra armada no interior do Partido Socialista do Cartaxo. Usando uma expressão popular, há dois galos para um poleiro, no caso, dois interessados em sentar-se no cadeirão de presidente da Câmara, pelos vistos, um lugar muito confortável, e em função disso, a luta vai ser dura e um deles vai sair desta história muito combalido, em termos políticos, claro.
Nesta altura, do lado da facção de Paulo Varanda, já se veio para a rua disparar a artilharia pesada. Diz-se que o outro candidato, Pedro Ribeiro, está a usar o cargo de presidente da concelhia para se beneficiar a si próprio, que está a ser levada a cabo uma tentativa de assassinato político do actual presidente da Câmara e outras coisas do género.
Esta situação vem confirmar que é no interior dos próprios partidos, neste caso concreto, do PS, que se criam os maiores adversários e inimigos políticos. É por aqui que começam e se desenvolvem ou não as carreiras políticas. Para alguém conseguir chegar longe na política, primeiro tem de eliminar a concorrência interna, de forma a conquistar um lugar, por exemplo, na lista da Junta. Às vezes, é ridículo ver o que certas pessoas fazem para tentar chegar a um lugar que, aparentemente, não tem importância nenhuma. Mas é a partir desse lugar que conseguem algum poder, influência e aliados para depois irem na lista da Câmara, depois, eventualmente, a deputado e por aí fora. Se a nível interno do partido e do concelho, não se consegue dar o primeiro passo, subir o primeiro degrau, nunca na vida se vai ter hipótese de construir uma carreira política. E quem o consegue, deixa, seguramente, para trás um rasto de cadáveres políticos, ou seja, de rivais que venceu e que nunca na vida lhe vão perdoar a desfeita.
A política partidária é uma guerra. E como todas as guerras, é suja, destrói vidas e constrói mitos e vencedores. Não é um jogo para gente fraca e sensível.
Ah, e já agora, antes de terminar, não sei se repararam que o Governo acabou com os subsídios de férias e de Natal. É claro que não foi isso que foi dito por Passos Coelho, mas é o que vai acontecer. E, provavelmente, também vai voltar a acontecer que, daqui a uns anos, só os meninos ricos é que poderão  frequentar a escola secundária. Manter lá os pobres vai ser um luxo a que o país não se pode dar. Estamos a voltar à idade das trevas.
(Opinião, Jorge Eusébio)

Quase gostamos das nossas vidas

Hoje lembrei-me do título de um livro de Pedro Paixão: "Quase gosto da vida que tenho". É o que sinto e, provavelmente, milhões de portugueses. Quase gostamos das nossas vidas. E se não fosse a crise, o Cavaco, o Sócrates, o Gaspar, o Passos e a Merkel éramos, se calhar, suficientemente loucos para gostar delas mesmo a sério. Ou não.

(Opinião, Jorge Eusébio)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Faleceu João Sabino

Faleceu João Sabino, um homem que, em Fevereiro passado, tinha sido notícia por, aos 91 anos de idade, ter concluído o 9º ano de escolaridade, no Centro de Novas Oportunidades de Salvaterra de Magos. Teve uma vida cheia de experiências muito diversificadas. Inventou uma máquina de semear tomate, foi músico, compositor, árbitro de futebol, escreveu livros de poesia e as suas memórias. Com toda esta intensa actividade, não teve muito tempo para tratar da sua formação académica, tendo apenas chegado à antiga 3ª classe. Aos 90 anos, lembrou-se que não seria má ideia voltar a estudar. Até porque, como gostava de dizer, desde que haja quem ensine, nunca é tarde para aprender. Estudou com afinco e, na altura, ao receber o diploma, estava cheio de vigor, entusiasmo e planos para o futuro. Um deles era andar pelas escolas a aconselhar os jovens e a dizer-lhes que os sonhos que verdadeiramente interessam são aqueles que temos de olhos bem abertos e que conseguimos concretizar. O outro dos seus objectivos era escrever um livro de ficção.

A velhice é uma merda

Estou a ficar velho. Pudera,  ainda me recordo de ver televisão a preto e branco, dos discos de vinil e de comunicar à distância sem ser por e-mail ou telemóvel. Sou, imagine-se, do tempo em que Passos Coelho pedia desculpa por ajudar a aumentar impostos. Aos séculos que isso foi. Estou mesmo a ficar velho. Não admira que já tenha a barba branca.

(Opinião, Jorge Eusébio)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Guerra aberta no PS/Cartaxo


Depois da marcação de eleições directas no PS/Cartaxo para decidir quem vai representar o partido nas próximas autárquicas, rebentou publicamente a guerra entre as duas facções. Na internet surgiu um documento, supostamente apoiado por todos os presidentes de Junta do PS, de apoio ao actual presidente de Câmara, Paulo Varanda, e de fortes críticas à concelhia dirigida por Pedro Magalhães Ribeiro que já assumiu formalmente querer ser ele o candidato do PS à presidência da Câmara.

Aí pode ler-se que da parte de Pedro Magalhães Ribeiro tem havido atitudes que “pretendem denegrir a actividade do executivo camarário” e que está a ser desenvolvido um autêntico processo de “assassinato político” de Paulo Varanda.
O presidente da Junta de Vale da Pinta, Fernando Ramos, dá a cara pelo documento e, em entrevista à Rádio Cartaxo, manifesta total apoio a Paulo Varanda que entende estar a fazer um bom trabalho e, por esse facto, deve ser o candidato do PS em 2013. Se o PS for por outro caminho está a demonstrar “ingratidão” por alguém que assumiu o poder em circunstâncias muito difíceis. Lança também críticas, quer ao presidente da Distrital, quer ao secretário-geral por entender que já deviam ter tomado o assunto em mãos. Até porque, alega, Paulo Varanda não tem, na disputa interna, as mesmas condições colocadas ao dispor de Pedro Magalhães Ribeiro.
Também em declarações a esta rádio, o visado nesta acusação diz que o facto de ser presidente da concelhia não lhe dá qualquer tipo de vantagem, uma vez que a condução do processo eleitoral interno é da competência da Mesa da Comissão Política, da qual não faz parte. Quanto à possibilidade de António José Seguro chamar a si a decisão final, confirma que, enquanto secretário-geral, “tem essa prerrogativa estatutária”, mas não parece temer que a vá exercer, devendo ser os militantes a decidir, através de directas, quem querem que os represente nas autárquicas.


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Bronca no PS: Paulo Varanda fora das directas

Aprovo mas não concordo

João Almeida é porta-voz do CDS e um dos senhores que votou o Orçamento. Com o qual não concorda, faz questão de esclarecer, para que a sua atitude não seja mal interpretada. Mas teve de ser, foi o mal menor. Senão, seria uma desgraça e não conseguiríamos vencer a crise. É claro que assim também não vamos conseguir vencê-la mas, pelo menos, não se corre o risco de ir já para eleições e João Almeida perder a sua cadeirinha de deputado.

(Opinião, Jorge Eusébio)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A 'boa' da fita


Rita Pereira esteve, no Domingo, no Centro Cultural do Cartaxo, a participar em mais uma das conversas promovidas por José Raposo. A modelo e actriz recordou o seu difícil início, em que foi rejeitada por muitas agências que entendiam não ter a sua imagem "nada de especial".
Hoje, diz ter consciência de que acontece darem-lhe papéis por a sua imagem vender bem, aceita as regras do jogo, mas confessa que, por vezes, sente-se mal por ter trabalho enquanto que outras pessoas muito talentosas e experientes ficam de lado.
Rita Pereira também falou da relação complicada que tem com a imprensa, em especial, a 'cor-de-rosa'. Admite precisar dela, mas lamenta que sejam falsas muitas das notícias que escrevem sobre si. Deu o exemplo de uma notícia que dizia que "passados 20 anos, me tinha reencontrado com a minha mãe". Ora acontece que "eu vivi com a minha mãe a vida toda, se calhar reencontrámo-nos naquele dia na praia porque já não nos víamos desde... de manhã".
Nas novelas, normalmente faz de boazinha, uma regra que foi quebrada na última, situação que não agradou nada à sua avó. Mas, agora, a senhora está mais animada, pois a neta já a informou que, na próxima novela, vai voltar a fazer de boa da fita.

Directas no PS/Cartaxo

Realizou-se, ontem à noite, uma reunião da Comissão Política do PS/Cartaxo, da qual resultou a marcação de eleições directas para o próximo dia 11 de Dezembro, uma vez que há duas candidatos a querer liderar a lista dos socialistas às próximas autárquicas, Paulo Varanda e Pedro Magalhães Ribeiro. A reunião contou com a presença do presidente distrital do PS, António Gameiro. Entretanto, já se sabe que, caso seja Pedro Magalhães Ribeiro o candidato do PS, o nº 1 da lista à Assembleia Municipal será o antigo presidente da Câmara e também secretário de Estado da Justiça, Conde Rodrigues. Na lista de Pedro Magalhães Ribeiro para a Câmara estão confirmadas as presenças de Fernando Amorim, ex-presidente da Junta de Freguesia de Pontével e Pedro Nobre.

Comandante dos Bombeiros 'dispara' em várias direcções

A celebração dos 76 anos de vida dos Bombeiros Municipais do Cartaxo ficou marcada pelo discurso do comandante da corporação, Mário Silvestre, que 'disparou' em várias direcções. Criticou fortemente a legislação saída há poucos dias, a qual "vem retirar aos corpos de Bombeiros das autarquias, entre outras coisas, o Comando das operações nos seus municípios". Outro dos seus alvos foi o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) que, na sua opinião, se preocupa "com pormenores que em nada contribuem para a melhoria do socorro" e deixa de lado "os efectivos problemas". Mas, para Mário Silvestre, também há responsabilidade neste estado de coisas da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) que "tem descurado a formação dos bombeiros e a sua posição nas discussões sobre matérias operacionais, entre outras coisas".
As comemorações de mais este aniversário, envolveram uma cerimónia oficial, um almoço de confraternização e a deposição de uma coroa de flores em homenagem  aos soldados da paz já falecidos. A ocasião foi, ainda, aproveitada para entregar medalhas e distinções a alguns bombeiros. Assim, foi entregue a medalha que simboliza a ligação de 5 anos à corporação a Pedro Parente, Márcio Alexandre, Helena Serôdio e Helena Leça. O Crachá de Ouro foi imposto a Diogo Pêgo, Fernando Lourenço e José Fernando Caria e o galardão de Bombeiro do Ano foi para Hugo Silva.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Rita Pereira à conversa


Museu do Vinho apresenta exposição sobre o Ciclismo

Bicicletas de todas as formas e feitios, bem como imagens, troféus e currículos dos grandes ciclistas do Cartaxo podem ser apreciadas na exposição que está patente no Museu Rural e do Vinho, do Cartaxo, até ao final de Janeiro de 2013. A mostra celebra os 27 anos de existência do museu e esta ligação ao ciclismo é justificada pelo seu director, Victor Varela, pelo facto desta modalidades ter fortes tradições no concelho, ao mais alto nível, sendo o que mais Voltas a Portugal obteve. Alfredo Trindade(2), José Maria Nicolau (2), Francisco Valada (1) e Marco Chagas (4) são naturais do concelho e conseguiram um total de 9 vitórias na mais prestigiada competição ciclística.
O Museu Rural e do Vinho do Cartaxo abriu as suas portas a 23 de Novembro de 1985 e conta, no seu interior, com milhares de peças relacionadas com a actividade agrícola, em especial, com a produção de vinho. O Centro de Documentação, o Núcleo de Reservas Visitáveis e a Taberna são três dos espaços mais emblemáticos, por este último passando, uma vez por mês, uma personalidade do concelho que recorda a sua vida e a forma como o Cartaxo evoluiu ao longo das últimas décadas.
O Museu recebeu, nos dois últimos anos, outros tantos prémios da Associação Portuguesa de Museologia (APOM). Em 2010, foi distinguido com o Prémio de “Melhor Serviço de Extensão Cultural” e no ano seguinte obteve uma menção honrosa na categoria de “Melhor Trabalho de Museografia”. É visitado, anualmente, por cerca de 15 mil pessoas.



domingo, 25 de novembro de 2012

sábado, 24 de novembro de 2012

Todos contra a fusão de freguesias

Nos últimos dias têm-se multiplicado, no concelho do Cartaxo, as reuniões abertas para levar à população informação sobre o processo de reorganização de freguesias e debater acções de protesto. A ser aprovada pelos deputados a proposta que está em cima da mesa, o concelho vai passar de 8 para 6 freguesias. Vale da Pinta junta-se ao Cartaxo e a Ereira fica agregada à Lapa.
Nesta altura já se realizaram sessões na Ereira, Vale da Pinta, Lapa, Vale da Pedra e Cartaxo, e duas outras de âmbito partidário (PS e CDU) mas também abertas a todos os que nelas quisessem participar. Destes encontros resultou o aparecimento de abaixo-assinados em cada uma das freguesias, a que se vai juntar um outro de todo o concelho, que tem como objectivo ser assinado por 4 mil pessoas e assim converter-se numa petição que obrigará os deputados a terem de o debater.

Vale da Pedra
Ereira
Vale da Pinta
Lapa
Cartaxo

Mais impostos, menos receita

Aumenta-se os impostos, o que faz com que as pessoas fiquem com menos dinheiro disponível, gastem menos, fazendo com que as empresas facturem menos, tenham de fechar e mandem gente para o desemprego. A contrapartida de todos estes sacrifícios é que o Estado arrecade mais dinheiro e, com isso, diminua o défice para, daqui a uns tempos, se ainda formos vivos, voltarmos a ter uma vida normal. Certo? Não, errado. O Estado mata a economia e vai buscar menos dinheiro de impostos. É uma lógica só ao alcance de gente inteligente, como a que nos governa.

(Opinião, Jorge Eusébio)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Aquecem os motores para as autárquicas


Não duvido que os políticos do Cartaxo sejam contra a fusão, agregação ou extinção de freguesias. Pelo menos, neste concelho. Mas, às vezes, dá a sensação de que esta polémica surgiu numa altura muito conveniente para alguns deles. Numa fase em que começam a aquecer os motores para as candidaturas autárquicas é um presente dos deuses, para muitos, terem um pretexto para botar discurso e, ainda por cima, com muita gente na plateia a assistir.
Nas duas primeiras sessões sobre o assunto realizadas nas freguesias – na Ereira e Vale da Pinta – pareciam andar ao despique num tom de campanha eleitoral, com direito a palmas no fim, quanto mais não fosse por uma questão de boa educação da população presente. Mas a coisa foi de tal forma que eles próprios devem ter achado que estavam a exagerar e o tiro ainda podia sair pela culatra. Daí que, na reunião de quarta-feira, na Lapa, já tenham mostrado uma maior discrição e recato. Vamos ver o que acontece nas próximas sessões. 
Estes são dias de grande tensão no PS pois a decisão sobre quem será o candidato às autárquicas está por aí prestes a rebentar. Na segunda-feira há uma reunião da Comissão Política que é suposto tomar decisões sobre o assunto, nomeadamente através da marcação de eleições directas se aparecerem formalmente dois candidatos a candidato. Como se sabe, quer Paulo Varanda, quer Pedro Magalhães Ribeiro já disseram querer avançar, vamos agora ver se o fazem, uma vez que até ao último minuto deve haver contactos, negociações e pressões até dos órgãos regionais e nacionais para que um deles desista, de forma a evitar um clima de confrontação directa de que muito dificilmente o partido irá recuperar até às eleições, correndo, por isso, o risco de não as ganhar, pelo menos, com maioria absoluta.
E, aparentemente, esse é um cenário em que a facção apoiante de Pedro Magalhães Ribeiro já parece estar a trabalhar. No encontro que o PCP realizou no Centro Cultural sobre a questão da reorganização administrativa do território das freguesias, estavam mais socialistas do que comunistas. Pedro Magalhães Ribeiro e, praticamente, todo o seu estado maior fizeram questão de marcar presença. E, como certamente estas coisas não acontecem por acaso, isso terá sido previamente combinado. A leitura que faço é que Pedro Magalhães Ribeiro está convencido de que tem fortes hipóteses de ser o escolhido para candidato do PS à presidência da Câmara. Mas também considera que, nesse cenário, o actual titular do cargo, Paulo Varanda, avançará à frente de uma lista independente. Em face da visibilidade que o cargo de presidente lhe tem dado é natural que consiga boa votação, muito à custa da candidatura do PS. Isso poderá fazer com que, mesmo que seja o candidato dos socialistas e que saia vencedor das autárquicas, Pedro Magalhães Ribeiro não tenha maioria absoluta na Câmara e na Assembleia Municipal. De forma que precisaria de aliados para governar e a presença em peso da sua equipa na sessão do PCP significa que está a pensar naquele partido para seu parceiro na governação da autarquia, caso este cenário se concretize.

(Opinião, Jorge Eusébio, Rádio Cartaxo)

Bruxo sem queda para a medicina

O jornal 'O Mirante' traz esta semana uma manchete, no mínimo, curiosa e, ao mesmo tempo, cómica e dramática. Um homem diz ter entregue cerca de 55 mil euros a um bruxo para que este o livrasse das maleitas que suspeitava deverem-se a um feitiço lançado pela mulher. O resultado é o que se previa: ficou com as dores e sem o dinheiro. E nem o tribunal lhe valeu, pois limitou-se a constatar que, sim senhor, o carcanhol 'voou' da sua conta bancária, mas não há provas que tenha ido parar ao bolso do profissional da bruxaria, que pode ser muito competente nessa arte, mas que revelou ter pouca queda para a medicina. Moral da história: se tem dores, vá ao médico e não a um bruxo.

(Opinião, Jorge Eusébio)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Mandem lá o carro à inspecção

Em Torres Vedras, não há dinheiro para o tribunal mandar o carro à inspecção. De forma que os juízes deslocam-se para os tribunais do círculo de táxi. Eu sei que não percebo nada de economia e finanças, mas suspeito que seria mais barato pagar a inspecção. Mas é só um palpite.
 
(Opinião, Jorge Eusébio)

Uns chatos porreiros

Os portugueses são fatalistas, chatos, invejosos e inconvenientes. Os seus fracassos são culpa do governo, dos banqueiros, da troika, da chuva, da seca, do destino.
Português que se preze chega com meia-hora de atraso, mete cunhas para conseguir emprego para o filho e detesta ver o vizinho com um carro ou, mesmo, com uma roupinha melhor do que a sua.
Português que é português mesmo a sério tem montanhas de defeitos. Mas, convenhamos, também algumas qualidades. Em face da desgraça, português que é português mostra a sua face solidária e generosa e arregaça as mangas para ajudar. Como aconteceu, recentemente, em Silves. Cerca de mil pessoas recusaram-se a ficar em casa à espera do governo, da protecção civil, da câmara ou das companhias seguradoras. Saíram do conforto dos seus lares e foram limpar os estragos provocados pelo tornado. Sem esperar nada em troca por esse trabalho, imagine-se.
Ultimamente, há muitas altura em que sinto raiva e desalento por ter nascido português. Agora, isso passou-me.

(Opinião, Jorge Eusébio)

Foot-Vaca nas Festas do Cartaxo