A Câmara norte-americana de San Marino vive uma crise política de contornos provavelmente inéditos no mundo. Vai ter de escolher um novo presidente devido à demissão do actual. E isto porquê? Porque, em face da polémica que se gerou, o senhor acabou por ser obrigado a tomar tal drástica decisão, após ter sido filmado a atirar para o jardim de um vizinho... um saco cheio de cocó de cão. Esta, pode dizer-se, é que é mesmo uma história política que cheira mal.
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quarta-feira, 18 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Irlanda e Portugal
Um
certo e determinado primeiro-ministro que, de vez em quando, aparece por aí a
comparar os casos de Portugal e da Irlanda, devia ler este artigo. Para que
deixe de fazer a malta de parva comparando o que não é comparável.
Inclusivamente, dizendo que os irlandeses fizeram mais esforços que os
portugueses.
Então
aqui ficam alguns dados referidos no artigo: O abastecimento de água em casas
particulares é por conta do Estado e só a partir de 2015 é que isso deverá
mudar. Os idosos têm ajudas do Estado para pagar medicamentos, aquecimento em
casa, para além de usufruírem de transporte público gratuito. O salário mínimo
é de cerca de 1500 euros mensais e não houve cortes salariais.
(Opinião, Jorge Eusébio)
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Eles andam por aí
Desde que disseram que a troika ia sair de Portugal que vim para a Gare do Oriente. E garanto que não saiu do país de comboio. Também tenho gente no aeroporto que me garante não ter abalado de avião.
Como não acredito que faça uma viagem tão longa de carro, a conclusão é óbvia: a troika continua por cá, enfiada em qualquer hotel de cinco estrelas. Pronta para nos dar mais facadas nas costas assim que estejamos convencidos que ela abalou e o perigo passou.
Como não acredito que faça uma viagem tão longa de carro, a conclusão é óbvia: a troika continua por cá, enfiada em qualquer hotel de cinco estrelas. Pronta para nos dar mais facadas nas costas assim que estejamos convencidos que ela abalou e o perigo passou.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Histórias loucas... e reais
Hoje há pelo menos duas notícias algo estranhas em grande destaque
na imprensa. Uma delas tem a ver com a fuga de um preso algemado, em pleno
carro da GNR. O episódio aconteceu em Famalicão. Segundo se pode ler no Diário
de Notícias, o homem de 29 anos tinha sido detido na sequência de um assalto,
estava no interior de um carro da GNR, algemado, enquanto dois agentes daquela
força de segurança conversavam no exterior. De repente, o preso saltou do banco
de trás em que se encontrava para o do condutor e, depois de conseguir mudar a
posição das mãos, arranjou forma de, mesmo algemado, arrancar com o carro a
alta velocidade e desaparecer da vista dos militares da GNR que o haviam
detido.
A outra notícia tem a ver com a ideia peregrina de quem manda na
Europa de incluir nas suas contas as verbas provenientes da actividades, que
tanto quanto julgo saber, continuam a ser ilegais, como sejam a prostituição, o
tráfico de droga ou o contrabando de álcool e tabaco.
Parece que as inteligências que decidiram isto têm bons argumentos
para os justificar, mas o que na prática se pretende é melhorar de forma
artificial os indicadores económicos da União Europeia. Levando as coisas às
últimas consequências, por que é que os governos não fazem uma campanha de
apelo ao incentivo destas nobres actividades? É que, por esta ordem de ideias,
quanto mais aumentar a prostituição, o tráfico de drogas, de álcool e tabaco,
mais ricos serão os países da União Europeia.
Se não está tudo doido, anda lá perto.
(Opinião, Jorge Eusébio)
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Hoje é Segunda-feira
Hoje é Quarta-feira, diz o calendário. Mas eu acho que é Segunda-feira. O dia cheira-me a Segunda-feira. Sabe-me a Segunda-feira. Sinto a preguiça que costumo ter à Segunda-feira. A falta de vontade de trabalhar típica da Segunda-feira. Aquela espécie de ressaca que a gente transporta do fim-de-semana e que faz com que qualquer murmúrio pareça um grito que nos entra pela cabeça dentro.
De forma que não quero saber o que diz o calendário. Está decidido. Se o dia parece ser Segunda-feira, se soa a Segunda-feira e se cheira a Segunda-feira é porque é mesmo Segunda-feira.
E o melhor de tudo é que, apesar de ser Segunda-feira, já só faltam dois dias para aparecer o Sábado por aí.
De forma que não quero saber o que diz o calendário. Está decidido. Se o dia parece ser Segunda-feira, se soa a Segunda-feira e se cheira a Segunda-feira é porque é mesmo Segunda-feira.
E o melhor de tudo é que, apesar de ser Segunda-feira, já só faltam dois dias para aparecer o Sábado por aí.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Não me surpreende que só se preocupem com coisas que não interessam ao Menino Jesus
O jornal
online Observador tem duas boas reportagens sobre os bastidores da campanha
eleitoral para as Europeias. Uma sobre a do PS e outra sobre a coligação
Aliança Portugal. As duas peças constituem uma autêntica radiografia dos
políticos portugueses, sobre o que pensam, o que os move e que objectivos têm.
Pela minha
parte não fiquei nada surpreendido. Não me surpreende, por exemplo, que um
líder partidário não saia para a rua sem uma maquilhadora atrás. Que se encenem
fotos (as selfies da moda) e ‘vendam’ reuniões partidárias como se se tratasse
de encontros com o povo autêntico e anónimo.
Também não me
surpreende que algumas das suas principais preocupações sejam saber qual vai
ser a próxima manchete de um jornal ou organizar convenientemente as acções de
campanha de forma a que o líder apareça a discursar no instante exacto em que
um canal de TV está em directo.
Não me
surpreendeu que funcionem em circuito interno, que passem a vida a mandar
recados e ultimatos parvos uns aos outros.
E, sobretudo,
não me surpreende que não revelem qualquer tipo de preocupação séria com os
problemas que realmente afectam o resto dos portugueses.
(Opinião, Jorge Eusébio)
quarta-feira, 4 de junho de 2014
A culpa é das cadeiras
É impressionante o tempo que se perde em sessões e eventos públicos.
Desde logo porque, por regra, nunca começam à hora marcada. E depois de começarem, anda-se ali às voltas com um chorrilho de banalidades, salamaleques, desabafos e conversas, muitas vezes de âmbito pessoal, que nada têm a ver com o que é suposto discutir ou anunciar.
De certeza que já perdi muitos dias, semanas, anos, até, com este tipo de conversa de chacha que não serve para nada.
Mas acho que a culpa nem sequer é bem das pessoas. Estou cada vez mais convencido que as culpadas são... as cadeiras.
Se não houvesse cadeiras nas salas onde se realizam essas sessões, conferências e eventos quejandos e toda a gente tivesse de falar de pé, de certeza absoluta que os oradores iam muito mais rapidamente ao que interessa e uma sessão de duas ou três despachava-se em para aí 15 minutos. E sobrava-me mais tempo para escrever textos para alimentar este blog.
(Opinião, Jorge Eusébio)
Desde logo porque, por regra, nunca começam à hora marcada. E depois de começarem, anda-se ali às voltas com um chorrilho de banalidades, salamaleques, desabafos e conversas, muitas vezes de âmbito pessoal, que nada têm a ver com o que é suposto discutir ou anunciar.
De certeza que já perdi muitos dias, semanas, anos, até, com este tipo de conversa de chacha que não serve para nada.
Mas acho que a culpa nem sequer é bem das pessoas. Estou cada vez mais convencido que as culpadas são... as cadeiras.
Se não houvesse cadeiras nas salas onde se realizam essas sessões, conferências e eventos quejandos e toda a gente tivesse de falar de pé, de certeza absoluta que os oradores iam muito mais rapidamente ao que interessa e uma sessão de duas ou três despachava-se em para aí 15 minutos. E sobrava-me mais tempo para escrever textos para alimentar este blog.
(Opinião, Jorge Eusébio)
sexta-feira, 30 de maio de 2014
O objecto mais útil do mundo
Serve para fazer telefonemas, para
receber telefonemas, para ir à net, para consultar o calendário, para usar como
calculadora, despertador, máquina fotográfica, câmara de vídeo e sei lá mais o
quê.
É, de longe, o objecto mais útil,
multifacetado e indispensável do mundo. Não se percebe como é que o ser humano
conseguiu viver tanto tempo sem telemóvel.
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